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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Resenha: Jogos Vorazes - A Esperança: parte 1


"É a pior tortura do mundo. 

Esperar enquanto se sabe que não ha nada que se possa fazer..."

"Aquilo que nós mais amamos, é o que acaba por nos destruir"
"Se nós queimarmos, você queimará conosco!"


A série foi inspirada no mito grego de Teseu e o minotauro e nos gladiadores romanos. Valores como lealdade, guerra, pobreza, verdade e amor são abordados durante a trama. A série em si é carregado de DRAMA e possui críticas sobre a sociedade vivida por nós e pelos habitantes da Capital.

Pequena introdução aos meus queridos amigos e principalmente colegas, para entenderem do que se trata e perderem o possível preconceito midiático com o filme.

A maior sacada de Jogos Vorazes, é que ele ao contrario do que ele mesmo se vende, não fala sobre os jogos em si. Os Jogos são alegoria e metáfora para algo mais complexo e maior. Jogos Vorazes é em suma, um filme politico e de estrutura social.

A arena dos Jogos - por mais que remeta ao clássico Livro/Mangá/Filme "Battle Royale" -, é apenas um detalhe para amarrar o embate dos personagens. Alias, como nota, a intenção de ambos é diferente; em ''Royale'', a intenção dos Jogos, é de adversidade e opressão, para mostrar os preceitos humanos, tanto psicológicos, quanto comportamentais. Em Jogos Vorazes, o Jogo, na arena, é alegoria. Ali, o que importa não são os preceitos comportamentais humanos - apesar da base ser a mesma -, mas sim o como que cada personagem representa uma ala social dentro da estrutura politica global. Cada personagem e ação dos mesmos, representa um nicho. O real tema aqui, não é amor adolescente e nem só a ação (alias, demorei para compreender, mas o filme não pode ser classificado como ação ou aventura somente, e sim como drama). Ele mostra a complexa estrutura social e politica da humanidade, especialmente o processo de revitalização e reimplementação do fascismo diante de um povo; com o apoio ou opressão da mídia nisso.

Vejam: O sistema politico aqui, é composto por Distritos que suprem a Capital, que domina todos os distritos. Detém de acordo com o poder econômico, todos os suplementos naturais e sintéticos DOS DISTRITOS e seus moradores, e em troca, fornece uma suposta paz, baseado em uma especie de ditadura militar  e entretenimento.
Em suma, A capital domina os pobres - independente de cor, raça e religião - os massacra e escraviza, os mantem vivos, apenas com o suficiente para sobreviver e com o apoio da mídia - televisiva por exemplo - os manipula, entretendo-os como gado ou uma briga de galos.

Ai entra os Jogos Vorazes em questão. Nada mais é, do que obrigar um povo oprimido a matarem-se, para pura diversão dos mais abastados e em troca eles fazem esses próprios oprimidos entenderem, que isso é o preço a se pagar em troca de "ruas mais seguras", mas que não ha mais direitos civis de liberdade ou democracia... Não ha liberdade de expressão. Para se ter ideia do cenário apocalíptico e tão atual com o nosso, o cinema em si, seria uma ameaça, ainda mais os de critica social.

O que acontece aqui nessa terceira parte é a desconstrução pouco a pouco desse sistema, onde distritos vão caindo e guerreando, mas entendendo que precisam se unir num discurso de esquerda, para reerguer uma nova estrutura social e politica baseada mais na democracia. Para isso a maior arma dos revolucionários e do governo (Capital) é justamente a mídia. Já que a população foi tão condicionada a acreditar em tudo que lhes é imposto na tela como verdade absoluta (vide, Jornal Nacional e a crença de que tudo que a Globo, Record, Veja; dizem é absoluta verdade incontestável), ocorre uma guerra midiática (já estamos em Uma alias galera, aqui no Brasil mesmo, só pegar o exemplo das atuais eleições à presidência), onde a protagonista antes manipulada pela direita  - exemplificando  de forma leiga para a realidade nacional, ou Conservadora para a realidade EUA - (opressora aqui no caso), vira simbolo da revolta da esquerda -  exemplificando de forma leiga para a realidade nacional, ou Progressista  para a realidade dos EUA (distritos no caso).

Porem a questão é mais complexa como toda politica, uma vez que ela estando nesse sistema, independente do lado, ela estará sendo manipulada. Mas a questão é; ate que ponto uma manipulação sera melhor que a outra, já que um muro tem apenas dois lados e não três?

Dirigido por Francis Lawrence e roteirizado por Peter Craig e Danny Strong, Jogos Vorazes - A esperança parte 1, conta com a seguinte sinopse: Quaternário pela resistência ao governo tirânico do presidente Snow (Donald Sutherland), Katniss Everdeen (Jennifer LAWRENCE) está abalada. Temerosa e sem confiança, ela agora vive no Distrito 13 ao lado da mãe (Paula Malcomson) e da irmã, Prim (Willow Shields). A presidente Alma COIN (Julianne Moore) e Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman) querem que Katniss assuma o papel do tordo, o símbolo que a resistência precisa para mobilizar a população. Após uma certa relutância, Katniss aceita a proposta desde que a resistência se comprometa a resgatar Peeta Mellark (Josh Hutcherson) e os demais Vitoriosos, mantidos prisioneiros pela Capital.

E é nesse clima que o filme assume paletas de cores mais frias e sóbrias, puxadas para o cinza e tons pasteis, abandonando a fantasia e tom fantástico dos dois longas anteriores e assumindo características mais reais. É notável o modo como Francis demonstra uma direção segura e firme ao introduzir um clima de guerra ao filme, com a utilização de movimentos de câmera, planos e montagem paralela - alias, que montagem eficaz! - que não só dão o tom de urgência e perigo às cenas, como formam um ritmo narrativo que prende.

Ia evitar falar sobre as atuações, mas é impossível não notar o plausível estudo de personagens que o roteiro exibe aqui nesta "A Esperança", ao mostrar os desdobramentos psicológicos diante dos efeitos que a guerra e os Jogos (sempre em letra maiúscula) trouxeram àquela realidade.
A protagonista Katniss assume o papel de heroína, não pelas ações que executa, mas pela situação que se encontra e pela imagem que se constrói. Alias, esse é um mérito do filme/serie no geral. Ele não elege heroínas e heróis apenas por excelência da situação, mas pelos desdobramentos que constroem eles como heróis. Heroísmo é imagem (só se tornam heróis, àqueles que anunciam essa imagem como tal, caso contrario, sem a imagem trabalhada, somos apenas bem feitores, e isso não vende).

O poder que isso traz para a critica midiática que o filme faz é enorme. E infelizmente tão real e contemporâneo; que Jogos Vorazes poderia facilmente assumir o papel de filme de terror.
Outro ponto positivo e a dualidade e dubilidade que os personagens assumem aqui. Onde cada ação traz uma reação adversa, igualmente e potencialmente destruidora.

Não por acaso, a cena em que há a destruição de uma represa, representa semioticamente bem a situação de Panen. a Capital é a represa, contida e controlada, mas limitada àquelas que estão do lado interno do concreto que prende aquelas águas. Quando a rebelião começa explodindo aquela represa, a água se dissipa, afogando e arrastando a tudo e a todos - seja pela falta da água do lado interno, quanto pela inundação do lado externo. E aí que é a questão: quando a rebelião começa, é água feroz - voraz - para todos os lados. Como conter? E ate que ponto essa contenção não se tornara uma nova represa fechada?

Alias, os signos nessa serie/filme são interessantes e complexos ao demonstrar a coesão com que a autora dos livros- já que mesmo não lendo a eles, sei que são a base para o roteiro - constrói, indo alem da simples aventura adolescente.
Não por acaso, a protagonista que tem como simbolo de luta, o arco e flecha, durante toda a projeção, deve lançar de uma a duas flechas no total. Porque aqui, nesta guerra, as armas são o de menos. A guerra vai alem de corpos mutilados e assassinatos. A guerra é estrutural e não somente física, ainda que ela atinja o corpo.

E quando um blockbuster consegue se ater a ter a preocupação em educar, refletir e questionar seu espectador, sem deixar de lado a ação/explosões mas sem se limitar a apenas isso, é de se aplaudir.
Ponto para a trilha sonora atual e pop que o filme adotou, bem como a sonoplastia que deve lhe render algumas premiações ou indicações.

Se for para apontar um defeito, talvez seja algumas questões técnicas pontuais, nada graves, nada que comprometa a narrativa e o andamento do filme, e talvez a escolha da divisão em duas partes. Sem ter lido os livros é difícil afirmar que não era necessária a divisão, pois não sei quanto conteúdo ainda falta - narrativamente - para sua conclusão. Mas o terceira ato do filme, fica comprometido em sua resolução, uma vez que o ritmo catártico é interrompido em seu climax. Ainda que para aquela estrutura, todos os conflitos ali concentrados tenham sido resolvidos, a trama como um todo sofre.

