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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Critica: Meu Namorado é Um Zumbi




Um zumbi (português brasileiro) ou zombie (português europeu) é uma criatura fictícia que aparece nos livros e na cultura popular tipicamente como um morto reanimado ou um ser humano irracional. Histórias de zumbis têm origem no sistema de crenças espirituais do Vodu afro-caribenhos, que contam sobre trabalhadores controlados por um poderoso feiticeiro.
Esta criatura é um ser humano dado como morto que, segundo a crença popular, foi posteriormente desenterrado e reanimado por meios desconhecidos. Devido à ausência de oxigênio na tumba, os mortos vivos seriam reanimados com morte cerebral e permaneceriam em estado catatônico, criando insegurança, medo e comendo os vivos que capturam. Como exemplo desses meios, pode-se citar um ritual necromântico, realizado com o intuito maligno de servidão ao seu invocador.

A figura dos zumbis ganhou destaque num gênero de filme de terror, principalmente graças ao filme de 1968 "Night of the Living Dead" (A Noite dos Mortos Vivos) do diretor George A. Romero.

No entanto, com o tempo a figura do Zumbi se tornou muito mais emblemática, uma vez que tal simbologia nessa criatura, carrega criticas existem cias a humanidade e a sociedade, como emprego de valores de moral, ética e humanistas mesmo. O bicho Homem versus o meio que se instala. Series atuais como The Walking Dead por exemplo utilizam dessa força cultural do zumbi para criar o alicerce para dissertar de temas políticos e antropológicos.

Porem, aqui com "Meu Namorado é um Zumbi" tudo isso cai por terra, o terror, o drama, a critica - aqui ela permanece, mas não tão incisiva, obviamente -, o que há é uma sátira bem feita e coerente que respeita o gênero que se apoderou, que não se leva tão a serio o suficiente- na maneira em que se vende- e por isso mesmo encanta e diverte ao conseguir criar um mundo zumbificado próprio a lá Romeu e Julieta das comedias - e aqui pode se orgulhar da seriedade do projeto em assim ser.

Em um cenário pós apocalíptico  somos apresentados a uma realidade que tenta sobreviver a devastão por longos 8 anos. Não se sabe exatamente o que ocasionou o surto de epidemia que transformou as pessoas em zumbis. Entre os sobreviventes há um esquadrão que criou um grande muro para separar a humanidade viva da humanidade morta. Esse esquadrão é chefiado pelo general Grigio (John Malkovich) que quer exterminar todos os Zumbis da face da Terra.
Em meio aos Zumbis temos R.(Nicholas Hoult) jovem que não se lembra de seu próprio nome, apenas que se iniciava com a letra R, e que em meio a um ataque, acaba comendo o cérebro do namorado de Julie (Teresa Palmer), filha do general Grigio e que faz parte do batalhão de resgate a suprimentos aos sobreviventes; adquirindo assim suas memorias e nutrindo um sentimento de amor pela mesma.

Com essa premissa, o filme que é narrado em voz off pelo zumbi R. nos conduz num mundo onde os Zumbis nada mais são do que vegetais orgânicos, corpos vazios com resquício de consciência  A fome deles, é explicada, pela vontade impulsional do corpo de querer sentir algo vivo novamente. Ao comer cérebros  eles conseguem sentir e reviver as memorias e lembranças dos que comem, sentindo se assim parte do mundo novamente.
Ambos os zumbis, permanecem lutando com essa pequena parte de consciência m osmose, para continuarem assim, num estado de latência  entre a morte total e essa reanimação. Muitos repetem suas funções diárias a esmo. Como o guarda do aeroporto que continua mesmo depois de morto a exercer seu serviço de segurança por exemplo, ou o faxineiro que não larga sua vassoura e pano de chão.
R. é um dos que conseguem balbuciar algumas palavras- apesar que na narração em off onde nos explica toda a historia sua fala é normal e clara-; e tem o habito de colecionar lembranças, vinis que gosta de escutar, objetos que lhe tragam alguma sensação de recordação.

Assim o roteiro já deixa claro que não pretende recriar um mundo fantástico com suas próprias leis, mas sim formar um montante de referencias literárias, filmicas e pop's para transformar a projeção num recorde cômico do cultuamento dado e recebido pelos zumbis na nossa atualidade. A referencia a Romeu e Julieta inclusive ja parte desse pressuposto inverso ( os protagonistas tem o nome iniciado por R e J).

