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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Critica: Ensaio Sobre A Cegueira


Uma inexplicável epidemia chamada de "cegueira branca" atinge, sem explicações, pessoas no mundo inteiro, que passam a ver uma superfície leitosa. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. Nesta situação, a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico (Julianne Moore), que juntamente com um grupo de internos tenta encontrar a humanidade perdida.

Rodado entre as cidades de Montevideu, Toronto e São Paulo; Ensaio Sobre a Cegueira, filme do diretor Fernando Meirelles, baseado no aclamado livro de mesmo nome do autor José Saramago, nos traz personagens sem nomes, ambientes sociais e físicos inóspitos, e uma carga de dramaticidade e aflição latente.

Desde o inicio o filme nos coloca como espectadores de uma trama que faz prelúdio ao caos. Num dia comum, sem explicação, uma pessoa entra em desespero ao relatar ter perdido a visão, sem mais e sem menos. Mas não é uma perda e visão “comum”. A pessoa relata que tudo que consegue visualizar é uma luz branca meio leitosa, como se de fato tivesse mergulhado de lhos abertos num mar de leite. Em menos de 30 minutos de projeção, varias pessoas ao redor do mundo vão adquirindo a mesma cegueira branca, o que coloca cidadãos e o governo em alerta Maximo, colocando em quarentena todos os infectados, em espécies de manicômios, que aos poucos vai perdendo acesso a assistência medica de qualquer tipo.

A quarentena então passa a se tornar um verdadeiro presídio. Onde a lei do mais forte impera. Violência, estupro, brigas, discussões, doenças e degradações sentimentais, emocionais e físicas se estendem pelos corredores do local - local este que em nenhum momento é identificável em que pais fica – onde ninguém enxerga nada, alem de uma claridade branca. Com exceção de uma única pessoa; a mulher do único medico do grupo. Juliana Moore é a única que inexplicavelmente não perde a visão, mas se submete a quarentena para poder cuidar do marido, então finge estar cega também. Ao longo dos dias porem, ela acaba por exercer o papel de guiar e cuidar de todo o grupo, uma vez que é a única que consegue enxergar. Mas aos poucos o que poderia se chamar de sorte a um primeiro momento é transformado num verdadeiro suplicio, e prova de resistência e equilíbrio.

Com essa narrativa, Ensaio, traça uma linha de questionamentos intenso de humanização e reflexão sobre preconceitos e instintos básicos de sociedade e raça humana.
Contando com uma montagem bem feita e que confere acertadamente um ritmo de lentidão, o longa entra rapidamente em seu segundo ato, mas permanece quase que infinitamente na passagem do segundo para o terceiro. Essa escolha se mostra essencial, para demonstrar os dias arrastados e pesados que seguem o enredo.

A fotografia assinada por César Charlone assume um papel talvez ate mais importante do que a narrativa do longa. Com uma paleta de cores difusa puxadas quase que extremamente para o branco e o cinza, com imagens desfocadas, o que inclusive se segue ate o figurino desgastado e apagado, aliados a planos e enquadramentos sem nenhuma simetria ou nivelamento, que por vezes cortam em tela um personagem, um ambiente, com distorções e câmeras repetidamente tremidas, reflexões a todo instante; conferem ao filme a ideia plena de estarmos vivenciando a mesmo experiência que os personagens. Tudo nos remete a um ambiente de caos, pós-apocalíptico banhados em leite. E isso é sublime.

É curioso e assustador, por exemplo, nos depararmos com uma São Paulo totalmente devastada, em amplos planos filmados com maestria, como nunca antes.

Mas é o fato de nenhum personagem possuir nome, que confere ao longa seu ponto mais alto.
Com um time de excelentes atores como Julianne Moore ( a Mulher do Medico oftalmologista), Mitchell Nye (Menino de Óculos), Yûsuke Iseya (o Primeiro Cego), Yoshino Kimura ( mulher do ladrão), Mark Ruffalo (médico oftalmologista) , Alice Braga (Garota dos Óculos Escuros), Danny Glover ( o Velho de Tapa-Olho), Gael García Bernal (Rei da Camarata 3), e Maury Chaykin(a Recepcionista); Ensaio cai fundo em preceitos, discriminações, éticas e morais humanas,elucidados por metáforas e referencias que nos dão a ideia de que a visão é essencial, mas é ao mesmo tempo nosso sentido de percepção mais horrível e que mais degradamos ao longo da evolução. 
Sem nomes, os personagens acabam sendo diferenciados justamente por julgamentos classificatórios feitos por nós a eles por características secundarias nada diferente de colo classificamos qualquer pessoa no dia a dia sem a conhecermos de fato antes – o cara da padaria, o estrábico, a gordinha, a negona, o velho safado, a periguete... - classificações que limitam ao extremo, e que usamos no nosso dia a dia indiscriminadamente. 

E não menos metafórico e critico é o fato de justamente a mulher do oftalmologista, ser a única a não ficar cega e por isso mesmo ser a que mais sofre e vive perigos intensos.

Por que se o mundo esta um caos, justamente por ninguém mais usar mascaras, uma vez que ninguém enxerga e ninguém mais precisa fingir nada, não há olhos de fora para apontar já que não te enxergam estar assim mesmo, sem visão não faz diferença se o mundo esta caótico. Mas ela como única a enxergar, ver a degradação humana pela falta de morais nos outros, é horripilante. Não por acaso o filme ganha ares de um verdadeiro longa de mortos-vivos.

É interessante por exemplo a maneira que a narrativa nos conduz aos instintos mais primários do Homem, e não por acaso uma cena em que varias mulheres banham uma colega violentada, transita de maneira quase que ritualística. Ou mesmo como a saída do manicômio, parece se tornar a própria espiada fora da Caverna. 

Ensaio Sobre a Cegueira, que de fato se torna filosoficamente e teoricamente um ensaio social, portanto adquiri exatamente aquilo a que se propõe uma experiência única, intensa e extrema de reflexão, tal qual a do espelho também, sobre nós mesmo. E como tal, não poderia deixar de ser controvérsia.

É o tipo de experiência fílmica que não tem cunho de bom ou ruim, tecnicamente falando é quase impecável, mas se formos nos referir a julgamento de valores de gostos, ele acaba sendo único de cada um. Eu particularmente o mantenho no limite entre o gostei, mas...

Ou seja; por isso mesmo vale a pena ser assistido e ser enxergado, ou não, por cada um, da maneira que se apresentar.

O ultimo piscar de olhos fica por conta de Saramago, Meirelles e Platão.




FICHA TÉCNICA

Diretor: Fernando Meirelles
Elenco: Julianne Moore, Yûsuke Iseya, Mark Ruffalo, Alice Braga, Danny Glover, Gael García Bernal, Sandra Oh, Jorge Molina, Katherine East, Scott Anderson, Maury Chaykin.
Produção: Andréa Barata Ribeiro, Niv Fichman, Sonoko Sakai
Roteiro: Don McKellar
Fotografia: César Charlone
Trilha Sonora: Marco Antônio Guimarães
Duração: 124 min.
Ano: 2008
País: Brasil/ Japão/ Canadá
Gênero: Drama
Classificação: 16 anos
















domingo, 7 de outubro de 2012

Mostra Internacional de Cinema de São Paulo - 36° edição / 2012




A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo é um festival de cinema que ocorre anualmente na cidade de São Paulo (SP). É um evento cultural sem fins lucrativos, realizado pela ABMIC - Associação Brasileira Mostra Internacional de Cinema e com o reconhecimento da Federação Internacional da Associação dos produtores de Filmes. O Estado e o Município de São Paulo estabelecem outubro como mês oficial da mostra.
É o principal evento cinematográfico do Brasil, e é considerada atualmente como uma espécie de Oscar brasileiro.