Assim, eu gostaria muito de ter visto um filme só, ainda que fosse durar 5 horas - coisa que ele poderia se beneficiar, já que novamente aponto que sua métrica rítmica foi precisa -.
No mais, ao final da projeção, é quase impossível não assoviar com a canção do tordo, e não sucumbir a vontade de levantar a mão esquerda, e estender os três dedos da mão e beija-la em tributo ao distrito 12...

Ótimo!


"Are you, are you
Coming to the tree?
Where they strung up a man they say murdered three."


Ficha Técnica:

Elenco: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Woody Harrelson
Elizabeth Banks, Julianne Moore, Philip Seymour Hoffman, Jeffrey Wright
Direção: Francis Lawrence
Roteiro: Peter Craig, Danny Strong
Fotografia: Jo Willems
Ano: 2014

Trailer:





Música d'O Tordo:










sábado, 20 de outubro de 2012

Luz... Câmera.. e.... OI OI OI!



A novela Avenida Brasil chegou ao fim nessa sexta feira dia 19 de Outubro. Com quebra de recordes de audiência  a novela sem duvida se tornou um dos eventos de cultura mais catárticas que o pais já viu em anos.


Um evento cultural que surpreendeu.
Sem carros nas ruas, silencio absoluto, bares, padarias, mercados e lanchonetes. Famílias se reunindo, amigos, conhecidos; nas rádios, na TV e na internet. Veículos de comunicação de todos os tipos, com visibilidade internacional...

O País parou e fez o mundo parar também para observar o que acontecia por aqui.
Todos direcionados para o final de uma novela, que mesmo que alguém não tenha acompanhado, foi impossível ficar alheio a ela.
Digam o que quiserem, tenham as ressalvas que tiverem, da maneira que tenho as minhas inclusive; mas que definitivamente o dia 19 de Outubro de 2012 ficou marcado na historia desse país, a isso ficou!

Parecia final de copa do mundo. E se para alguns isso mostra a bitolação brasileira, eu vejo como um ganho excepcional. Onde o país parou para celebrar e reconhecer mesmo com todas as idiocrasias em volta e acerca de; o talento e capacidade do próprio mercado, a produção e bens nacionais que temos a oferecer. O que prova que qualidade e interesse há, só falta a motivação e a crença.
Eu como cinéfilo, não pude deixar de ter aquela pontinha de esperança em ver essa massa toda em prol do nosso país. Foi bonito de ver, temos que admitir.

Mas antes desse grande evento que tomou conta do país; a equipe do site Ovo de Fantasma reuniu  uma lista com grandes cineastas, uma análise sobre como eles fariam o TCHAU TCHAU TCHAU ao OI OI OI da novela.
Nomes como Almodôvar, Michael Bay, Lars Von Trier e Aronofsky surgem, em versões interessantes e cômicas.


Todo o texto abaixo se encontra originalmente publicado e de autoria da redação do blog Ovo de Fantasma, ao qual sigo como blogueiro. Apenas coloquei o texto aqui para os leitores do "Criticofilia" que por ventura preferem o design do BlogSpot. Os nomes presentes ao final de cada versão correndem a seus autores que fazem parte da redação do blog em questão.
Para conferir o texto original no site do Ovo basta acessar >> Clique Aqui


Como cineastas famosos fariam o final de “Avenida Brasil”?



Versão de Pedro Almodôvar


Jorginho matou Max. Descobrimos que ele na verdade nasceu mulher e sempre conviveu com essa enorme crise de identidade, forçada por todos. No final congela nele, saindo do Divino e do Armário, rumo à felicidade. – Virgílio Souza e Daniel Corrêa

Versão de Michael Bay


Carminha arromba o portão de um quartel militar com seu carro. Lá dentro, rouba uma série de armas de guerra e explosivos. Ela pretende explodir o lixão, com Nina e todos os outros personagens dentro. Nina a espera no lixão dentro de um tanque de guerra. Os jogadores de futebol convertem-se em soldados, como forma de honrar o Divino F.C e vingar a traição imposta a Tufão. Carminha atira o carro cheio de explosivos em direção ao tanque de Nina e pula pela porta do carro a máxima velocidade em câmera lenta. Antes que a explosão ocorra, porém, o monte de lixo se retorce e transforma-se num grande monstro de lixo, semelhante a um Megazord: “Vocês nunca deviam ter me incomodado”, ele diz. “Eu matei Max!”. Todos choram copiosamente. O monstro voa sobre Nina e Carminha e atira mísseis em direção a elas, aniquilando todos. Por fim diz: “Esse lugar precisa pertencer a quem realmente o merece”. O monstro finca uma bandeira americana no solo e desfaz-se novamente num monte de lixo. Close da bandeira americana flamulando. – Pedro Freitas

Versão de Lars Von Trier


Nina se converte em freira da igreja Anglicana. Ela desiste de sua vingança contra Carminha, a procura e a perdoa. Tenta fundar uma nova ordem de caridade no Lixão, com o apoio das crianças. Uma a uma, porém, as crianças vão assumindo comportamentos estranhos. Numa noite, Santiago aparece com uma faca enfiada na garganta. A morte de Max se relaciona intimamente com esses acontecimentos. Nina vai lentamente sendo escravizada pelas crianças, apesar de achar que as serve por espontânea vontade. Leleco diz para as crianças que Nina é a reencarnação de uma bruxa da Idade Média. A gota d’agua para Nina é quando as crianças extendem uma faixa “Carminha Forever” na entrada do lixão. Desesperada, ela corre e se joga nos escombros, sendo em seguida atropelada pelo caminhão de lixo. – Pedro Freitas

Versão de Wes Anderson

Leleco descobre que tem câncer e tenta reconquistar toda a família. Tufão, cego de amor por sua irmã, tenta se matar. Suellen tem gêmeos, os pais são diferentes. Dadson vira hare-krishna. Agatha vira um porquinho da índia em stop-motion. Carminha e Nina se encontram em um quarto em Paris para resolver tudo e acabam se apaixonando. Jorginho resolve cometer crimes e é preso. – Matheus Weyh

Versão de Ingmar Bergman

Silêncio e sofrimento. Acompanhamos o cavaleiro ingênuo Adauto, na sua busca pelo sentido da vida, até o lixão. Lá ele vê uma figura nefasta indo rumo ao horizonte, acompanhada por Carminha, Nina (que depois de tanto discutirem, agora até se parecem fisicamente), Tufão e Família. Essa figura havia matado Max, após vencê-lo numa partida de xadrex. – Daniel Correa

Versão de Darren Aronofsky

Carminha começa a alucinar que Nina está em todos os lugares. Em uma busca frenética e intensa pela casa, mata Max achando ser a inimiga. No final, todos confrontam Carminha: Nina nunca existiu, sempre foi uma alucinação constante de Carminha, inconscientemente traumatizada pelo incidente do lixão. Carminha mata todos com tesouradas e depois se mata. Uma Nina real chega – ela convenceu o pessoal a mentir para enlouquecer Carminha de vez – e tem pedaço de sua mente fragmentado pela visão de todos mortos. Começa a achar também que é alucinação da mente de Carminha, aos poucos se tornando a mente de Carminha, aos poucos se tornando Carminha. “Ninaminha” se dirige ao lixão, e a história se repete. – Fernando de Lucca

Versão de Sofia Coppola

Téssalia decide fazer faculdade de filosofia e fazer bicos como fotógrafa e DJ. Ao som de Oi Oi Oi (Phoenix Remix), personagens rondam o Divino, sem direção. Nina e Carminha desistem de sua disputa, e se entregam à reconciliação, olhando entediadas para o horizonte enquanto relembram impassíveis os eventos de suas vidas. Descobrimos que Max morreu vitimado pelo peso de seu próprio conflito existencial. – Ana Clara Matta

Versão de Daniel Filho

Nina e Carminha trocam de corpo. Entendem os problemas uma da outra e fazem as pazes. Tudo acaba tranquilo. – Daniel Corrêa

Versão de Cronenberg

Foi Nina quem matou Max. E tal fato acarreta nela um súbito ímpeto assassino que a faz sentir que a sua vingança só será plena se ela própria matar os seus algozes. Primeiro, Nina utiliza um caminhão de lixo para matar Santiago onde, após tê-lo feito desmaiar com um golpe na cabeça, o joga dentro da carroceria e o seu corpo é triturado pelo compactador de lixo. Já Carminha recebe um telegrama anônimo dizendo pra ir ao Lixão caso queira ter informações sobre o assassino de Max. E ao chegar no local é atacada por Nina que a agride fisicamente e a afoga no chorume do Lixão. Ainda mais transloucada, Nina explode o Divino com os gases emitidos pelo Lixão. Percebendo que matou Jorginho, amor da sua vida e que se encontrava no bairro destruído, Nina se desespera e se dirige para o meio do Lixão onde permite ser comida por urubus.