Referencias não faltam, temos um protagonista que se assemelha em seus atos ao robô Wall-e, temos uma protagonista que é fisicamente parecida com a crepuscular inexpressiva Kristen Stewart (porem esta tem expressão), há ideologias sobre a cultura pop, desde musicas clássicas em vinis ate a qualidade do som virtual. Alias é interessante como essa alegoria é datada, onde seres inanimados, onde não humanos conseguem adquirir humanidade a mais do que os próprios humanos de fato.

A produção de orçamento modesto consegue delimitar bem seus limites, focando em efeitos escrachados  quase toscos por vezes, mais uma vez aludindo a filmes antigos do genero, em virtude de um designer bacana e eficiente, com uma ambientação coerente com sua proposta.

Mas se 'Meu Namorado é um Zumbi' tem realmente algo para se orgulhar é sua impecável e sensacional trilha sonora que passeia desde Bob Dylan e Bruce Springsteen à Guns N’ Roses, Feist e Scorpions. Tudo embalado por cenas que aludem inclusive ao filme "Uma Linda Mulher".

Risadas não faltam, diversão e coerência dentro da proposta e ate mesmo uma critica social contra o preconceito exacerbado e politica, no simbolismo do muro que nos remete ao lendário muro de Berlin.

Assim, 'Meu namorado é um Zumbi' acaba que consegue cumprir seu papel de divertir, de provar que nem toda obra dita adolescente água com açúcar precisa ser incoerente ou ruim para existir, e que pode sim se tornar cultuada com boas referencias, respeito ao gênero empregado e principalmente saber lidar com o fato de ser uma comedia cult da nova geração. Sabendo que não é excelente, sabendo seus limites, tornando-se assim uma boa surpresa para aqueles de mente aberta se permitirem entrar na viagem. Muito bom.


Trailer: 



FICHA TÉCNICA
Diretor: Jonathan Levine
Elenco: Dave Franco, Teresa Palmer, Nicholas Hoult, John Malkovich, Analeigh Tipton, Rob Corddry, Cory Hardrict, Rochelle Okoye,
Produção: David Hoberman, Todd Lieberman, Bruna Papandrea
Roteiro: Jonathan Levine
Fotografia: Javier Aguirresarobe
Duração: 98 min.
Ano: 2013
País: EUA
Classificação: 10 anos








segunda-feira, 13 de maio de 2013

Critica: A Caça


"Você terá de esperar um pouco, mas os animais voltarão”. 




Caça é a perseguição de um animal a outro ou de um ser humano a outro, normalmente com intenção de abate. É uma prática usada pelos animais carnívoros ou omnívoros para obtenção de alimento. Muitas espécies utilizam a caça, cada qual com técnica especializada levando em conta as características físicas do animal caçador e da presa. Geralmente usam emboscadas, perseguição em velocidade e/ou trabalho em grupo, sempre visando, dentre os possíveis alvos, os mais frágeis, como animais velhos, doentes ou recém-nascidos.

Caça humana 

O Homem também utiliza a caça. Antes da civilização, esta era a principal fonte de alimento de muitos dos grupos humanos. Porém, a expansão populacional e o desenvolvimento da civilização tornaram o extrativismo natural – a coleta, a caça e a pesca – insuficientes para o abastecimento da população. A obtenção dos alimentos é provida primordialmente pela agricultura e pela pecuária, tendo a pesca resistido até os dias de hoje, atingindo escala industrial.
Embora a caça por sustento ainda resista até os dias de hoje, ela ocorre em pequenas comunidades isoladas, como algumas tribos indígenas, por exemplo. Outra modalidade de caça, a esportiva, ganhou importância com o passar dos séculos.

Caça Esportiva

Esta modalidade de caçada não visa a obtenção de alimentos, mas a conservação de tradições, a emoção da perseguição e ou do abate, entre outras.
Com a extinção ou ameaça de extinção de algumas espécies, foi necessária a criação de normas reguladoras da caça, que só é permitida em locais determinados, para certas espécies, em épocas determinadas e em quantidade limitada. Em alguns países, a proibição é total.