Sua criação se deu em 1977, quando o crítico de cinema Leon Cakoff quis celebrar os 30 anos de fundação do MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand.

A edição de estréia da Mostra Internacional de Cinema teve 16 longa-metragens e sete curtas (de 17 países), apresentados em 40 sessões no Grande Auditório do MASP e inaugurou a modalidade do voto do público para a escolha do melhor filme, ritual que nunca mais foi abandonado.
O vencedor do Prêmio do Público foi "Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia", de Hector Babenco. História de triste lembrança, o Jornal do Brasil chegou a escrever que a Mostra era o único lugar no Brasil em que as pessoas tinham o direito de votar.

Naquela época, o Brasil vivia sob ditadura militar, o que fez com que as primeiras sete edições realizadas pelo Departamento de Cinema do MASP, dirigido por Cakoff, tivessem muitas dificuldades em razão da censura imposta pelo regime. Desligada do museu em 1984, a mostra desafiou a censura instaurando um processo contra a União reivindicando o direito de apresentar os filmes selecionados diretamente ao público, sem censura prévia, como ocorria até então.

A mostra ganhou o processo contra a União, mas apesar de estar no último ano da ditadura (1984), sua programação pública foi suspensa na primeira semana de sua 8ª edição. A interrupção durou quatro dias, tempo suficiente para que os censores do Ministério da Justiça, chefiado por Ibrahim Abi-Ackel, assistissem a todos os filmes da programação do festival. A truculência mostrada repercutiu mundo afora e criou-se um impasse já para a edição seguinte da mostra, apesar do processo de redemocratização a qual o país vinha passando com o fim do regime militar.


 Curiosidade histórica:

A partir de 1985, a mostra não precisou mais passar por censura prévia por causa de uma portaria assinada pelo então ministro da Justiça Fernando Lyra, a pedido dos próprios organizadores do evento. A medida de lei estendeu-se a todo o território brasileiro, isentando a partir dali outros festivais que incorporavam a censura prévia em seus regulamentos de forma passiva. A vitória na justiça fez com que a 9ª Mostra Internacional de Cinema, realizada entre 15 e 31 de outubro de 1985, ocorresse sem censura.

A 29ª Mostra BR de Cinema - Mostra Internacional de Cinema de São Paulo teve em sua programação uma seleção composta por 359 longas e 62 curtas, totalizando 1.159 sessões de cinema, espalhadas em 20 salas de exibição pela cidade.

A 30ª Mostra BR de Cinema - Mostra Internacional de Cinema em São Paulo teve em sua programação uma seleção de 292 longas e 99 curtas. Os espectadores foram 220 mil.
A 31ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo foi realizada em 2007 de 19 de outubro a 1 de novembro.

Este ano...


A 36ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que começa na quinta-feira, dia 19 de Outubro de 2012, com a exibição de No, longa do chileno Pablo Larraín; contara com a exibição dos novos filmes dos portugueses, Manoel de Oliveira e Miguel Gomes, do iraniano Abbas Kiarostami e do italiano Marco Bellochio, estão entre os cerca de 350 títulos confirmados. Numa coletiva de imprensa realizada neste sábado, a organização da Mostra anunciou a maior parte desta seleção, além de retrospectivas dedicadas ao japonês Minoru Shibuya, com a exibição de sete de seus títulos, e ao ucraniano Sergei Loznitsa, que terá exibida toda sua filmografia, incluindo o novo Na Neblina.

Além disso, haverá a previamente anunciada retrospectiva do russo Andrei Tarkovsky, com a exibição de todos os filmes que dirigiu e de títulos inspirados por ele, assinados por cineastas como Chris Marker, Tonino Guerra, Aleksandr Sokurov, Evgeny Borzov e José Manuel Mouriño. O cartaz da Mostra foi feito a partir de imagens de polaróides feitas por Tarkovsky, que serão reunidas numa exposição.

Em 2012, a Mostra mantém a regra da exclusividade, o que privará o público paulistano de assistir os vencedores do Leão de Ouro em Veneza, Pietà, e do Urso de Ouro em Berlim, César Deve Morrer. Ambos foram exibidos no Festival do Rio. Apenas filmes estrangeiros inéditos no Brasil serão exibidos no evento. A única exceção será Tabu, do português Miguel Gomes, que ganhará uma homenagem da Mostra, com a exibição de 5 curtas e 3 longas.

O júri de ficção de 2012 é composto pelo ator alemão Burghart Klaussner (A Fita Branca); o diretor Cao Hamburger (O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias); Danis Tanovic (Terra de Ninguém); Jan Harlan (Stanley Kubrick: A Life in Pictures); e Kanako Hayashi (diretora do Festival TOKYO FILMeX). Já o júri de documentário conta com o jornalista N. Bird Runningwater; o diretor Sergio Machado (Cidade Baixa); a produtora Suzana Amado (Vou Rifar Meu Coração); a produtora Denise Gomes (Violeta foi para o Céu); e Amir Labaki, diretor do É Tudo Verdade.

Tubarão, de Steven Spielberg, e Lawrence da Arábia, de David Lean, estão entre os clássicos restaurados que serão exibidos na Mostra.
O encerramento contará com "Frankenweenie", a mais recente animação de Tim Burton. Outro destaque será o clássico "Nosferatu", do diretor alemão F.W. Murnau, que vai ser exibido em apresentação especial no dia 2 de novembro no Parque do Ibirapuera acompanhado pela Orquestra Petrobras Sinfônica e Coral. O longa será mostrado para celebrar os cem anos da morte de Bram Stoker, o idealizador do vampiro Drácula.


Vinheta da 36° Mostra Internacional de Cinema De São Paulo:




Confira a programação completa e tabela primaria de valores dos ingressos: http://36.mostra.org/
E/Ou na descrição listada abaixo:

Retrospectiva Andrei Tarkósvki

A Infância de Ivan (Ivanovo Detstvo)
Andrei Rublev (Andrey Rublyov )
Hoje Não Haverá Saída (There Will Be No Leave Today), curta-metragem
Nostalgia
O Espelho (The Mirror)
O Rolo Compressor e O Violinista (Katok I Skripka ), média-metragem
O Sacrifício (Offret)
Os Assassinos (Ubiytsy), curta-metragem
Solaris
Stalker
Tempo De Viagem (Tempo De Viaggio), documentário em codireção com Tonino Guerra

Documentários sobre Tarkóvski

Andrei Tarkóvski: O Colecionador de Sonhos (Andrei Tarkovsky: Sobiratel Snov , Rússia), de Evgeny Borzov
Dirigido por Andrei Tarkóvski (Regi Andrej Tarkovskij, Suécia), de Michal Leszczylowski
Elegia Moscovita (Moskovskaya Elegiya, Rússia), de Aleksandr Sokurov
Magnetismo da Memória (Pritjazhenie Pamjati, Rússia), de Evgeny Borzov
Os Dias Brancos – Anotações Sobre A Filmagem de Nostalgia, de Andrei Tarkóvski (Los Días Blancos – Apuntes Sobre El Rodaje De Nostalghia, De Andrei Tarkovski, Espanha, Itália), de José Manuel Mouriño
Um Dia na Vida de Andrei Arsenievitch (Une Journée D´Andrei Arsenevitch, França), de Chris Marker