A novela acaba e entra um fundo preto com a música OI OI OI tocando de trás pra frente. Em sequência, a cabeça dos telespectadores explode. – Rodrigo Laurentino



Versão de Woody Allen

Nina tem uma epifania; ela conclui que o universo está constantemente pregando peças em todos nós, e que o capítulo com Carminha foi apenas um de vários “de uma outra avenida, uma maior, chamada ‘vida’”. Percebe que a vingança não tem mais sentido, e no fim, decide escrever uma peça sobre sua história. Cadinho, não satisfeito com três mulheres, se declara para Carminha, dizendo algo do tipo “It’s always been you”. A eterna punição de Carminha é cair no papel coadjuvante de um quadrilátero amoroso que ninguém sabe exatamente por que veio. No fim, Carminha escreve um roteiro sobre sua história. Tufão declara seu amor pelo Rio e decide escrever um livro sobre sua história. Na última cena, a festa de lançamento das três obras de arte acontece na Avenida Brasil, e cada um explica para o outro exatamente o que aprendeu com a história que acompanhamos. – Fernando de Lucca

Versão de Rob Marshall

Max, em um número musical chamado “Fácil fingir, difícil é quando acontece”, conta postumamente o que realmente aconteceu com ele, em um palco com um leve foco de luz sobre ele. Carminha e Nina finalmente se confrontam: tudo é posto à mesa, é a cartada final, o baralho está pronto. Em um número em um salão de pôquer burlesco, as duas realizam uma performance apoteótica chic-decadente chamada “Corta a vagabunda”, viradas em direção à câmera como se fosse um palco, sendo que aquilo é uma novela e não tem ninguém realmente assistindo lá na hora. Os coadjuvantes fazem coro e aos poucos se unem a Nina, finalmente destruindo Carminha com o poder daquela música. Nina e uma Carminha derrotada cantam juntas o grand finale, Carminha jogada no lixão e Nina em um palco de tesouras e mechas de cabelo louros. Vale lembrar que as duas estão sempre de cinta-liga. – Fernando de Lucca

Versão de David Lynch

Flashback para a noite em que Genésio morreu: ele vagueia pelas ruas chuvosas e passa por uma cortina vermelha para uma sala escura onde um anão misterioso lhe entrega um machado; Genésio vê em meio à escuridão Max de costas, então o golpeia com o machado e corre para longe, voltando para a rua chuvosa. No presente, Carminha é presa pelo assassinato de Max e vai para a cadeia. Lá, ela se contorce e acorda no corpo da pequena Rita, no lixão. Em uma sala misteriosa, estão a pequena Rita, outros personagens e o anão, que finge atirar com o dedo na cabeça de Tufão. Vemos Santiago fugindo dirigindo em alta velocidade por uma estrada escura quando sua cabeça explode e o carro atropela Genésio! – Rodrigo Campos

Versão de Peter Greenaway

Descobrimos que ninguém matou Max, ele cometeu uma forma extravagante de suicídio. No entanto, Santiago é preso e, no chuveiro da prisão, os outros presos fazem um ritual forçando-o a se enforcar por ter estragado uma boa garrafa de uísque quando matou Nilo. Nina leva Carminha ao lixão onde comenta como 79% dos abandonos de crianças nos últimos 27 anos, 11 meses e 16 dias aumentou em 41,19% anualmente, ou algo assim. Ela menciona que os grupos de reciclagem (vidro, metal, plástico e papel) são representados respectivamente pelas cores cinza, amarelo, vermelho e azul e encontra algum padrão nisso tudo. Então, Nina joga tripas de peixes em Carminha, que é devorada por gaivotas assassinas. Nina então anda pelo lixão infinitamente. – Rodrigo Campos

Versão de John Hughes

Descobrimos que Max foi morto por um erro infeliz – uma criança, interpretada por Macauley Culkin, confundiu seu machado de brinquedo com um machado real em uma daquelas longas armadilhas, que lançou a arma em cima de Max quando ele pisou em determinado local. Um grande baile é organizado, e Monalisa deve escolher entre seus dois homens durante a dança, com um vestido feito de elementos do lixão. Cadinho reconquista tudo que perdeu, inclusive suas três mulheres, quebra a quarta parede durante o banho e diz para a câmera: “o fim”. – Ana Clara Matta

Versão de Buñuel

Após a morte de Max, cujo mistério não será solucionado e Nilo, os personagens da novela ficam presos no Divino (não conseguem sair e quem está fora não conseguem entrar). Dá-se subitamente em Santiago um desejo de matar Nina e as pessoas próximas a ela por acreditar que só assim conseguirá sair no bairro. Ele consegue matar todos, menos a Nina. Mesmo assim, consegue sair do Divino, junto com Carminha, embora o único lugar para o qual ele consegue ir é a mansão de Tufão. Nina percebe também que consegue sair do Divino e chegar na mansão. Ao chegar lá é morta por Carminha que joga, sem querer, um balde de água fervente nela. Os moradores do Lixão ficam sabendo do acontecimento e decidem se vingar de Nina, que se torna uma mártir. Ao chegarem na mansão, matam Santiago e Carminha com as próprias mãos e para comemorar a vingança decidem realizar um grande banquete no local, mas, por algum motivo, não conseguem fazer. De mártir, Nina se torna um mito. E de mito, é alçada a santa da Igreja Católica, protetora dos moradores dos lixões.

A novela acaba e os telespectadores não conseguem sair das suas casas. – Rodrigo Laurentino

Versão de Paul Thomas Anderson

Tufão compra o lixão e descobre petróleo lá. Os catadores ficam ao lado de Carminha, que volta à sua pose de santinha. Tufão ensina seu lado empreendedor e sem emoções (pelo menos em expressões faciais) ao seu filho, Jorginho. Auge do capítulo é a misteriosa chuva de esposas do Cadinho. – Daniel Corrêa

Versão de Malick

A Globo adia a exibição do capítulo final em três semanas. Finalmente exibido, o episódio traz narração em voice-over de Carminha e Nina, alternando entre a (des)graça e a natureza (morta). Nilo aparece ao lado de Clarinha, sua filha, numa praia. Murilo Benício reclama por ter ficado fora do corte final. O assassino de Max nunca é revelado, mas especula-se: foi o acaso?, foi o divino?, ou foi o Santiago, mesmo? – Virgílio Souza



Versão de Spielberg

Descobrimos que Carminha era um alien, ela volta para seu planeta e tudo fica bem no Divino. – Matheus Weyh

Versão da Disney

Todos vivem felizes para sempre…
…mas antes que isso aconteça, a bela Rita resolve revelar sua verdadeira identidade. Ela diz a Jorginho que é a princesa perdida entre o real e o imaginário. Convoca todos os bichinhos amiguinhos para limpar todos os lugares do lixão. Aos poucos tudo fica brilhando, e os rastros do verdadeiro vilão vão aparecendo. Por trás da negra cortina, sentado em meio aos seus bonecos quebrados lá está o bruxo Santiago, velho, com nariz pontudo e olhos frios. Mas de repente surge Tufão e destrói Santiago. No chão,quase sem vida, Carminha se sente livre do feitiço que a transformava em vilã. Um número musical no lixão transformado encerra a novela, com todos abraçados, entoando Gangnam Style. – Simone Moraes

Versão de Scorsese

Santiago manda seus comparsas matarem Carminha, que descobriu que ele matou Max, mas Nina o encontra e atira em sua cabeça. Carminha, que não é boba nem nada, deixa a polícia esperando pelos bandidos, iniciando um tiroteio do qual ela escapa. Ela vai até Tufão, por alguma razão, para matá-lo. Ela o faz e foge com milhões roubados de diversas pessoas. Ela está aproveitando sua fortuna, com a narração em primeira pessoa dizendo como ela é esperta quando Nina surge sorrateiramente e a espanca incessantemente com um taco de baseball e a coloca viva em um moedor de lixo no lixão. Escutamos “Gimme Shelter”, dos Rolling Stones, enquanto Nina se afasta cheia de estilo. – Rodrigo Campos

Versão de Haneke

Carminha assume os cuidados das crianças do lixão, quando estranhos sacrifícios animais começam a acontecer – urubus mortos são deixados em sua porta, com o mesmo corte de machado que vitimou Max. Estaria Nina por trás disso? Não. Nina desparece… justamente a tempo de Jorginho se apaixonar por uma forasteira nova do Divino… uma tal de Ana Laurente. – Ana Clara Matta

Versão de Tarkovsky

Passam-se muitos anos no Divino, um tempo indefinido. Nina se olha no espelho, e relembra as crianças brincando no lixão. – E Carminha, quem era? Uma outra face de Nina, menos afetada pelos preceitos da Moral, livre de seus laços familiares? A imagem de Carminha permanece no espelho, enquanto Nina sai e caminha por entre os escombros. Não há mais lixo alí, apenas um grande deserto. Tempo de desolação. O mistério resolve-se na mente humana: “Max não foi morto, mas tragado pelo tempo”, pensa Nina ajoelhando-se sobre a terra. “Valeu a pena defender a família pela vingança”. E dizendo isso, acende uma vela para seu pai, no local de sua morte. Em seguida, planta uma árvore no mesmo lugar, saindo de quadro. A semente germina e cresce. – Pedro Freitas



Versão de Tarantino

Carminha e Lúcio tentam assaltar uma lanchonete carioca, mas são impedidos por Nina, que compra um macacão amarelo e recita passagens bíblicas antes de matar Carminha em um duelo de espadas. Mãe Lucinda resolve se vingar de Santiago arrancando o seu escalpo. A novela termina com Jorginho, Tufão e Leleco discutindo a letra de Oi Oi Oi em um café no Divino. – Nina Rocha

Versão de Robert Rodriguez

É a versão do Tarantino, só que mal escrita e dirigida e disfarçada de trash. – Daniel Corrêa

Versão de George Lucas

Ele resolveu reeditar e colocar em 3D. Não ficou pronta à tempo. – Daniel Corrêa




Novamente salientando. O texto não é de minha autoria, o texto se encontra e foi retirado do site Ovo de Fantasma, publicado originalmente dia 18 de Outubro de 2012, por Daniel Correa.*

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Vencedores do Festival do Rio 2012




Em 1999, originado da fusão entre o Rio Cine Festival ( de 1984) e a Mostra Branco Nacional de Cinema (de 1988), surgiu O Festival do Rio.