'Jagten', que em tradução livre do dinamarquês para o português seria algo do tipo "procurar", e veio traduzido sob o titulo de A Caça para o Brasil é o mais recente filme do diretor Thomas Vinterberg e não só faz jus a dualidade do nome, como proporciona um retrato assustador da sociedade, numa critica intensa sobre moral, ética e atribuições de valores.

Mads Mikkelsen é Lucas, um recreador numa creche dentro de uma comunidade da Dinamarca. Extremamente bondoso e sociável  Lucas é amigo de todos e mantém uma relação de amizade e afeto com todas as crianças e moradores da comunidade. Recém divorciado e morando só apenas com sua cachorra Fanny, Lucas vive frustrado por não conseguir manter muito contato direto com seu único filho, devido ao divorcio conflituoso.
Um dia, Lucas vê sua vida virar de cabeça para baixo quando uma das alunas da creche no qual trabalha, vai ate a diretora da instituição e diz que Lucas lhe mostrou o órgão sexual. A partir daí um ode de ódio e discriminação se sucede por todos os moradores e Lucas se vê perdido.

Com uma narrativa densa desde o principio, o filme nos carrega dentro de uma atmosfera contemplativa, com ritmo lento em todo seu primeiro ato de preparação. Quando o filme recai sobre o segundo ato, a tensão e o choque dominam a tela. São suessões de julgamentos de frieza, de ataque, de degradação que chocam o espectador por fazer parte do nosso dia a dia, mas que mal enxergamos.

Lucas é tirado de sua propria vida e imediatamente julgado e condenado por todos, por seu melhor amigo, por sua namorada, por sua ex-esposa, colegas e desconhecidos. São olhos e dedos acusadores no mercado onde ele não pode mais entrar ou mesmo na igreja onde sempre foi rezar.

Vemos em tela o como julgamentos pre estabelecidos podem subjugar toda uma figura de um Homem a ponto dele se transformar num verdadeiro arremedo de tudo que fora antes.

Quando uma criança inocente lhe diz que alguém lhe fez mal, em quem acreditar? Na criança ou no adulto?
A verdade, os fatos, importa diante disso? Qual seria nossa posição diante de algo assim?

O filme é competente em criar uma teia de acontecimentos e situações que nos deixem a merce de nós mesmos. É claro - e isso não é 'spoiler'- que Klara a menina que acusa Lucas do ato proibido, conta a historia após uma contrariedade por parte de Lucas. Porem resta a duvida: mas o que aconteceu de verdade? ate que ponto o abuso foi real ou apenas imaginação de uma criança confusa e irritada?

Porem a maior reflexão do filme é conseguir bater fundo nas nossas emoções ao nos colocar diante de um espelho, de um verdadeiro teto de vidro espelhado fincado em raízes tão profundas de preceitos e preconceitos de nós mesmo, que incomoda, enraivece, causa náusea moral.

Aliado a uma fotografia quase monocromática que parece nos estabelecer continuamente no Outono - ainda que o roteiro seja pontuado por passagens de tempo distintas como o inverno, o natal..- o que causa ainda mais a sensação de peso e melancolia.

A critica e reflexão se estende desde os pais inábeis da menina, à conduta inadequada que o irmão mais velho adota diante dela. São elementos e mais elementos desconstruídos ao longo do filme que mostram como é fácil e cruel criar um labirinto de equívocos e desambiguação social.

A metáfora que também é usada de forma literal, para o ato da caça - a comunidade é formada por caçadores, todos legalizados, homens que aprendem a caçar na temporada de caça a partir dos 16 anos de idade, quando viram 'homens' de fato dentro de sua cultura-;. Lucas nada mais é do que mais um cervo diante do abate. sem chance de luta ou defesa. São armas, pedras e martelos lhe massacrando, perseguindo e caçando a espreita, por todos os lados.

Ele é transformado de um dia para o outro de caçador a caça, num bicho, que deve ser exterminado.
Não por acaso o diretor brilhantemente nos conduz a um final triste e assustador.

E Mads Mikkelsen esta extremamente impressionante no papel de 'caça' aqui. É notável perceber seu olhar antes afável ir se desconstruindo a ponto de vermos uma morte em vida, ao lhe ser tirado cada pedaço de orgulho e sentido de vida. Atuação essa que lhe rendeu o premio de Melhor Ator no Festival de Cannes.