Retrospectiva Sergei Loznitsa

A Colônia (Poselenije, Rússia)
A Estação de Trem (Polustanok , Rússia)
Artel, (Rússia)
Bloqueio (Blokada, Rússia)
Fábrica (Fabrika, Rússia)
Hoje Vamos Construir Uma Casa (Segodnya My Postroim Dom, Rússia)
Minha Felicidade (Schastye Moye, Rússia)
O Milagre De Santo Antônio (Rússia)
Retrato (Portrait, Rússia)
Vida, Outono (Zhizn, Osin, Rússia)
Paisagem (Peyzazh, Alemanha)
Na Neblina (V Tumane, Alemanha, Rússia, Letônia, Holanda , Bielorússia) – inédito
Cinejornal (Predstavlenye, Alemanha, Rússia, Ucrânia)

Retrospectiva Minoru Shibuya

O Dia de Folga do Médico (Honjitsu Kyushin, Japão)
O Paraíso dos Bêbados (Yopparai Tengoku, Japão)
O Rabanete e a Cenoura (Daikon To Ninjin, Japão)
Os Passarinhos (Mozu, Japão)
Pessoas Modernas (Gendai-Jin, Japão)
Retidão (Seigiha, Japão)
Um Bom Homem, Um Bom Dia (Kojin Kojitsu, Japão)

Competição Novos Diretores

111 Garotas (111 Dokhtar, Iraque, Irã), de Nahid Ghobadi
A Casa (Portugal), de Júlio Alves
A Culpa Do Cordeiro (La Culpa del Cordero, Uruguai), de Gabriel Drak
A História de Tomi Ungerer (Far out isn´t far enough: the Tomi Ungerer story, EUA), de Brad Bernstein
Água (Water, Israel, Palestina), de Nir Sa’ar, Maya Sarfaty, Mohammad Fuad, Yona Rozenkier, Mohammad Bakri, Ahmad Bargouthi, Pini Tavger, Tal Haring
Aqui e Ali (Aquí y Allá, Espanha, EUA, México), de Antonio Mendez Esparza
Arcadia (EUA), de Olivia Silver
Augustine (França), de Alice Winocour
Babeldom (Inglaterra), de Paul Bush
Crônicas da Infância (Chroniques d´une cour de récré, França), de Brahim Fritah
Debaixo da Sombra da Cruz (All’Ombra Della Croce, Espanha, Itália), de Alessandro Pugno
Dente por Dente (Diente por Diente, México), de Miguel Bonilla Schnaas
El Resquicio (Colômbia, Argentina), de Alfonso Acosta
Encontrando Leila (Ashnaee ba Leila, Irã), de Adel Yaraghi
Estrada de Palha (Portugal, Finlândia), de Rodrigo Areias
Hemel (Holanda, Espanha), de Sacha Polak
Herança (Inheritance, França, Israel, Turquia, Palestina), de Hiam Abbass
L (Grécia), de Babis Makridis
La Sirga (Colômbia, França, México), de William Vega
Los Días (Argentina), de Ezequiel Yanco
Mad Ship (Canadá, Noruega), de David Mortin
Memories Look At Me (Ji Yi Wang Zhe Wo, China), de Song Fang
Meteora (Grécia, Alemanha, França) de Spiros Stathoulopoulos
Meu caro amigo Chico (Portugal), de Joana Barra Vaz
Minha Vida em Nairóbi (Nairobi Half Life, Quênia, Alemanha), de Tosh Gitonga
Miradas Múltiplas – O Universo de Gabriel Figueroa (Miradas Múltiples (La Máquina Loca), México, França, Espanha), de Emilio Maillé
Mosquita e Mari (Mosquita y Mari, EUA), de Aurora Guerrero
Noor (França, Paquistão), de Cagla Zencirci, Guillaume Giovanetti
O Comediante (The Comedian, UK ), de Tom Shkolnik
O Filho Querido (Jin Sun, Taiwan), de Chou She Wei
O Frágil Som do Meu Motor (Portugal), de Leonardo António
O Quase Homem (Mer Eller Mindre Mann, Noruega), de Martin Lund
O Último Passo (Peleh Akhar, Irã), de Ali Mosaffa
Os Descrentes (Les Mécréants, Marrocos, Suíça), de Mohcine Besri
Os Selvagens (Los Salvajes, Argentina), de Alejandro Fadel
Ouro Colombiano: 400 Anos de Música da Alma (Oro Colombiano: 400 años de musica del alma, Colômbia, Venezuela), de Sanjay Agarwal, Ivan Higa
Padak (Coréia do Sul), de Lee Dae Hee
Parviz (Irã), de Majid Barzegar|
Paul Bowles: A Porta da Jaula Está Sempre Aberta (Paul Bowles: The Cage Door Is Always Open, Suíça), de Daniel Young
Pedaços de Mim (Des Morceaux de Moi, França), de Nolwenn Lemesle
Preenchendo o Vazio (Lemale Et Ha’halal, Israel), de Rama Burshtein
Quando Vi Você (When I Saw You, Palestina, Jordânia), de Annemarie Jacir
Rua da Redenção (Ustanicka Ulica, Sérvia), de Miroslav Terzic
Salsipuedes (Argentina), de Mariano Luque
Satellite Boy (Autrália), de Catriona McKenzie
Sem Outono, Sem Primavera (Sin Otoño, Sin Primavera, Equador, Colômbia, França), de Iván Mora Manzano
Sequestro (Kapringen, Dinamarca), de Tobias Lindholm
Shameless (Bez Wstydu, Polônia), de Filip Marczewski
Sobre o Céu Rosa (Momoiro Sora Wo, Japão), de Keiichi Kobayashi
Voz da Primavera (Sedaye Cheshme, Irã), de Houshang Falah Rezaei
We Came Home (EUA, Afeganistão) de Ariana Delawari
You and Me Forever (Dinamarca), de Kaspar Munk

Competição Novos Diretores – Foco Alemanha

Além do Horizonte (Am Himmel Der Tag, Alemanha), de Pola Schirin Beck
As Histórias do Sr. Spalek (Die Koffer des Herrn Spalek, Alemanha, EUA), de Gregor Eppinger
Formentera (Alemanha), de Ann-Kristin Reyels,
Meus 13 Anos (Little Thirteen, Alemanha), de Christian Klandt
O Peso da Culpa (Schuld Sind Immer Die Anderen, Alemanha), de Lars- Gunnar Lotz
Oh Boy (Oh Boy, Alemanha), de Jan Ole Gerster
Os Visitantes (Die Besucher, Alemanha), de Constanze Knoche
Speed- Em Busca do Tempo Perdido (Speed – Auf der Suche nach der verlorenen Zeit, Alemanha), de Florian Opitz
Tempo de Crise (Crashkurs, Alemanha), de Anika Wangard
Transpapa (Alemanha), de Sarah Judith Mettke