O Festival do Rio é considerado uma mostra de extrema importância para a cinematografia nacional, e é dado como o principal evento cinematográfico da America latina.

Em 2007 por exemplo, a mostra exibiu mais de 300 filmes inéditos, brasileiros e estrangeiros de 60 países, inclusive os vencedores dos festivais de Cannes, Sundance, Veneza e do Oscar.

Na Mostra são distribuídos 11 prêmios pelo Júri oficial do Festival.
São eles: Melhor Longa-Metragem de Ficção, Melhor Longa-Metragem Documentário, Melhor Curta-Metragem, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia e Melhor Montagem. Ainda existem as menções honrosas e prêmios especiais. Além dos prêmios do júri, existe uma premiação através do voto popular que elege 3 categorias: Melhor Longa-Metragem de Ficção, Melhor Longa-Metragem Documentário e Melhor Curta-Metragem.

A Mostra desde ano, contou com a exibição de mais de 420 filmes, e uma estimativa de mais de 280 mil espectadores em seus 15 dias de maratona; onde infelizmente a maioria desses filmes jamais chegara aos circuitos de exibição.

O grande vencedor do Festival foi o filme ‘O Som ao Redor’, do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho. 


O longa foi o ganhador do Troféu Redentor de melhor longa-metragem de ficção da Première Brasil.

O Filme traça uma crônica do dia a dia de uma rua de classe média na zona sul do Recife, a partir da chegada de uma milícia ao bairro.

Confira abaixo a relação completa de vencedores do Festival do Rio 2012:


PREMIÉRE BRASIL

Melhor Longa-Metragem de Ficção “O SOM AO REDOR”, de Kleber Mendonça Filho
Melhor Longa-Metragem Documentário “HÉLIO OITICICA”, de César Oiticica Filho 
Melhor Curta-Metragem “REALEJO”, de Marcus Vinicius Vasconcelos
Melhor Direção ERYK ROCHA, por “JARDS”
Melhor Ator OTÁVIO MÜLLER, por sua atuação em “O GORILA”
Melhor Atriz LEANDRA LEAL, por sua atuação em “ÉDEN”
Melhor Atriz Coadjuvante ALESSANDRA NEGRINI, por sua atuação em “O GORILA”
Melhor Ator Coadjuvante CACO CIOCLER, por sua atuação em “DISPAROS”
Melhor Roteiro KLEBER MENDONÇA FILHO, por “O SOM AO REDOR”
Melhor Montagem PEDRO BRONZ E MARÍLIA MORAES  por “DISPAROS”
Melhor Fotografia GUSTAVO HADBA, por “DISPAROS”

Prêmio Especial de Júri para ANTONIO VENÂNCIO, não apenas pelo trabalho de pesquisa nos filmes “HELIO OITICICA”, “DOSSIÊ JANGO”, “SOBRAL - O HOMEM QUE NÃO TINHA PREÇO” e “O DIA QUE DUROU 21 ANOS”, mas também pela extensa presença em documentários brasileiros recentes como “PALAVRA ENCANTADA”, “VINICIUS, O HOMEM QUE ENGARRAFAVA NUVENS”, “RAUL”, “UMA NOITE EM 67”, “A MUSICA SEGUNDO TOM JOBIM”, entre muitos outros.

Júri Oficial: Lucy Barreto (produtora), Marcos Prado (produtor e diretor), Renato Falcão (diretor e cinematógrafo), Rajendra Roy (diretor do departamento de cinema do MoMA)

MOSTRA NOVOS RUMOS

Melhor Longa-Metragem “SUPER NADA”, de Rubens Rewald   +  “A BATALHA DO PASSINHO”, de Emílio Domingos
Melhor Curta-Metragem “CANÇÃO PARA MINHA IRMÔ, de Pedro Severien
Homenagem Especial do Júri para Jair Rodrigues, em “SUPER NADA” + Gambá, em “A BATALHA DO PASSINHO”
Júri: Roberto Berliner (diretor e produtor), Eduardo Nunes (diretor) e Maria Ribeiro (atriz e diretora)

Premio Fipresci:

Melhor filme da América Latina: A BELEZA (Argentina)
Personalidades Latino Americanas do Ano: Lucy e Luiz Carlos Barreto
Júri Fipresci composto por Isaac Leon Frias (presidente), Denise Lopes e Nelson Hoineff “A BELEZA”, Nosilatiaj La Belleza, de Daniela Seggiaro (Argentina)

JÚRI POPULAR

Melhor Longa-Metragem de Ficção “A BUSCA”, de Luciano Moura
Melhor Longa-Metragem Documentário “DOSSIÊ JANGO”, de Paulo Henrique Fontenelle
Melhor Curta-Metragem “ZEFIRO EXPLICITO”, de Sergio Duran e Gabriela Temer

MOSTRA GERAÇÃO

JÚRI POPULAR “A MORTE DO SUPER HERÓI (Death of Superhero)” Direção: Ian Fitzgibbon Ficção/Animação: Alemanha/Irlanda





quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Trailer de "Hitchcock" - O Filme



Alfred Hitchcock é considerado o maior diretor de todos os tempos por muitos críticos e cinéfilos pelo mundo todo.
Perito em suspenses e nos detalhes com que conduz suas tramas, Hitchcock trouxe inovações técnicas nas posições e movimentos das câmeras, nas elaborações de edições e nas surpreendentes trilhas sonoras que  sempre realçaram os efeitos de suspense e terror em seus filmes.

Nos filmes "hitchcockianos", a ansiedade do espectador aumenta pouco a pouco enquanto, o personagem não tem consciência do perigo. São apresentados dados ao telespectador que a personagem do filme não sabe, criando uma tensão no espectador em saber o que acontecerá quando o personagem descobrir. Em Psicose, filme celebre de sua vasta filmografia, de 1960, somente o espectador vê a porta se entreabrir, esperando algo acontecer enquanto um detetive sobe a escada.

Características como esta fazem de “Alfred” um dos maiores gênios do cinema.
Entre sua vasta filmografia, sem duvidas Psicose é o grande destaque, não só pelo seu enredo e esmero técnico mas pelas curiosidades que carrega.
Psicose é considerado um dos melhores e mais marcantes filmes de toda a historia, atingindo um impressionante porcentagem de aceitação de quase 100%, onde críticos e cinéfilos lhe dão nota máxima.

O filme, conta a historia de uma secretária -  Marion -  que logo no inicio, sem muitas explicações, rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha. Então numa fatídica sexta-feira ela pede licença ao patrão para sair mais cedo, e leva consigo o pacote contendo o dinheiro, certa de que seu crime somente seria percebido após o final de semana. Com pouco mais de dois dias para fugir, Marion sai dirigindo sem destino pelas estradas. Cansada, vai parar no Motel Bates, um lugar decadente, que quase fechou suas portas após o desvio da autoestrada. Lá, é recepcionada por um simpático, mas estranho e tímido rapaz, Norman Bates, totalmente dominado pela mãe. Após um bate-papo e um rápido sanduíche, acontece algo inesperado...

Psicose possui ainda uma das mais famosas cenas do cinema, a cena do banheiro, onde um personagem é esfaqueado.

E é sobre esse diretor e sobre esse filme que o diretor Sacha Gervasi, ira levar aos cinemas no próximo ano.
O filme intitulado “Hitchcock” contara a historia de amor entre Alfred ( que será interpretado  por Anthony Hopkins) e sua esposa Alma Reville (que será interpretada por Helen Mirren) durante as filmagens de Psicose. O elenco conta ainda com Scarlett Johansson e Jessica Biel.

A estreia esta prevista para a primeira quinzena de Março de 2013 aqui no Brasil.

E como a ansiedade é grande em volta do filme, acaba de sair um breve trailer que você confere agora no player abaixo: 


domingo, 7 de outubro de 2012

Mostra Internacional de Cinema de São Paulo - 36° edição / 2012




A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo é um festival de cinema que ocorre anualmente na cidade de São Paulo (SP). É um evento cultural sem fins lucrativos, realizado pela ABMIC - Associação Brasileira Mostra Internacional de Cinema e com o reconhecimento da Federação Internacional da Associação dos produtores de Filmes. O Estado e o Município de São Paulo estabelecem outubro como mês oficial da mostra.
É o principal evento cinematográfico do Brasil, e é considerada atualmente como uma espécie de Oscar brasileiro.