A procura pela justiça - legal e moral - é continuamente testada, e deixada em segundo plano. O que vale é a verdade e a certeza absoluta que esta na palma da mão de cada um.

"Lá na frente esta o alvo que se arrisca pela linha
Não é tão diferente do que eu já fui um dia
se vai ficar, se vai passar? Não sei!
E num piscar de olhos lembro o tanto que falei, deixei, calei, e não me importei- mas não tem nada!
Eu tava mesmo errada.
cada um em seu casulo, em sua direção
vendo de camarote a novela da vida alheia. Sugerindo soluções, discutindo relações
Bem certos de que a verdade cabe na palma da mão.
Mas isso não é uma questão de opinião. E isso, é só uma questão de opinião."



Esse trecho sintetiza bem os valores do filme.
Pesado, cruel, intenso, bem elaborado, eficiente e real.

Num panorama onde não verdadeiros vilões além de nós mesmos representados por cada personagem ali em tela, o filme ainda conta com elenco afiado.

Um tapa na cara, ou um tiro de espingarda em quem esta na mira e segura o rifle mesmo assim.
Bom filme.

Trailer


Ficha Técnica: 

Diretor: Thomas Vinterberg
Elenco: Mads Mikkelsen, Thomas Bo Larsen, Annika Wedderkopp, Lasse Fogelstrøm, Susse Wold, Anne Louise Hassing, Lars Ranthe, Alexandra Rapaport, Ole Dupont, Rikke Bergmann, Katrine Brygmann, Allan Wibor Christensen,
Produção: Sisse Graum Jørgensen, Morten Kaufmann, Thomas Vintenerg
Roteiro: Thomas Vinterberg, Tobias Lindholm
Fotografia: Charlotte Bruus Christensen
Trilha Sonora: Nikolaj Egelund
Duração: 115 min.
Ano: 2012
País: Dinamarca
Gênero: Drama
Classificação: 14 anos










Critica: Weekend



Ator revelação e melhor produção no British Independent Film Award, vencedor da maioria dos destivais com temática gay da Tchecoslováquia, Hamburgo, LA Out Fest, San Francisco e Toronto, além de vencer como melhor roteiro no Festival Dinard, roteiro do prêmio do jornal Evening Standard, Prêmio dos Jovens em Ghent, revelação de diretor pelos críticos de Londres (Haigh), além de melhor ator e melhor filme dramático em Nashville. É com essa bagagem que Weekend, filme inglês do diretor Andrew  Haigh e, pouco mais de 90 minutos, chega ate o espectador de forma definitiva e extremamente surpreendente.

Com naturalidade, destreza e simplicidade, Weekend consegue fazer rir, emocionar, entristecer, mas principalmente emocionar e apaixonar.
Com um pequeno orçamento, calcado em pouco mais de 120 mil euros. Esse filme pode ser considerado um filme alternativo e artístico. Com características comuns ao gênero  temos planos bem conduzidos, com com fotografia clara mas que se descuida em certos pontos, justamente pela produção mais simples e sem muitos recursos. Ainda assim, temos enquadramentos bem interessantes e inventivos com destaque as cenas em que vemos o casal principal dialogando.

Lembrando o 'clima' de Antes do por do Sol e Antes do Amanhecer, o filme nos conduz numa narrativa progressiva que versa diante de diálogos e situações cotidianas num curto espaço de tempo, no qual vamos descobrindo e remontando os dois personagens. O que importa em Weekend são as personas dos personagens, seus anseios, seus medos e sonhos.

A sinopse é insuficiente quando se constata o conteúdo do filme. Na sinopse temos:

Depois de sair para jantar com seus amigos héteros, Russell ( Tom Cullen) decide tentar a sorte numa boate gay. Ele sai de lá com Glen (Chris New ) e os dois passam a noite juntos. Na manhã seguinte, Glen pede para gravar um depoimento de Russell sobre a noite anterior, dando início assim a uma intimidade inesperada entre os dois. Eles continuam juntos o resto do fim de semana, indo a bares, fazendo sexo, se drogando e contando histórias de suas vidas um para o outro. Mas o relacionamento entre eles está prestes a chegar ao fim: em poucos dias Glen se mudará para os Estados Unidos.