Mostra Brasil – Competição Novos Diretores

A Arte de Interpretar – A Saga da Novela Roque Santeiro, de Lucia Abreu
A Porta Larga, de Aleandro Tubaldi
Antes Do Fim Do Mundo, de Sabrina Marostica e Herbert Gondo
Cores, de Francisco Garcia
Embu – Terra das Artes, de Maria De Fátima Seehagen
Francisco Brennand, de Mariana Brennand Fortes
Hélio Oiticica, de Cesar Oiticica Filho
Jardim Atlântico, de Jura Capela
Lacuna, de André Lavaquial
Muito Além do Peso, de Estela Renner
Nove Crônicas Para Um Coração aos Berros, de Gustavo Galvão
Pra Lá do Mundo, de Roberto Studart
Sinfonia De Um Homem Só, de Cristiano Burlan
Metro, de Guilherme B. Hoffmann

Mostra Brasil – Perspectiva

A Busca, de Luciano Moura
A Floresta de Jonathas, de Sergio Andrade
A Memória que me Contam, de Lúcia Murat
Balança mas não Cai, de Leonardo Barcelos
Boa Sorte, Meu Amor, de Daniel Aragão
Chamada a Cobrar, de Anna Muylaert
Cine Holliúdy, de Halder Gomes
CutBack, de Alex Miranda
Dores de Amores, de Raphael Vieira
Elena, de Petra Costa
Entretempos, de Henri Arraes Gervaiseau
Era uma Vez Eu, Verônica, de Marcelo Gomes
Estado de Exceção, de Juan Posada
Jards, de Eryk Rocha
Kátia, de Karla Holanda
Laura, de Fellipe Gamarano Barbosa
Meu Amigo Claudia, de Dácio Pinheiro
Noites de Reis, de Vinicius Reis
O Dia que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares
O que se Move, de Caetano Gotardo
O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho
Olho Nu, de Joel Pizzini
Satyrians, 78 Horas em 78 Minutos, de Daniel Gaggini, Fausto Noro, Otávio Pacheco
Sementes do Nosso Quintal, de Fernanda Heinz Figueiredo
Um Filme para Dirceu, de Ana Johann
Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi
Colegas, de Marcelo Galvão
Pernamcubanos – O Caribe que nos Une, de Nilton Pereira
A Coleção Invisível, de Bernard Attal
Margaret Mee e a Flor da Lua, de Malu De Martino
Repare Bem, de Maria de Medeiros
A Última Estação, de Marcio Curi
Super Nada, de Rubens Rewald