Sua criação se deu em 1977, quando o crítico de cinema Leon Cakoff quis celebrar os 30 anos de fundação do MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand.

A edição de estréia da Mostra Internacional de Cinema teve 16 longa-metragens e sete curtas (de 17 países), apresentados em 40 sessões no Grande Auditório do MASP e inaugurou a modalidade do voto do público para a escolha do melhor filme, ritual que nunca mais foi abandonado.
O vencedor do Prêmio do Público foi "Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia", de Hector Babenco. História de triste lembrança, o Jornal do Brasil chegou a escrever que a Mostra era o único lugar no Brasil em que as pessoas tinham o direito de votar.

Naquela época, o Brasil vivia sob ditadura militar, o que fez com que as primeiras sete edições realizadas pelo Departamento de Cinema do MASP, dirigido por Cakoff, tivessem muitas dificuldades em razão da censura imposta pelo regime. Desligada do museu em 1984, a mostra desafiou a censura instaurando um processo contra a União reivindicando o direito de apresentar os filmes selecionados diretamente ao público, sem censura prévia, como ocorria até então.

A mostra ganhou o processo contra a União, mas apesar de estar no último ano da ditadura (1984), sua programação pública foi suspensa na primeira semana de sua 8ª edição. A interrupção durou quatro dias, tempo suficiente para que os censores do Ministério da Justiça, chefiado por Ibrahim Abi-Ackel, assistissem a todos os filmes da programação do festival. A truculência mostrada repercutiu mundo afora e criou-se um impasse já para a edição seguinte da mostra, apesar do processo de redemocratização a qual o país vinha passando com o fim do regime militar.


 Curiosidade histórica:

A partir de 1985, a mostra não precisou mais passar por censura prévia por causa de uma portaria assinada pelo então ministro da Justiça Fernando Lyra, a pedido dos próprios organizadores do evento. A medida de lei estendeu-se a todo o território brasileiro, isentando a partir dali outros festivais que incorporavam a censura prévia em seus regulamentos de forma passiva. A vitória na justiça fez com que a 9ª Mostra Internacional de Cinema, realizada entre 15 e 31 de outubro de 1985, ocorresse sem censura.

A 29ª Mostra BR de Cinema - Mostra Internacional de Cinema de São Paulo teve em sua programação uma seleção composta por 359 longas e 62 curtas, totalizando 1.159 sessões de cinema, espalhadas em 20 salas de exibição pela cidade.

A 30ª Mostra BR de Cinema - Mostra Internacional de Cinema em São Paulo teve em sua programação uma seleção de 292 longas e 99 curtas. Os espectadores foram 220 mil.
A 31ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo foi realizada em 2007 de 19 de outubro a 1 de novembro.

Este ano...


A 36ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que começa na quinta-feira, dia 19 de Outubro de 2012, com a exibição de No, longa do chileno Pablo Larraín; contara com a exibição dos novos filmes dos portugueses, Manoel de Oliveira e Miguel Gomes, do iraniano Abbas Kiarostami e do italiano Marco Bellochio, estão entre os cerca de 350 títulos confirmados. Numa coletiva de imprensa realizada neste sábado, a organização da Mostra anunciou a maior parte desta seleção, além de retrospectivas dedicadas ao japonês Minoru Shibuya, com a exibição de sete de seus títulos, e ao ucraniano Sergei Loznitsa, que terá exibida toda sua filmografia, incluindo o novo Na Neblina.

Além disso, haverá a previamente anunciada retrospectiva do russo Andrei Tarkovsky, com a exibição de todos os filmes que dirigiu e de títulos inspirados por ele, assinados por cineastas como Chris Marker, Tonino Guerra, Aleksandr Sokurov, Evgeny Borzov e José Manuel Mouriño. O cartaz da Mostra foi feito a partir de imagens de polaróides feitas por Tarkovsky, que serão reunidas numa exposição.

Em 2012, a Mostra mantém a regra da exclusividade, o que privará o público paulistano de assistir os vencedores do Leão de Ouro em Veneza, Pietà, e do Urso de Ouro em Berlim, César Deve Morrer. Ambos foram exibidos no Festival do Rio. Apenas filmes estrangeiros inéditos no Brasil serão exibidos no evento. A única exceção será Tabu, do português Miguel Gomes, que ganhará uma homenagem da Mostra, com a exibição de 5 curtas e 3 longas.

O júri de ficção de 2012 é composto pelo ator alemão Burghart Klaussner (A Fita Branca); o diretor Cao Hamburger (O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias); Danis Tanovic (Terra de Ninguém); Jan Harlan (Stanley Kubrick: A Life in Pictures); e Kanako Hayashi (diretora do Festival TOKYO FILMeX). Já o júri de documentário conta com o jornalista N. Bird Runningwater; o diretor Sergio Machado (Cidade Baixa); a produtora Suzana Amado (Vou Rifar Meu Coração); a produtora Denise Gomes (Violeta foi para o Céu); e Amir Labaki, diretor do É Tudo Verdade.

Tubarão, de Steven Spielberg, e Lawrence da Arábia, de David Lean, estão entre os clássicos restaurados que serão exibidos na Mostra.
O encerramento contará com "Frankenweenie", a mais recente animação de Tim Burton. Outro destaque será o clássico "Nosferatu", do diretor alemão F.W. Murnau, que vai ser exibido em apresentação especial no dia 2 de novembro no Parque do Ibirapuera acompanhado pela Orquestra Petrobras Sinfônica e Coral. O longa será mostrado para celebrar os cem anos da morte de Bram Stoker, o idealizador do vampiro Drácula.


Vinheta da 36° Mostra Internacional de Cinema De São Paulo:




Confira a programação completa e tabela primaria de valores dos ingressos: http://36.mostra.org/
E/Ou na descrição listada abaixo:

Retrospectiva Andrei Tarkósvki

A Infância de Ivan (Ivanovo Detstvo)
Andrei Rublev (Andrey Rublyov )
Hoje Não Haverá Saída (There Will Be No Leave Today), curta-metragem
Nostalgia
O Espelho (The Mirror)
O Rolo Compressor e O Violinista (Katok I Skripka ), média-metragem
O Sacrifício (Offret)
Os Assassinos (Ubiytsy), curta-metragem
Solaris
Stalker
Tempo De Viagem (Tempo De Viaggio), documentário em codireção com Tonino Guerra

Documentários sobre Tarkóvski

Andrei Tarkóvski: O Colecionador de Sonhos (Andrei Tarkovsky: Sobiratel Snov , Rússia), de Evgeny Borzov
Dirigido por Andrei Tarkóvski (Regi Andrej Tarkovskij, Suécia), de Michal Leszczylowski
Elegia Moscovita (Moskovskaya Elegiya, Rússia), de Aleksandr Sokurov
Magnetismo da Memória (Pritjazhenie Pamjati, Rússia), de Evgeny Borzov
Os Dias Brancos – Anotações Sobre A Filmagem de Nostalgia, de Andrei Tarkóvski (Los Días Blancos – Apuntes Sobre El Rodaje De Nostalghia, De Andrei Tarkovski, Espanha, Itália), de José Manuel Mouriño
Um Dia na Vida de Andrei Arsenievitch (Une Journée D´Andrei Arsenevitch, França), de Chris Marker

Retrospectiva Sergei Loznitsa

A Colônia (Poselenije, Rússia)
A Estação de Trem (Polustanok , Rússia)
Artel, (Rússia)
Bloqueio (Blokada, Rússia)
Fábrica (Fabrika, Rússia)
Hoje Vamos Construir Uma Casa (Segodnya My Postroim Dom, Rússia)
Minha Felicidade (Schastye Moye, Rússia)
O Milagre De Santo Antônio (Rússia)
Retrato (Portrait, Rússia)
Vida, Outono (Zhizn, Osin, Rússia)
Paisagem (Peyzazh, Alemanha)
Na Neblina (V Tumane, Alemanha, Rússia, Letônia, Holanda , Bielorússia) – inédito
Cinejornal (Predstavlenye, Alemanha, Rússia, Ucrânia)

Retrospectiva Minoru Shibuya

O Dia de Folga do Médico (Honjitsu Kyushin, Japão)
O Paraíso dos Bêbados (Yopparai Tengoku, Japão)
O Rabanete e a Cenoura (Daikon To Ninjin, Japão)
Os Passarinhos (Mozu, Japão)
Pessoas Modernas (Gendai-Jin, Japão)
Retidão (Seigiha, Japão)
Um Bom Homem, Um Bom Dia (Kojin Kojitsu, Japão)