A premissa, que aparenta lidar com algo 'mais do mesmo' principalmente com a temática gay, surpreende ao não cair nos clichês um pouco difíceis de se escapar do gênero  e nos mostrar um filme totalmente coesa, promissor, com atuações criveis e humanas, e um roteiro extremamente bem conduzido e escrito, que foca nos diálogos rápidos e naturais que criam uma aproximação e identificação com o publico, seja este homossexual ou não.

Reflexivo, o filme trás a tona questionamentos interessantes mas sem contudo levantar nenhum tipo de bandeira ativista. O ativismo e ideologia ficara por conta de cada espectador. Como por exemplos as conversas de Russell e Glen sobre o casamento gay e como se dá a vida gay num mundo hétero  É o olhar de dentro para as pessoas de fora, e o olhar de dentro para os mesmo olhares de dentro mas que as vezes não conseguem enxergar direito justamente por estarem tão perto.

Sem trilha sonora, o que intensifica a experiencia de imersão diante daquelas duas vidas representadas e apresentadas a nós, o filme ainda tem o mérito de delimitar cada instante de mudanças, utilizando o sexo e as drogas de forma funcional. Geralmente o que vemos, são filmes com temática gay, abusando do artificio 'choque' para transmutar e transgredir valores, através do ato sexual, da nudez, das drogas e crime. Mas muitas vezes, tudo que se vê, é a estereotipagem de um mundo que já sofre justamente pelos pre conceitos que lhe atribuem. a relação homossexual é tão natural, que deve ser mostrada no cinema contemporâneo assim. De forma sincera, verdadeira. E Weekend consegue criar isso em poucos minutos. O sexo surge aqui como forma de demonstrar a afeição e a proximidade do casal principal. As drogas, são mostradas como um reflexo social atual e mais uma vez como simbolo para a construção e evolução daquela relação.
Nada ali esta por acaso. mesmo uma conversa sobre uma caneca comprada num brechó é relevante e tem contexto.

Ainda é importante salientar uma das passagens mais interessantes e instigantes do filme, em que um dos personagens explica para o outro uma das vertentes do sexo. O sexo casual na concepção das pessoas.

Através do sexo, falando do sexo ali, é possível mapear as pessoas..Porque quando conhecemos alguém novo, numa balada por exemplo, viramos uma especie de tela em branco.
Essa nova pessoa não te conhece; não sabe nada de você. Então ali podemos pode ser quem quisermos como quisermos, porque o sexo casual, a chamada 'pegação de balada' nos dá o poder, a sensação de que podemos apagar quem somos e recriar aquilo que queremos ser, onde queremos chegar.
E é nessa arquitetura, que esta quem somos. Somos aquilo que esta entre essa tela em branco do que queríamos/queremos e quem realmente somos. O vão entre esses dois paralelos é que somos nós de verdade. Apenas por essa teoria concebida o filme já valeria a pena.

Durante a projeção, vemos uma desconstrução de valores e de conceitos estabelecidos diante daquelas duas personas. Um, jovem salva vidas, gay assumido apenas para seu melhor amigo, órfão e tímido  Outro, gay assumido, artista e que leva a vida pelo agora sem nenhuma timidez. Sem cair no romance água com açúcar e jamais sendo piegas ou romantizado demais, ainda nos brinda com uma resolução honesta e sincera, sem se deixar levar pelo caminho mais fácil e por isso mesmo obvio. Assim engrandecendo-se diante de sua aparente pequenez  se tornando uma grande obra, uma grande obra de arte - com repetição na palavra- honesta.

Um Filme singelo que mais pessoas precisam conhecer.


Trailer:



Ficha Técnica:


Diretor: Andrew Haigh
Elenco: Tom Cullen, Chris New, Jonathan Race, Kieran Hardcastle, Vauxhall Jermaine, Sarah Churm, Martin Arrowsmith,
Produção: Tristan Goligher
Roteiro: Andrew Haigh
Fotografia: Urszula Pontikos
Trilha Sonora: James Edward Barker
Duração: 96 min.
Ano: 2012
País: Reino Unido
Gênero: Drama
Classificação: 16 anos












segunda-feira, 29 de abril de 2013

Critica/Analise - A Professora de Piano


Um retrato visceral e extremamente degradante do interior humano, não de seus sentimentos, mas de seus desejos. A Professora de Piano, filme do Austríaco Michael Haneke, é tudo isso e mais. Um filme que cai fundo no poço sombrio do Desejo que Lars Von Trier com seu exímio Anticristo, chamou de "mal humano delicioso, misterioso e necessário" - claro que na interpretação das entrelinhas-.