Perspectiva Internacional

10+10 (Taiwan), de Hou Hsiao-hsien e outros
25/11 O Dia em que Mishima Escolheu o Seu Destino (11.25 Jiketsu No Hi: Mishima Yukio To Wakamono-Tachi, Japão), de Koji Wakamatsu
38 Testemunhas (38 Témoins, França ), de Lucas Belvaux
A Aposentada (La Jubilada, Chile), de Jairo Boisier
A Árvore dos Morangos (El Árbol De Las Fresas, Canadá, Cuba, Itália), de Simone Rapisarda Casanova
A Bela Que Dorme (Bella Addormentata, França, Itália), de Marco Bellocchio
A Caça (Jagten, Dinamarca), de Thomas Vinterberg
A Feiticeira da Guerra (Rebelle, Canadá), de Kim Nguyen
A Glória das Prostitutas (Whore´s Glory, Alemanha, Áustria), de Michael Glawogger
A Horda (Orda, Rússia), de Andrei Proshkin
A Parede (Die Wand, Áustria, Alemanha), de Julian Roman Pölsler
A Parte dos Anjos (The Angel´s Share, Reino Unido, França, Bélgica, Itália), de Ken Loach
A Riqueza do Lobo (La Richesse Du Loup, França), de Damien Odoul
A Royal Affair (En Kongelig Affære, Dinamarca), de Nikolaj Arcel
À Sombra da República (A L’ombre de La République, França), de Stéphane Mercurio
A Voz do Meu Pai (Babamin Sesi, Turquia, Alemanha, França), de Orhan Eskikoy
Abendland (Áustria), de Nikolaus Geyrhalter
África Negra Mármore Branco (Africa Nera Marmo Bianco, Itália, Estados Unidos), de Clemente Bicocchi
Além Das Montanhas (Dupa Dealuri, Romênia), de Cristian Mungiu
Alois Nebel (República Tcheca), de Tomas Lunak
Alpes (Alpeis, Grécia), de Yorgos Lanthimos
Amanhã (Zavtra, Rússia), de Andrey Gryazev
Amanhã? (Demain?, França, Portugal), de Christine Laurent
Ano de Graça (Año De Gracia, Espanha), de Ventura Pons
Antiviral (Canadá), de Brandon Cronenberg
Aos 80 (Anfang 80, Áustria), de Sabine Hiebler e Gerhard Ertl
Avanti (Suíça, Bélgica), de Emmanuelle Antille
Barbie (Coreia Do Sul), de Lee Sang-Woo
Bergman & Magnani: A Guerra dos Vulcões (Bergman & Magnani: La Guerra Dei Vulcani, Itália), de Francesco Patierno
Bully (EUA), de Lee Hirsch
City State (Borgrík, Islândia), de Olaf De Fleur Johannesson
Crianças de Saravejo (Djeca, Bósnia Herzegovina, Alemanha, França, Turquia), de Aida Begic
De Pai para Filho (Entre Les Bras, França), de Paul Lacoste
Depois da Batalha (Baad El Mawkeaa / Apres La Bataille, Egito, França), de Yousry Nasrallah
Desculpe Incomodar (Undskyld Jeg Forstyrrer, Dinamarca), de Henrik Ruben Genz
Dinotasia (EUA), de David Krentz e Erik Nelson
Dom – Uma Família Russa (Dom – A Russian Family, Rússia), de Oleg Pogodin
Duane Michaels – The Man Who Invented Himself (França), de Camille Guichard
Duane Michaels (França), de Camille Guichard
El Gusto (França, Algeria, Irlanda), de Safinez Bousbia
Em Família (In The Family, EUA), de Patrick Wang
Em Segunda Mão (Portugal), de Catarina Ruivo
Entre o Amor e a Paixão (Take this Waltz, Canadá, Espanha, Japão), de Sarah Polley
Espaços Inacabados: A História da Escola de Artes de Cuba (Unfinished Spaces, EUA), de Alysa Nahmias, Benjamin Murray
Estudante (Student, Cazaquistão), de Darezhan Omirbayev
Eu, Anna (I, Anna, Inglaterra, Alemanha, França), de Barnaby Southcombe
Felicidade… Terra Prometida (Le Bonheur…Terre Promise, França), de Laurent Hasse
Florbela (Portugal), de Vicente Alves do Ó
Fogo (México, Canadá), de Yulene Olaizola
Frisson des Collines (Canadá), de Richard Roy
Gente Fina (Kurteist Fólk, Islândia), de Olaf De Fleur Johannesson
Hasta Nunca (EUA, Uruguai ), de Mark Street
Imperdoável (Impardonnables, França), de André Téchiné
Indignados (França), de Tony Gatlif
Ingrid Caven, Música e Voz (Ingrid Caven, Musique et Voix, França ), de Bertrand Bonello
Istambul (Isztambul, Hungria ), de Török Ferenc
Keyhole (Canadá), de Guy Maddin
La Demora (Uruguai, México, França), de Rodrigo Plá
Lado a Lado (Side by Side, EUA), de Chris Kenneally
Ladrão (Booster, EUA), de Matt Rusking
Laurence Anyways (Canadá, França), de Xavier Dolan
Liv & Ingmar – Uma História De Amor (Liv & Ingmar, Noruega, Reino Unido e Índia), de Dheeraj Akolkar
Longe do Afeganistão (Far From Afghanistan, EUA), de John Gianvito, J. Jost, M. Martin, Soon-Mi Yoo, T. Wilkerson
Malaventura (México), de Michel Lipkes
Mantenha-me em Pé (Tiens Moi Droite, França), de Zoé Chantré
Melhor Não Falar de Certas Coisas (Mejor No Hablar de Ciertas Cosas, Equador), de Javier Andrade
Melodia dos Bálcãs (Balkan Melodie, Suíça, Alemanha, Bulgária), de Stefan Schwietert
Michael, (Índia) de Ribhu Dasgupta
Morangos Selvagens (Les Fraises Des Bois, França ), de Dominique Choisy
Mother (Coreia do Sul), de Tae Jun Seek
Música da Primavera (Habllada La´Aviv Haboche, Israel), de Benni Torati
My German Friend (Alemanha, Argentina), de Jeanine Meerapfel
Mystery (China, França), de Lou Ye
Na Sua Ausência (J’enrage de son Absence, França), de Sandrine Bonnaire
Não Estou Morto (Je Ne Suis Pas Mort, França), de Mehdi Ben Attia
No (Chile, França, EUA), de Pablo Larraín
No Lixo (Décharge, Canadá), de Benoît Pilon
Noite Nº1 (Nuit #1, Canadá), de Anne Émond
Num Lugar Conhecido (En Terrains Connus, França, Canadá), de Stéphane Lafleur
Nunca Houve um Irmão Melhor (I Ne Bilo Luchshe Brata, Azerbaijão, Rússia, Bulgária), de Murad Ibragimbekov
O Comboio (Convoy, Rússia), de Alexey Mizgirev
O Cordeiro (Behold The Lamb ), de John Mc Ilduf
O Dançarino (Ballroom Dancer, Dinamarca), de Christian Bonke e Andreas Koefoed
O Fim Do Amor (The End of Love, EUA ), de Mark Webber
O Gebo e a Sombra (Portugal), de Manoel de Oliveira
O Lago Balaton (Német Egység@Balatonnál – Mézföld, Hungria), de Péter Forgács
O Paraíso dos Animais (Le Paradis Des Bêtes, França), de Estelle Larrivaz
O Rei do Curling (Kong Curling, Noruega), de Ole Endresen
O Resto Do Mundo (Le Reste Du Monde, França), de Damien Odoul
O Ritual da Comida (Himself He Cooks, Bélgica), de Valerie Berteau e Philippe Witjes
O Sorriso do Chefe (Il Sorriso Del Capo, Itália), de Marco Bechis
O Zelador (Viceværten, Dinamarca), de Katrine Wiedemann
Off The Beaten Track, (Irlanda, Romênia), de Dieter Auner
Operation Libertad (Suiça, França), de Nicolas Wadimoff
Operation Libertad (Suíça, França), de Nicolas Wadimoff
Os Italianos Na Ópera (Italiani All´Opera, Itália, Argentina), de Franco Brogi Taviani
Outrage: Beyond (Autoreiji: Biyondo, Japão), de Takeshi Kitano
Pântanos (Marécages, Canadá), de Guy Édoin
Para Ellen (For Ellen, EUA), de So Yong Kim
Para Sempre (Tot Altijd, Bélgica), de Nic Balthazar
Paradise Love (Paradies: Liebe, Áustria, Alemanha, França), de Ulrich Seidl
Paraíso (Paradeisos, Grécia), de Panagiotis Fafoutis
Pastorela: Uma Peça de Natal (Pastorela, México), de Emilio Portes
Pequenas Mentiras (Orchim Lerega, Israel), de Maya Kenig
Perder a Razão (A Perdre La Raison, Bélgica, Luxemburgo, França, Suíça), de Joachim Lafosse
Pó (Polvo, Alemanha, Guatemala, Espanha, Chile), de Julio Hernández Cordón
Por Enquanto (Meanwhile, EUA), de Hal Hartley
Postcards From The Zoo (Kebun Binatang, Indonésia, Alemanha, Hong Kong), de Edwin
Purgatório (Araf, Turquia, França, Alemanha), de Yesim Ustaoglu
Quatro Sóis (Ctyri Slunce, República Tcheca), de Bohdan Sláma
Reality (Itália, França), de Matteo Garrone
Renoir (França), de Gilles Bourdos
Rio (River, Japão), de Ryuichi Hiroki
Rio de Ouro (Rio de Oro, México), de Pablo Aldrete
Ristabbanna (Itália), de Gianni Cardillo e Daniele de Plano
Saudações de Tim Buckley (Greetings From Tim Buckley, EUA ), de Daniel Algrant
Silêncio na Neve (Silencio en la Nieve, Espanha, Lituânia), de Gerardo Herrero
Soldier/Citizen (Israel) de Silvina Landsmann
Sombra do Mar (Sea Shadow, Emirados Árabes Unidos), de Nawaf Al-Janahi
Sonho e Silêncio (Sueño Y Silencio, Espanha, França), de Jaime Rosales
Tão Perto Tão Longe (Si Près Si Loin, Suíça), de Michel Favre
Tenho 11 Anos (I Am Eleven, Austrália, Marrocos, Suécia, China, Índia, Republica Checa, França, Tailândia, Japão, Alemanha, Bulgária, Holanda, Reino Unido, EUA), de Genevieve Bailey
The Creators (África do Sul, EUA), de Laura Gamse, Jacques de Villiers
The Kampala Story (The Kampala Story, Uganda), de Donald Mugisha e Kasper Bisgaard
The Lost World Cup (Itália), de Lorenzo Garzella e Filippo Macelloni
The Parade (Parada, Sérvia), de Srdjan Dragojevic
Tiro na Cabeça (Headshot, Tailândia, França), de Pen-Ek Ratanaruang
Última Sexta-Feira (Al Jumaa Al Akhira, Jordãnia), de Yahya Alabdalla
Um Alguém Apaixonado (Like Someone In Love, França, Japão), de Abbas Kiarostami
Um Ato de Caridade (Paziraie Sadeh, Irã), de Mani Haghighi
Um Lindo Vale (Emek Tiferet, França, Israel), de Hadar Friedlich
Uma Bala Para o Che (Una Bala Para El Che, Uruguai), de Gabriela Guillermo
Vidas Curdas (Mesh, Alemanha, Turquia), de Shiar Abdi
Walk Away Renée (França), de Jonathan Caouette
Winter of Discontent (El Sheta Elli Fat, Egito), de Ibrahim El Batoot