Competição Novos Diretores

111 Garotas (111 Dokhtar, Iraque, Irã), de Nahid Ghobadi
A Casa (Portugal), de Júlio Alves
A Culpa Do Cordeiro (La Culpa del Cordero, Uruguai), de Gabriel Drak
A História de Tomi Ungerer (Far out isn´t far enough: the Tomi Ungerer story, EUA), de Brad Bernstein
Água (Water, Israel, Palestina), de Nir Sa’ar, Maya Sarfaty, Mohammad Fuad, Yona Rozenkier, Mohammad Bakri, Ahmad Bargouthi, Pini Tavger, Tal Haring
Aqui e Ali (Aquí y Allá, Espanha, EUA, México), de Antonio Mendez Esparza
Arcadia (EUA), de Olivia Silver
Augustine (França), de Alice Winocour
Babeldom (Inglaterra), de Paul Bush
Crônicas da Infância (Chroniques d´une cour de récré, França), de Brahim Fritah
Debaixo da Sombra da Cruz (All’Ombra Della Croce, Espanha, Itália), de Alessandro Pugno
Dente por Dente (Diente por Diente, México), de Miguel Bonilla Schnaas
El Resquicio (Colômbia, Argentina), de Alfonso Acosta
Encontrando Leila (Ashnaee ba Leila, Irã), de Adel Yaraghi
Estrada de Palha (Portugal, Finlândia), de Rodrigo Areias
Hemel (Holanda, Espanha), de Sacha Polak
Herança (Inheritance, França, Israel, Turquia, Palestina), de Hiam Abbass
L (Grécia), de Babis Makridis
La Sirga (Colômbia, França, México), de William Vega
Los Días (Argentina), de Ezequiel Yanco
Mad Ship (Canadá, Noruega), de David Mortin
Memories Look At Me (Ji Yi Wang Zhe Wo, China), de Song Fang
Meteora (Grécia, Alemanha, França) de Spiros Stathoulopoulos
Meu caro amigo Chico (Portugal), de Joana Barra Vaz
Minha Vida em Nairóbi (Nairobi Half Life, Quênia, Alemanha), de Tosh Gitonga
Miradas Múltiplas – O Universo de Gabriel Figueroa (Miradas Múltiples (La Máquina Loca), México, França, Espanha), de Emilio Maillé
Mosquita e Mari (Mosquita y Mari, EUA), de Aurora Guerrero
Noor (França, Paquistão), de Cagla Zencirci, Guillaume Giovanetti
O Comediante (The Comedian, UK ), de Tom Shkolnik
O Filho Querido (Jin Sun, Taiwan), de Chou She Wei
O Frágil Som do Meu Motor (Portugal), de Leonardo António
O Quase Homem (Mer Eller Mindre Mann, Noruega), de Martin Lund
O Último Passo (Peleh Akhar, Irã), de Ali Mosaffa
Os Descrentes (Les Mécréants, Marrocos, Suíça), de Mohcine Besri
Os Selvagens (Los Salvajes, Argentina), de Alejandro Fadel
Ouro Colombiano: 400 Anos de Música da Alma (Oro Colombiano: 400 años de musica del alma, Colômbia, Venezuela), de Sanjay Agarwal, Ivan Higa
Padak (Coréia do Sul), de Lee Dae Hee
Parviz (Irã), de Majid Barzegar|
Paul Bowles: A Porta da Jaula Está Sempre Aberta (Paul Bowles: The Cage Door Is Always Open, Suíça), de Daniel Young
Pedaços de Mim (Des Morceaux de Moi, França), de Nolwenn Lemesle
Preenchendo o Vazio (Lemale Et Ha’halal, Israel), de Rama Burshtein
Quando Vi Você (When I Saw You, Palestina, Jordânia), de Annemarie Jacir
Rua da Redenção (Ustanicka Ulica, Sérvia), de Miroslav Terzic
Salsipuedes (Argentina), de Mariano Luque
Satellite Boy (Autrália), de Catriona McKenzie
Sem Outono, Sem Primavera (Sin Otoño, Sin Primavera, Equador, Colômbia, França), de Iván Mora Manzano
Sequestro (Kapringen, Dinamarca), de Tobias Lindholm
Shameless (Bez Wstydu, Polônia), de Filip Marczewski
Sobre o Céu Rosa (Momoiro Sora Wo, Japão), de Keiichi Kobayashi
Voz da Primavera (Sedaye Cheshme, Irã), de Houshang Falah Rezaei
We Came Home (EUA, Afeganistão) de Ariana Delawari
You and Me Forever (Dinamarca), de Kaspar Munk

Competição Novos Diretores – Foco Alemanha

Além do Horizonte (Am Himmel Der Tag, Alemanha), de Pola Schirin Beck
As Histórias do Sr. Spalek (Die Koffer des Herrn Spalek, Alemanha, EUA), de Gregor Eppinger
Formentera (Alemanha), de Ann-Kristin Reyels,
Meus 13 Anos (Little Thirteen, Alemanha), de Christian Klandt
O Peso da Culpa (Schuld Sind Immer Die Anderen, Alemanha), de Lars- Gunnar Lotz
Oh Boy (Oh Boy, Alemanha), de Jan Ole Gerster
Os Visitantes (Die Besucher, Alemanha), de Constanze Knoche
Speed- Em Busca do Tempo Perdido (Speed – Auf der Suche nach der verlorenen Zeit, Alemanha), de Florian Opitz
Tempo de Crise (Crashkurs, Alemanha), de Anika Wangard
Transpapa (Alemanha), de Sarah Judith Mettke

Mostra Brasil – Competição Novos Diretores

A Arte de Interpretar – A Saga da Novela Roque Santeiro, de Lucia Abreu
A Porta Larga, de Aleandro Tubaldi
Antes Do Fim Do Mundo, de Sabrina Marostica e Herbert Gondo
Cores, de Francisco Garcia
Embu – Terra das Artes, de Maria De Fátima Seehagen
Francisco Brennand, de Mariana Brennand Fortes
Hélio Oiticica, de Cesar Oiticica Filho
Jardim Atlântico, de Jura Capela
Lacuna, de André Lavaquial
Muito Além do Peso, de Estela Renner
Nove Crônicas Para Um Coração aos Berros, de Gustavo Galvão
Pra Lá do Mundo, de Roberto Studart
Sinfonia De Um Homem Só, de Cristiano Burlan
Metro, de Guilherme B. Hoffmann

Mostra Brasil – Perspectiva

A Busca, de Luciano Moura
A Floresta de Jonathas, de Sergio Andrade
A Memória que me Contam, de Lúcia Murat
Balança mas não Cai, de Leonardo Barcelos
Boa Sorte, Meu Amor, de Daniel Aragão
Chamada a Cobrar, de Anna Muylaert
Cine Holliúdy, de Halder Gomes
CutBack, de Alex Miranda
Dores de Amores, de Raphael Vieira
Elena, de Petra Costa
Entretempos, de Henri Arraes Gervaiseau
Era uma Vez Eu, Verônica, de Marcelo Gomes
Estado de Exceção, de Juan Posada
Jards, de Eryk Rocha
Kátia, de Karla Holanda
Laura, de Fellipe Gamarano Barbosa
Meu Amigo Claudia, de Dácio Pinheiro
Noites de Reis, de Vinicius Reis
O Dia que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares
O que se Move, de Caetano Gotardo
O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho
Olho Nu, de Joel Pizzini
Satyrians, 78 Horas em 78 Minutos, de Daniel Gaggini, Fausto Noro, Otávio Pacheco
Sementes do Nosso Quintal, de Fernanda Heinz Figueiredo
Um Filme para Dirceu, de Ana Johann
Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi
Colegas, de Marcelo Galvão
Pernamcubanos – O Caribe que nos Une, de Nilton Pereira
A Coleção Invisível, de Bernard Attal
Margaret Mee e a Flor da Lua, de Malu De Martino
Repare Bem, de Maria de Medeiros
A Última Estação, de Marcio Curi
Super Nada, de Rubens Rewald