Comparo aqui as duas Obras de Lars e de Haneke, porque um, - cineasta -esta para o outro - cineasta -, de maneira absoluta. Ao menos no que diz respeito a mostrar toda a aversão humana em varias camadas, sem poupar o espectador em nenhum momento. Porem se com Lars, o ‘botão’ apertado dentro de cada um é o dos sentidos, sentimentos e emoções e ética em convenções sociais. Aqui com Haneke, em especial A Professora de Piano, o botão socado, é o da moral humana, física, e unilateral. É o psicológico que é trabalhado, de maneira arrebatadora, quase cruel.

O filme que é baseado em um livro do escritor austríaco Elfriede Jelinek e venceu o Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes de 2001, além dos prêmios de Melhor Atriz e Melhor Ator, respectivamente para Isabelle Hupert e Benoit Magimel (a primeira incontestavelmente merecido), conta a historia de Érika Kohut (Isabelle Hupert), uma professora de piano numa clássica escola de musica o Conservatório de Viena. Érika vive com a mãe num pequeno apartamento e detém uma relação de passividade e controle com ela. É uma professora hostil com seus alunos e impassível de qualquer demonstração de emoção. Quando conhece o jovem  Walter (Benoit Magimel), Érika cai numa perturbação acerca de seus costumes, desconfianças e mistérios, num ode de implosão de seus desejos e loucuras.

O filme conta com uma paleta de cores frias, com cenários assimetricamente bem posicionados e uma concepção de cena repleta de artefatos e objeto, que dão aos ambientes uma sensação claustrofóbica e confusa. Tudo é cheio demais, com cores iguais e indiferentes. Com exceção de raros momentos da própria Érica com seu vermelho em destaque, seja no batom ou no chapéu aristocrático.

Com a característica do silêncio - marca dos filmes de Haneke-  para se compor as cenas, o filme quase não tem trilha sonora. Ao não ser pelas intervenções inevitáveis dos dedilhares de piano ao longo da projeção. É importante ressaltar também a atuação da atriz veterana Annie Girardot que vive a mãe de Érika. Sua fragilidade em contraponto com seu tom sempre controlador, rígido e extremamente assustador, compõe bem o clima que o filme exige.

Clima esse de peso e incômodo a todo instante.

O filme traz uma sucessão de convenções que vão desde a perversão ate a loucura, ambos em graus extremos e doentios. É um filme que causa nojo, aversão, choca, cria tensão e impressiona pela crueza e frieza que trata de assuntos que verdadeiramente mutilam a consciência e o senso comum de moral e dignidade aceita em sociedade.

São cenas como um autoflagelo genital com uma gilete, espancamento, estupro, agressão a uma idosa, tapas entre mãe e filha, afeto sexual entre mãe e filha, masturbação, cenas de sexo explicito com direito a esperma de desconhecidos em pedaços de papel higiênico serem cheirados sem discriminação. Tudo perverso, tudo de forma insana. Sem planos que escondam nada ou que se utilizem da edição para abrandar os momentos. Pelo contrario. 

Somente com sons ambientes, onde podemos ouvir a respiração, o engolir da saliva de cada personagem, vemos tudo isso passivamente em longos planos, em longas tomadas que parecem não ter fim, mostrando cada segundo de cada ato. Para chocar, para criar tensão e por isso mesmo fascínio. E com ele a culpa.

Haneke cria o choque e o incômodo não tanto pelas cenas, afinal tais cenas não chegam a ser tão violentas ou tão degradantes, não mais do que nossa realidade, não mais que Jogos Mortais ou mesmo Dogville mostraram. O choque esta justamente na vontade e interesse que ele cria no espectador em querer ver mais. Em ser levado a atuar como um voyeur diante daqueles atos.