Perspectiva Internacional – Foco Alemanha

A Terra que Respira (Breathing Earth, Alemanha), de Thomas Riedelsheimer
A Última Ambulância de Sófia (Sofia´s Letzte Ambulance, Alemanha, Bulgária, Croácia), de Ilian Metev
Barbara (Alemanha), de Christian Petzold
Brutal (Die Raeuberin, Alemanha), de Markus Busch
Caminho Para o Passado (Bittere Kirschen, Alemanha), de Didi Danquart
Camp 14 – Total Control Zone (Alemanha), de Marc Wiese
Felicidade (Glück, Alemanha), de Doris Dörrie
Fim de Semana em Casa (Was Bleibt, Alemanha), de Hans-Christian Schmid
Fortaleza (Festung, Alemanha), de Kirsi Marie Liimatainen
Hannah Arendt (Alemanha), de Margarethe Von Trotta
Implosão (Implosion, Alemanha), de Sören Voigt
Inferno (Hell, Alemanha, Suíça), de Tim Fehlbaum
Kill Me (Töte Mich, França, Alemanha, Suíça), de Emily Atef
Lua Crescente (Dreiviertelmond, Alemanha), de Christian Zübert
Mar Calmo (La Mer A L´Aube, França, Alemanha), de Volker Schlöndorff
O Perdão (Gnade, Alemanha, Noruega)
Para Elise (Für Elise, Alemanha), de Wolfgang Dinslage
Prometendo A Lua (Das Blaue Vom Himmel, Alemanha), de Hans Steinbichler
Quatro Dias Em Maio (4 Tage Im Mai, Alemanha), de Achim Von Borries:
Uma Janela Para o Verão (Fenster Zum Sommer, Alemanha, Finlândia), de Hendrik Handloegten
Voando Alto (Bis Zum Horizont, Dann Links!, Alemanha), de Bernd Böhlich
Invasion (Alemanha, Áustria), de Dito Tsindzadse

Apresentações especiais

Nosferatu (Alemanha), de Friedrich Wilhelm Murnau – ao vivo com orquestra e coral no Parque Ibirapuera
Alma Corsária (Brasil), de Carlos Reichenbach
Canção para o Meu Pai (Lullaby To My Father, França, Suíça), de Amos Gitai
Carmel (Israel, França, Itália), de Amos Gitai
Coronel Blimp – Vida e Morte (Life And Death Of Colonel Blimp, Reino Unido), de Michael Powell e Emeric Pressburger
Focus Forward, de vários
Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, Reino Unido), de David Lean
Muriel (Muriel Ou Le Temps D’un Retour, França, Itália), de Alain Resnais
O Guia Pervertido Da Ideologia (The Pervert´S Guide To Ideology, Irlanda), de Sophie Fiennes
O Guia Pervertido Do Cinema (The Pervert’s Guide To Cinema, Reino Unido, Áustria, Holanda), de Sophie Fiennes
O Incubador do Sol (Hadinat Al Shams, Síria), de Ammar Al-Beik
O Manuscrito Perdido (Portugal, Brasil), de José Barahona
Os Deuses e os Mortos (Brasil), de Ruy Guerra
Quando elefantes lutam, é a grama que sofre (The Suffering Grasses: When Elephants Fight, It Is The Grass That Suffers, EUA), de Iara Lee
Raros Sonhos Flutuantes (Tobu Yume Wo Shibaraku Minai, Japão), de Eizo Sugawa
Sonata Silenciosa (Silent Sonata/ Circus Fantasticus, Eslovênia, Irlanda, Finlândia, Suécia), de Janez Burger

Apresentação Especial Raúl Ruíz

La Noche de Enfrente (França, Chile), de Raúl Ruiz
Linhas de Wellington (Lines Of Wellington, França Portugal), de Valeria Sarmiento
Ballet Aquatique (Ballet Aquatique, França), de Raúl Ruiz

Apresentação Especial Miguel Gomes

A Cara que Mereces (Portugal)
Aquele Querido Mês de Agosto (Portugal)
Cântico das Criaturas (Portugal)
Entretanto (Portugal)
Inventário de Natal (Portugal)
Kalkitos (Portugal)
Trinta e Um (Portugal)
Tabu (Portugal, Brasil, França)

Apresentação Especial Chris Marker

La Jetée (França), de Chris Marker
Nível Cinco (Level Five, França), de Chris Marker

Convidados

Abbas Kiarostami (diretor do filme Like Someone In Love)
Amos Gitai (diretor de Lullaby To My Father)
Ana Moreira (atriz de Tabu)
Andrei A. Tarkóvski (curador da exposição Luz Instantânea: Polaroides de Andrei Tarkóvski),
Carloto Cotta (ator deTabu)
Claudia Cardinale (atriz de O Gebo e a Sombra)
Dae-Hee Lee (diretor de Padak)
Eithne O’neill (crítica da revista Positif)
Evgeny Borzov (diretor de Andrei Tarkovsky: The Collector Of Dreams)
Gabriel Drak (diretor de A Culpa do Cordeiro)
Gabriela Guillermo (diretora de Una Bala Para El Che)
Igor Ivanovch Eylampiev (escritor e filósofo russo)
José Manuel Mouriño (diretor de Os dias brancos-anotações sobre a filmagem de Nostalgia)
Rodrigo Areias (diretor de Estrada de Palha)
Jun-Seek Tae (diretor de Mother)
Leonor Silveira (atriz de O Gebo e a Sombra)
Luís Urbano (produtor de Tabu e O Gebo e a Sombra)
Marco Bechis (diretor de Il Sorriso Del Capo)
Marin Karmitz (produtor)
Miguel Gomes (diretor de Tabu),
Patrick Wang (diretor de In The Family)
Ruy Guerra (diretor de Os Deuses e os Mortos),
Sergei Loznitsa (diretor de Na Neblina e retrospectiva)

SERVIÇO

VENDAS DE PACOTES E PERMANENTES E CREDENCIAMENTO DE CONVIDADOS: De 13 de outubro a 01 de novembro, das 10 às 21h. A partir do dia 14 de outubro o credenciamento estará disponível para os jornalistas que irão cobrir o evento. A emissão de credenciais obedece a um sistema único de atendimento, por ordem de chegada.
Endereço: Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073, (ao lado do Cine Livraria Cultura).


VALORES DE PERMANENTES, PACOTES PROMOCIONAIS E INGRESSOS INDIVIDUAIS 2012

PERMANENTES E PACOTES PROMOCIONAIS

Permanente Integral – R$ 410,00
Permanente Integral Folha (15% de desconto para o titular da assinatura, mediante apresentação da carteirinha de assinante) – R$ 348,50
Permanente Especial (para sessões de 2ª a 6ª feira até às 17:55h, inclusive, não contempla finais de semana nem sessões noturnas) – R$ 95,00
Permanente Especial Folha (15% de desconto para o titular da assinatura para sessões de 2ª a 6ª feira até às 17:55h, inclusive, não contempla finais de semana nem sessões noturnas) – R$ 80,75
Pacote de 40 ingressos – R$ 300,00
Pacote de 20 ingressos – R$ 175,00

*O desconto de 15% da Folha é válido somente para o assinante titular, pessoa física.
* Desconto de 50% na compra de até dois ingressos por sessão de filme da Mostra na bilheteria dos cinemas, para a força de trabalho do sistema Petrobras (devidamente identificada com crachá funcional) e para Titulares do Cartão Petrobras (mediante apresentação do mesmo).