Perspectiva Internacional

10+10 (Taiwan), de Hou Hsiao-hsien e outros
25/11 O Dia em que Mishima Escolheu o Seu Destino (11.25 Jiketsu No Hi: Mishima Yukio To Wakamono-Tachi, Japão), de Koji Wakamatsu
38 Testemunhas (38 Témoins, França ), de Lucas Belvaux
A Aposentada (La Jubilada, Chile), de Jairo Boisier
A Árvore dos Morangos (El Árbol De Las Fresas, Canadá, Cuba, Itália), de Simone Rapisarda Casanova
A Bela Que Dorme (Bella Addormentata, França, Itália), de Marco Bellocchio
A Caça (Jagten, Dinamarca), de Thomas Vinterberg
A Feiticeira da Guerra (Rebelle, Canadá), de Kim Nguyen
A Glória das Prostitutas (Whore´s Glory, Alemanha, Áustria), de Michael Glawogger
A Horda (Orda, Rússia), de Andrei Proshkin
A Parede (Die Wand, Áustria, Alemanha), de Julian Roman Pölsler
A Parte dos Anjos (The Angel´s Share, Reino Unido, França, Bélgica, Itália), de Ken Loach
A Riqueza do Lobo (La Richesse Du Loup, França), de Damien Odoul
A Royal Affair (En Kongelig Affære, Dinamarca), de Nikolaj Arcel
À Sombra da República (A L’ombre de La République, França), de Stéphane Mercurio
A Voz do Meu Pai (Babamin Sesi, Turquia, Alemanha, França), de Orhan Eskikoy
Abendland (Áustria), de Nikolaus Geyrhalter
África Negra Mármore Branco (Africa Nera Marmo Bianco, Itália, Estados Unidos), de Clemente Bicocchi
Além Das Montanhas (Dupa Dealuri, Romênia), de Cristian Mungiu
Alois Nebel (República Tcheca), de Tomas Lunak
Alpes (Alpeis, Grécia), de Yorgos Lanthimos
Amanhã (Zavtra, Rússia), de Andrey Gryazev
Amanhã? (Demain?, França, Portugal), de Christine Laurent
Ano de Graça (Año De Gracia, Espanha), de Ventura Pons
Antiviral (Canadá), de Brandon Cronenberg
Aos 80 (Anfang 80, Áustria), de Sabine Hiebler e Gerhard Ertl
Avanti (Suíça, Bélgica), de Emmanuelle Antille
Barbie (Coreia Do Sul), de Lee Sang-Woo
Bergman & Magnani: A Guerra dos Vulcões (Bergman & Magnani: La Guerra Dei Vulcani, Itália), de Francesco Patierno
Bully (EUA), de Lee Hirsch
City State (Borgrík, Islândia), de Olaf De Fleur Johannesson
Crianças de Saravejo (Djeca, Bósnia Herzegovina, Alemanha, França, Turquia), de Aida Begic
De Pai para Filho (Entre Les Bras, França), de Paul Lacoste
Depois da Batalha (Baad El Mawkeaa / Apres La Bataille, Egito, França), de Yousry Nasrallah
Desculpe Incomodar (Undskyld Jeg Forstyrrer, Dinamarca), de Henrik Ruben Genz
Dinotasia (EUA), de David Krentz e Erik Nelson
Dom – Uma Família Russa (Dom – A Russian Family, Rússia), de Oleg Pogodin
Duane Michaels – The Man Who Invented Himself (França), de Camille Guichard
Duane Michaels (França), de Camille Guichard
El Gusto (França, Algeria, Irlanda), de Safinez Bousbia
Em Família (In The Family, EUA), de Patrick Wang
Em Segunda Mão (Portugal), de Catarina Ruivo
Entre o Amor e a Paixão (Take this Waltz, Canadá, Espanha, Japão), de Sarah Polley
Espaços Inacabados: A História da Escola de Artes de Cuba (Unfinished Spaces, EUA), de Alysa Nahmias, Benjamin Murray
Estudante (Student, Cazaquistão), de Darezhan Omirbayev
Eu, Anna (I, Anna, Inglaterra, Alemanha, França), de Barnaby Southcombe
Felicidade… Terra Prometida (Le Bonheur…Terre Promise, França), de Laurent Hasse
Florbela (Portugal), de Vicente Alves do Ó
Fogo (México, Canadá), de Yulene Olaizola
Frisson des Collines (Canadá), de Richard Roy
Gente Fina (Kurteist Fólk, Islândia), de Olaf De Fleur Johannesson
Hasta Nunca (EUA, Uruguai ), de Mark Street
Imperdoável (Impardonnables, França), de André Téchiné
Indignados (França), de Tony Gatlif
Ingrid Caven, Música e Voz (Ingrid Caven, Musique et Voix, França ), de Bertrand Bonello
Istambul (Isztambul, Hungria ), de Török Ferenc
Keyhole (Canadá), de Guy Maddin
La Demora (Uruguai, México, França), de Rodrigo Plá
Lado a Lado (Side by Side, EUA), de Chris Kenneally
Ladrão (Booster, EUA), de Matt Rusking
Laurence Anyways (Canadá, França), de Xavier Dolan
Liv & Ingmar – Uma História De Amor (Liv & Ingmar, Noruega, Reino Unido e Índia), de Dheeraj Akolkar
Longe do Afeganistão (Far From Afghanistan, EUA), de John Gianvito, J. Jost, M. Martin, Soon-Mi Yoo, T. Wilkerson
Malaventura (México), de Michel Lipkes
Mantenha-me em Pé (Tiens Moi Droite, França), de Zoé Chantré
Melhor Não Falar de Certas Coisas (Mejor No Hablar de Ciertas Cosas, Equador), de Javier Andrade
Melodia dos Bálcãs (Balkan Melodie, Suíça, Alemanha, Bulgária), de Stefan Schwietert
Michael, (Índia) de Ribhu Dasgupta
Morangos Selvagens (Les Fraises Des Bois, França ), de Dominique Choisy
Mother (Coreia do Sul), de Tae Jun Seek
Música da Primavera (Habllada La´Aviv Haboche, Israel), de Benni Torati
My German Friend (Alemanha, Argentina), de Jeanine Meerapfel
Mystery (China, França), de Lou Ye
Na Sua Ausência (J’enrage de son Absence, França), de Sandrine Bonnaire
Não Estou Morto (Je Ne Suis Pas Mort, França), de Mehdi Ben Attia
No (Chile, França, EUA), de Pablo Larraín
No Lixo (Décharge, Canadá), de Benoît Pilon
Noite Nº1 (Nuit #1, Canadá), de Anne Émond
Num Lugar Conhecido (En Terrains Connus, França, Canadá), de Stéphane Lafleur
Nunca Houve um Irmão Melhor (I Ne Bilo Luchshe Brata, Azerbaijão, Rússia, Bulgária), de Murad Ibragimbekov
O Comboio (Convoy, Rússia), de Alexey Mizgirev
O Cordeiro (Behold The Lamb ), de John Mc Ilduf
O Dançarino (Ballroom Dancer, Dinamarca), de Christian Bonke e Andreas Koefoed
O Fim Do Amor (The End of Love, EUA ), de Mark Webber
O Gebo e a Sombra (Portugal), de Manoel de Oliveira
O Lago Balaton (Német Egység@Balatonnál – Mézföld, Hungria), de Péter Forgács
O Paraíso dos Animais (Le Paradis Des Bêtes, França), de Estelle Larrivaz
O Rei do Curling (Kong Curling, Noruega), de Ole Endresen
O Resto Do Mundo (Le Reste Du Monde, França), de Damien Odoul
O Ritual da Comida (Himself He Cooks, Bélgica), de Valerie Berteau e Philippe Witjes
O Sorriso do Chefe (Il Sorriso Del Capo, Itália), de Marco Bechis
O Zelador (Viceværten, Dinamarca), de Katrine Wiedemann
Off The Beaten Track, (Irlanda, Romênia), de Dieter Auner
Operation Libertad (Suiça, França), de Nicolas Wadimoff
Operation Libertad (Suíça, França), de Nicolas Wadimoff
Os Italianos Na Ópera (Italiani All´Opera, Itália, Argentina), de Franco Brogi Taviani
Outrage: Beyond (Autoreiji: Biyondo, Japão), de Takeshi Kitano
Pântanos (Marécages, Canadá), de Guy Édoin
Para Ellen (For Ellen, EUA), de So Yong Kim
Para Sempre (Tot Altijd, Bélgica), de Nic Balthazar
Paradise Love (Paradies: Liebe, Áustria, Alemanha, França), de Ulrich Seidl
Paraíso (Paradeisos, Grécia), de Panagiotis Fafoutis
Pastorela: Uma Peça de Natal (Pastorela, México), de Emilio Portes
Pequenas Mentiras (Orchim Lerega, Israel), de Maya Kenig
Perder a Razão (A Perdre La Raison, Bélgica, Luxemburgo, França, Suíça), de Joachim Lafosse
Pó (Polvo, Alemanha, Guatemala, Espanha, Chile), de Julio Hernández Cordón
Por Enquanto (Meanwhile, EUA), de Hal Hartley
Postcards From The Zoo (Kebun Binatang, Indonésia, Alemanha, Hong Kong), de Edwin
Purgatório (Araf, Turquia, França, Alemanha), de Yesim Ustaoglu
Quatro Sóis (Ctyri Slunce, República Tcheca), de Bohdan Sláma
Reality (Itália, França), de Matteo Garrone
Renoir (França), de Gilles Bourdos
Rio (River, Japão), de Ryuichi Hiroki
Rio de Ouro (Rio de Oro, México), de Pablo Aldrete
Ristabbanna (Itália), de Gianni Cardillo e Daniele de Plano
Saudações de Tim Buckley (Greetings From Tim Buckley, EUA ), de Daniel Algrant
Silêncio na Neve (Silencio en la Nieve, Espanha, Lituânia), de Gerardo Herrero
Soldier/Citizen (Israel) de Silvina Landsmann
Sombra do Mar (Sea Shadow, Emirados Árabes Unidos), de Nawaf Al-Janahi
Sonho e Silêncio (Sueño Y Silencio, Espanha, França), de Jaime Rosales
Tão Perto Tão Longe (Si Près Si Loin, Suíça), de Michel Favre
Tenho 11 Anos (I Am Eleven, Austrália, Marrocos, Suécia, China, Índia, Republica Checa, França, Tailândia, Japão, Alemanha, Bulgária, Holanda, Reino Unido, EUA), de Genevieve Bailey
The Creators (África do Sul, EUA), de Laura Gamse, Jacques de Villiers
The Kampala Story (The Kampala Story, Uganda), de Donald Mugisha e Kasper Bisgaard
The Lost World Cup (Itália), de Lorenzo Garzella e Filippo Macelloni
The Parade (Parada, Sérvia), de Srdjan Dragojevic
Tiro na Cabeça (Headshot, Tailândia, França), de Pen-Ek Ratanaruang
Última Sexta-Feira (Al Jumaa Al Akhira, Jordãnia), de Yahya Alabdalla
Um Alguém Apaixonado (Like Someone In Love, França, Japão), de Abbas Kiarostami
Um Ato de Caridade (Paziraie Sadeh, Irã), de Mani Haghighi
Um Lindo Vale (Emek Tiferet, França, Israel), de Hadar Friedlich
Uma Bala Para o Che (Una Bala Para El Che, Uruguai), de Gabriela Guillermo
Vidas Curdas (Mesh, Alemanha, Turquia), de Shiar Abdi
Walk Away Renée (França), de Jonathan Caouette
Winter of Discontent (El Sheta Elli Fat, Egito), de Ibrahim El Batoot