INGRESSOS INDIVIDUAIS

Segundas, terças, quartas e quintas: R$ 15,00 (inteira) / R$ 7,50 (meia)
Sextas, Sábados e Domingos: R$ 19,00 (inteira) / R$ 9,50 (meia)

* Para adquirir ingressos no dia da sessão, somente nas salas de cinema.
* A Central da Mostra não vende ingressos avulsos, apenas os pacotes.





sábado, 6 de outubro de 2012

Critica: Picnic at Hanging Rock




Austrália. 1900.
Alunas do Internato Feminino são levadas para um Picnic no dia de São Valentin – conhecido aqui no Brasil como dia dos namorados -. O lugar escolhido é a Montanha de origem vulcânica, chamada Hanging Rock. Um lugar paradisíaco.
Mas ao final do dia, todas as garotas retornam ao internado em ligeiro choque: 3 delas e uma professora desapareceram misteriosamente.

Picnic at Hanging Rock (Picnic na Montanha Misteriosa,titulo  em português), um filme de 1975, do grande diretor Peter Weir que já nos brindou com obras como “Sociedade dos Poetas Mortos”, “Show de Truman” e “Mestre dos Mares”, conta uma história de aflição, psicodelia, quase surrealista, com toques de mistério e verdadeiro terror e fascínio.

Baseado no livro de mesmo nome da escritora Joan Lindsay, em 1967; o filme traça um panorama de angustia e ao mesmo tempo de fascínio. 
Weir consegue criar um universo repleto de lirismo, com belas paisagens, mulheres belíssimas, de ares inocentes, mas que no segundo seguinte nos puxa para um verdadeiro ode de terror, medo, angustia e expectativa.

Desde o inicio somos impelidos a conhecer o mundo em que vivem as meninas do internado. Belas, jovens e educadas, todas tem em comum a rigidez pela qual são conduzidas através de sua diretora. Uma mulher rude que administra o internado a rédias curtas.

Mas é Sara visivelmente a garota mais solitária e desfavorecida ali, que literalmente sofre nas mãos da diretora. Sara é uma garota tímida, que não aceita de bom grado todas as imposições que lhe são propostas, e que nutre um amor incondicional por Miranda - a garota mais querida de todo o internado-; que se torna sua única amiga e confidente. Que é constantemente comparada a um lindo Anjo de mistério e beleza.

Todas as garotas tem permissão de ir ao Picnic, com exceção de Sara. Que por algum motivo entende que jamais vera Miranda novamente.
Miranda é uma das garotas que desaparece.
A dualidade imposta pelo enredo é muito peculiar. Tudo, cada cena, cada fala, cada plano, cada personagem esconde uma intenção ou desejo aquém das aparências. A própria amizade de Sara e Miranda é constantemente tratada como se Sara estivesse apaixonada por Miranda.
Miranda exibe continuamente trejeitos e um sorriso que parecem esconder algo atrás da serenidade.  Ela de fato, meio que profetiza seu destino.

A sexualidade no filme é latente também, mas tratada sem uma cena se quer que elucide isso. Não há nudez, não atos sexuais, não há um único beijo. Tudo fica imposto pela subjetividade do contexto. É genial.
A imagem da Montanha adquire aos olhos do espectador uma presença orgânica, mesmo que pelas vias de fato ela seja inofensiva.

Contudo o que predomina aqui e interessa não é a investigação, o desaparecimento das garotas. O que importa em Picnic são as ações de quem permanece. A jornada. E isso se deve a construção narrativa do roteiro. Uma atmosfera que beira a loucura e a esquizofrenia psicótica. Não há a preocupação por explicações. Só a demonstração dos fatos ocorridos.

Contando com uma fotografia exemplar e instigante que, em tons pasteis - a paleta de cores é viva, quase que completamente puxada para o azul, branco, verde e amarelo - com exceção do internato onde predominam as cores escuras e densas, com contrastes entre luz e sombra, para passar a ideia de repressão – faz tudo parece ter saído de um quadro de Botticelli ou de Monet, onde há bastante referencia ao renascimento e ao impressionismo e elementos de natureza morta também. Tudo é elucidativo ao extremo. Fotografia essa que é ponto chave ao lado da trilha sonora, para criar esse ambiente denso. Tudo enevoado e sombrio. Planos ora fechados e ora abertos, que prezam aos detalhes da direção de arte conturbada e carregada, com quadros e esculturas vitorianas mas com certo cunho macabro - cabeças de corvos, escadas de madeira maciça e escura, candelabros com formas estranhas-.

As imagens se contrapõem, em cenas que beiram a perfeição fílmica.
É o som da flauta que parece um grito de dor, são os cavalos que relincham enraivecidos, os cães que uivam de noite, os pássaros que fogem em debandada. Os relógios que param ao meio-dia; as formigas que devoram o bolo da merenda.

A trilha sonora é um achado a parte, com belas canções orquestradas, aonde vamos da delicadeza de acordes longos e melódicos, a sinfonias altíssimas, descompassadas e alarmistas. Repleta de canções tradicionais romenas, e órgãos.

Curiosamente Weir optou por uma técnica que só fez aumentar o tom alarmante e intenso do filme; desde o inicio surge um aviso na tela, de que as ações mostradas, são uma representação dos fatos verdadeiros ocorridos. Weir trata a historia como baseada em fatos reais.
Mas não é. Ou ao menos acredita-se que não seja. O Livro vem com a premissa de que os eventos ali narrados "podem terem sido baseados em fatos verdadeiros". Inclusive a imprensa e a maior parte do povo australiana ainda hoje acredita ter se tratado de eventos reais. Mas por conterem muitos elementos que sugerem uma presença de acontecimentos sobrenaturais, acreditasse que tanto o livro ao qual foi baseado e o filme se tratam de uma ficção. Mas isso não é dito no filme.

Originalmente, o Livro de Joan Lindsay, continha um distinto capitulo 18, onde ela explica os mistérios acerca dos desaparecimentos. Sua editora a época, convenceu-a a não publicar esse capitulo, o que foi uma decisão definitiva para o sucesso tremendo do livro. 
Weir optou por não incluir essa parte no filme também. Felizmente! 
A resolução não importa aqui, mas sim a jornada. Qualquer explicação estragaria a obra - mesmo que tal explicação seja extremamente surrealista em si-.

Ainda é curioso observar a maneira que tanto diretor quanto autora usam a natureza, a força e a influencia da feminilidade como forma de simbolismo, à influencia britânica na Austrália e ao contraponto da imposição do catolicismo à época. E principalmente as funções de tempo e espaço.
O tempo é algo gradual e disperso durante toda a obra. Seja pelos relógios sempre parados ou que surgem difusos, seja pela própria montagem do filme que confere uma velocidade descompassada a narrativa. As forças das arvores, a imponência dos ventos, as roupas intimas e o tecido das roupas das meninas, sempre brancos, ou muito claros. Os animais retratados de forma plena e natural. A montanha que parece crescer cada vez mais diante de nossos olhos e seu planalto que parece nunca ser abandonado pelo sol e o tempo aberto.

Picnic consegue ser um filme grandioso, onírico, fascinante e ao mesmo tempo aterrorizante. Cada espectador inevitavelmente forma suas próprias teorias acerca do que aconteceu com as garotas e sua professora. Eu formei a minha. Formem as suas.

Como diz um dos diálogos: “Aquilo que vemos e aquilo que parecemos não é mais do que um sonho dentro de outro sonho". E nisso Picnic at Hanging Rock é um prato cheio! 

Clássico obrigatório.





FICHA TÉCNICA

Diretor: Peter Weir
Elenco: Rachel Roberts, Dominic Guard, Helen Morse, Margaret Nelson, Jacki Weaver.
Duração: 110 min.
Ano: 1975
País: Austrália
Gênero: Drama
















sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Critica: Ted




Pegue South Park, Os Simpsons, Family Guy varias pitadas de humor negro, sarcasmo e ironia e bata no Liquidificador do Borat. Eis Ted. E não é uma comparação irônica e ruim não. Muito pelo o contrario. 

Antes de tudo é preciso entender que Ted não é nem de longe um filme de humor ‘coxinha’. Seu humor é peculiar, esta nas referencias literárias e de atualidade e inclusive na trilha sonora. O próprio Ted em si - o urso de pelúcia- já é uma metáfora, que aos olhos conservadores beira a algo satânico, tal qual a conclusão feita no filme assim que ele “nasce”.

Filme do diretor Seth MacFarlane e criador da animação televisiva Family Guy, Ted conta a historia do jovem garoto John Bennett (Mark Wahlberg), uma criança que sofre um tipo de bullyng social desde cedo, solitário com desvio de idade, e uma família aparentemente certinha. No natal, sua família preocupada com sua solidão visível, lhe presenteia com um belo ursinho de pelúcia, a quem John se apega rapidamente. Então John certa noite faz um pedido aos céus: que seu urso criasse vida e se tornasse seu melhor amigo. E seu pedido é atendido.
Os dois crescem juntos e, já adulto, John que esta numa relação amorosa de longa data com Lori Collins (Mila Kunis) deve escolher entre ficar com sua namorada – que não aprova o relacionamento de dependência dele e do urso - ou manter sua amizade com o urso Ted (Seth MacFarlane).

Filme delicioso.

Ted possui um roteiro extremamente bem escrito, com uma decupagem fabulosa e que peca apenas ao carregar algumas características próprias da televisão que nem sempre funcionam no cinema. A narrativa assume um papel extremamente importante ao elucidar tantas referencias cinematográficas, políticas, sociais, do esporte e do cenário de atualidades pop global. Mas com foco americano claro.
Diálogos eficientes, ágeis e inteligentes somam-se a um humor acido, irônico e imensamente sarcástico e com fio condutor sempre na critica escrachada, escondida ou camuflada por humor que a primeira vista e fora de contexto pode soar, como humor barato ou apelativo, mas que na realidade é um ode de veia critica.

E eles atiram para todos os lados; a igreja católica - o seu lado conservador e intolerante; a igreja evangélica e seus estereótipos, a política e a mídia globalizada (referencias a cantores pop’s, e atores da mídia) são frequentes entre um dialogo e outro. Entre uma piada e outra ou ato cômico. Há sarcasmos e ai uma critica ate saudável se olhar o contexto inteiro, sobre miscigenação e preconceito de raças- étnicas e contra a xenofobia - orientais, muçulmanos etc.
É um deleite. É um riso que ate surge incomodo no começo, mas que dura do inicio ao fim.

Com uma construção narrativa e de personagens, principalmente a da figura do Ted, o filme explora toda uma carga dramática de medo a realidade, de busca por forças para enfrentar o mundo, a vida adulta, cria um quadro de controle para se assumir responsabilidades e de fato ser livre pelas escolhas que faz. Tudo tendo como pano de fundo, um relacionamento sincero mas que beira entre o limite do amor e da amizade constante.

 Não é o melhor papel do Mark Wahlberg, mas ele permanece correto na figura a que se propõe, de um adulto que se recusa a crescer. E pir; que quando tenta, não sabe como fazer isso. O mesmo podemos dizer da Milla Kunnis. Não que as atuações sejam ruins, mas não ha quimica entre o casal, e sempre que eles são deixados sozinhos em cena sem o Ted, o filme assume uma chatisse sem igual. Ted é a vida do longa.

O filme ainda conta com uma trilha sonora que para qualquer cinéfilo, parece um deleite. Há desde Guerra nas Estrelas, ate apertem os cintos que o piloto sumiu. Vamos de Nirvana a Pink Floyd, e destes a Norah Jones, belíssima como sempre, que atua também no filme, mais para o final da projeção.
A produção do filme assume uma técnica excelente de manipulação e movimentos que conferem ao boneco, que tem a voz do próprio diretor Seth, um tom de realidade absurda, desde os passos ate as expressões faciais, o olhar.

Com planos que nos ajudam a compreender a relação que personagem tem de si mesmo e entre eles, surge uma cena curiosa em que é utilizado o contra-plongée pela primeira vez de forma metafórica.
A cena em questão se dá numa discussão briga entre Ted e John na rua. Ate então sempre vemos os dois num mesmo nivelamento coerente de enquadramento em tela. O que representa a relação entre os dois que sempre foi de igual para igual. Ted nunca se viu como um urso de pelúcia tendo como dono o John, mas sim um amigo, o único amigo real dele.
Porem, após a briga vemos John se afastar pela Rua deserta, tendo de principio a visão de Ted, em um contra-plongée evidente que mostra pela primeira vez a diferença de altura entre os dois e coloca Ted como o que é pela primeira vez também de forma tão clara: um urso, um brinquedo. Ted se sente pequeno, derrotado diante da situação ali gerada, e essa escolha de plano ajuda a entender isso.

Com uma fotografia apenas correta, o filme ainda traz um deleite de humor ao trazer um antigo herói de John e Ted na infância para uma festa regada a ‘pegação’, bebidas, drogas e karaokês – há espaço ate para um embate aos moldes velho oeste com um pato-.

Talvez a melhor cena e que faz um referencia clara aos filmes clássicos de perseguição de carros, seja aquela em que rola um sequestro intenso.

Contudo, ao final da projeção percebemos que ele, mesmo beirando ao magnifico, poderia se sair melhor ainda, se Seth MacFarlane não sucumbisse as normas 'do limite do certinho' de Hollywood. Acredite, o potencial da narrativa poderia ser muito mais explicita - sincera - do que realmente acabou sendo. Uma pena. Mas é um detalhe que não tira o mérito do longa.

Tudo isso, faz com que Ted seja uma surpreendente surpresa e corajosa. Ted não só é um humor cabeça, politicamente incorreto, mas é também um drama repleto de lições morais encubadas que aos olhos mais atentos gera uma excelente reflexão aos dias atuais.

A pergunta que fica é: quantos dos espectadores desse filme serão como os Ted’s das prateleiras, e quantos serão Ted’s dos milagres de natal? 






FICHA TÉCNICA

Diretor: Seth MacFarlane
Elenco: Mila Kunis, Mark Wahlberg, Giovanni Ribisi, Jessica Stroup, Patrick Warburton, Seth MacFarlane, Joel McHale, Laura Vandervoort, Melissa Ordway, Aedin Mincks, Ralph Garman, Ginger Gonzaga, Alexandra East
Produção: Jason Clark, John Jacobs, Seth MacFarlane, Scott Stuber, Wellesley Wild
Roteiro: Seth MacFarlane, Alec Sulkin, Wellesley Wild
Fotografia: Michael Barrett
Trilha Sonora: Walter Murphy
Duração: 106 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Comédia
Classificação: 16 anos