Perspectiva Internacional – Foco Alemanha

A Terra que Respira (Breathing Earth, Alemanha), de Thomas Riedelsheimer
A Última Ambulância de Sófia (Sofia´s Letzte Ambulance, Alemanha, Bulgária, Croácia), de Ilian Metev
Barbara (Alemanha), de Christian Petzold
Brutal (Die Raeuberin, Alemanha), de Markus Busch
Caminho Para o Passado (Bittere Kirschen, Alemanha), de Didi Danquart
Camp 14 – Total Control Zone (Alemanha), de Marc Wiese
Felicidade (Glück, Alemanha), de Doris Dörrie
Fim de Semana em Casa (Was Bleibt, Alemanha), de Hans-Christian Schmid
Fortaleza (Festung, Alemanha), de Kirsi Marie Liimatainen
Hannah Arendt (Alemanha), de Margarethe Von Trotta
Implosão (Implosion, Alemanha), de Sören Voigt
Inferno (Hell, Alemanha, Suíça), de Tim Fehlbaum
Kill Me (Töte Mich, França, Alemanha, Suíça), de Emily Atef
Lua Crescente (Dreiviertelmond, Alemanha), de Christian Zübert
Mar Calmo (La Mer A L´Aube, França, Alemanha), de Volker Schlöndorff
O Perdão (Gnade, Alemanha, Noruega)
Para Elise (Für Elise, Alemanha), de Wolfgang Dinslage
Prometendo A Lua (Das Blaue Vom Himmel, Alemanha), de Hans Steinbichler
Quatro Dias Em Maio (4 Tage Im Mai, Alemanha), de Achim Von Borries:
Uma Janela Para o Verão (Fenster Zum Sommer, Alemanha, Finlândia), de Hendrik Handloegten
Voando Alto (Bis Zum Horizont, Dann Links!, Alemanha), de Bernd Böhlich
Invasion (Alemanha, Áustria), de Dito Tsindzadse

Apresentações especiais

Nosferatu (Alemanha), de Friedrich Wilhelm Murnau – ao vivo com orquestra e coral no Parque Ibirapuera
Alma Corsária (Brasil), de Carlos Reichenbach
Canção para o Meu Pai (Lullaby To My Father, França, Suíça), de Amos Gitai
Carmel (Israel, França, Itália), de Amos Gitai
Coronel Blimp – Vida e Morte (Life And Death Of Colonel Blimp, Reino Unido), de Michael Powell e Emeric Pressburger
Focus Forward, de vários
Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, Reino Unido), de David Lean
Muriel (Muriel Ou Le Temps D’un Retour, França, Itália), de Alain Resnais
O Guia Pervertido Da Ideologia (The Pervert´S Guide To Ideology, Irlanda), de Sophie Fiennes
O Guia Pervertido Do Cinema (The Pervert’s Guide To Cinema, Reino Unido, Áustria, Holanda), de Sophie Fiennes
O Incubador do Sol (Hadinat Al Shams, Síria), de Ammar Al-Beik
O Manuscrito Perdido (Portugal, Brasil), de José Barahona
Os Deuses e os Mortos (Brasil), de Ruy Guerra
Quando elefantes lutam, é a grama que sofre (The Suffering Grasses: When Elephants Fight, It Is The Grass That Suffers, EUA), de Iara Lee
Raros Sonhos Flutuantes (Tobu Yume Wo Shibaraku Minai, Japão), de Eizo Sugawa
Sonata Silenciosa (Silent Sonata/ Circus Fantasticus, Eslovênia, Irlanda, Finlândia, Suécia), de Janez Burger

Apresentação Especial Raúl Ruíz

La Noche de Enfrente (França, Chile), de Raúl Ruiz
Linhas de Wellington (Lines Of Wellington, França Portugal), de Valeria Sarmiento
Ballet Aquatique (Ballet Aquatique, França), de Raúl Ruiz

Apresentação Especial Miguel Gomes

A Cara que Mereces (Portugal)
Aquele Querido Mês de Agosto (Portugal)
Cântico das Criaturas (Portugal)
Entretanto (Portugal)
Inventário de Natal (Portugal)
Kalkitos (Portugal)
Trinta e Um (Portugal)
Tabu (Portugal, Brasil, França)

Apresentação Especial Chris Marker

La Jetée (França), de Chris Marker
Nível Cinco (Level Five, França), de Chris Marker

Convidados

Abbas Kiarostami (diretor do filme Like Someone In Love)
Amos Gitai (diretor de Lullaby To My Father)
Ana Moreira (atriz de Tabu)
Andrei A. Tarkóvski (curador da exposição Luz Instantânea: Polaroides de Andrei Tarkóvski),
Carloto Cotta (ator deTabu)
Claudia Cardinale (atriz de O Gebo e a Sombra)
Dae-Hee Lee (diretor de Padak)
Eithne O’neill (crítica da revista Positif)
Evgeny Borzov (diretor de Andrei Tarkovsky: The Collector Of Dreams)
Gabriel Drak (diretor de A Culpa do Cordeiro)
Gabriela Guillermo (diretora de Una Bala Para El Che)
Igor Ivanovch Eylampiev (escritor e filósofo russo)
José Manuel Mouriño (diretor de Os dias brancos-anotações sobre a filmagem de Nostalgia)
Rodrigo Areias (diretor de Estrada de Palha)
Jun-Seek Tae (diretor de Mother)
Leonor Silveira (atriz de O Gebo e a Sombra)
Luís Urbano (produtor de Tabu e O Gebo e a Sombra)
Marco Bechis (diretor de Il Sorriso Del Capo)
Marin Karmitz (produtor)
Miguel Gomes (diretor de Tabu),
Patrick Wang (diretor de In The Family)
Ruy Guerra (diretor de Os Deuses e os Mortos),
Sergei Loznitsa (diretor de Na Neblina e retrospectiva)

SERVIÇO

VENDAS DE PACOTES E PERMANENTES E CREDENCIAMENTO DE CONVIDADOS: De 13 de outubro a 01 de novembro, das 10 às 21h. A partir do dia 14 de outubro o credenciamento estará disponível para os jornalistas que irão cobrir o evento. A emissão de credenciais obedece a um sistema único de atendimento, por ordem de chegada.
Endereço: Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073, (ao lado do Cine Livraria Cultura).


VALORES DE PERMANENTES, PACOTES PROMOCIONAIS E INGRESSOS INDIVIDUAIS 2012

PERMANENTES E PACOTES PROMOCIONAIS

Permanente Integral – R$ 410,00
Permanente Integral Folha (15% de desconto para o titular da assinatura, mediante apresentação da carteirinha de assinante) – R$ 348,50
Permanente Especial (para sessões de 2ª a 6ª feira até às 17:55h, inclusive, não contempla finais de semana nem sessões noturnas) – R$ 95,00
Permanente Especial Folha (15% de desconto para o titular da assinatura para sessões de 2ª a 6ª feira até às 17:55h, inclusive, não contempla finais de semana nem sessões noturnas) – R$ 80,75
Pacote de 40 ingressos – R$ 300,00
Pacote de 20 ingressos – R$ 175,00

*O desconto de 15% da Folha é válido somente para o assinante titular, pessoa física.
* Desconto de 50% na compra de até dois ingressos por sessão de filme da Mostra na bilheteria dos cinemas, para a força de trabalho do sistema Petrobras (devidamente identificada com crachá funcional) e para Titulares do Cartão Petrobras (mediante apresentação do mesmo).

INGRESSOS INDIVIDUAIS

Segundas, terças, quartas e quintas: R$ 15,00 (inteira) / R$ 7,50 (meia)
Sextas, Sábados e Domingos: R$ 19,00 (inteira) / R$ 9,50 (meia)

* Para adquirir ingressos no dia da sessão, somente nas salas de cinema.
* A Central da Mostra não vende ingressos avulsos, apenas os pacotes.