Isso mais do que qualquer outra coisa vista, é o que faz com que A Professora de Piano se torne uma experiência cruel e fascinante, e talvez única a cada um que o assiste. Ele exprime tudo que ocultamos. E lidar com o desejo, com o sexo, as vontades, a dor humana é algo delicado. Sempre perigoso sempre extremo. E Haneke consegue fazer isso solenemente bem.

São personagens castos, tímidos, alunos que são humilhados, em prol de viver um sonho. A arte tratada como mascara de convenções que escondem o limbo psicológico e sensorial de uma mulher de meia idade eximia, assimétrica em cada detalhe, nas roupas, nos tons de pele, no andar rígido, no olhar sem emoção, nos cabelos presos, na voz forte de palavras duras. Érika não sorri, e quando o faz é por pura aversão e descontrole. Não a embeleza. Érika não sente nem dor, nem remorso. Uma personagem ambígua que, contudo, na arte brilha e causa ternura.

Simbioticamente, o filme traça a construção de tal personagem de maneira cuidadosa e lenta. Porem em nenhum momento clara. Tal qual seu interior, Érika é uma incógnita talvez ate para ela mesma. Se a principio podíamos imaginar se tratar de uma mulher presa dentro de seus medos, causados pelo controle e escravidão emocional que criou com a mãe a quem é submissa, mas carrega sentimentos de amor e ódio  no momento seguinte as ações de Érika demonstram uma personagem dúbia, incerta e extremamente inconstante, a beira de um colapso. Colapso que pode vir através de um grito, de violência  de descontrole, ou mesmo de sangue e crime. 

Aos poucos o filme vai compondo um panorama de inserção a mente de Érika  que parece ver na dor e na subversão um atrativo inexplicável. Érika nada mais é do que uma criança descobrindo seu próprio cerco sensorial, intrínseco na carne, na pele, nos fluidos corporais. É através do sexo- não feito, apenas visto e sugerido- que Érika implode, liberta o lado sombrio despertado por Walter, que tenta conciliar seus instintos básicos de satisfação com o sentimento de apego, amor talvez; criado pela primeira vez com a presença desse homem. Os sentimentos se misturam a ponto dela não saber mais diferenciar em seus sentidos o que é desejo, afeto, amor, paixão, tesão. Tudo se mescla. A ponto de seu corpo sucumbir tal ponto, levando-a a agressão dela mesma. Seja por suas mãos ou pelas de outros.

E para isso, o filme não se priva em permanecer preso - tal qual Érika - nas convenções da linguagem cinematográfica  que exigem um delimitamento claro das motivações e ações, e assim, das resoluções de seus personagens. O filme não é aberto, mas seus personagens o são. E isso configura uma amplitude maior a obra, a discussão que ela traz em pauta, assumindo um estudo não só mais de Érika, ou das repressões e mistérios do Desejo humano, mas sim de toda uma sociedade baseada em regras, e estruturas de senso comum que nem sempre se adequam a todos os becos existentes em cada um. Qual de nós não é um pouco perverso? Qual de nós não é um pouco imoral? Qual de nós não esconde horrores que  a face serena ou endurecida não deixa transparecer?

Não que o filme ou mesmo Érika seja detentora de empatia, ou mesmo que o espectador consiga ou deva se identificar. Não. Obviamente que não. Mas a busca da personagem é clara: descobrir e conviver com o que é, com o que sente. E isso é comum a todos nós. 

Nesse ponto o filme se assemelha com o sentido de busca pela Perfeição versus o Bizarro promovido por Cisne Negro do Darren Aronofsky. Desde a relação sem figura paterna entre mãe e filha – Érika tem seu quarto, que não possui chaves, mas, contudo dorme todos os dias na mesma cama que a mãe – bem como o extremo entre o autocontrole através da privação do sexo e o descontrole por isso mesmo e liberdade do seu Eu, da verdadeira essencial através do desejo descontrolado e arrebatador.

A Professora de Piano não é um filme fácil, não é um filme fácil de digerir – como curiosidade, na cena de vomito, o vômito é real, e pelo ensejo, é impossível não destacar a atuação completamente entregue de Isabelle Huppert durante cada instante do filme, seu ar robotizado, quase psicótico, sem linhas de expressão, rígida que impressionam e arrebatam – que assusta justamente por ser tão gélido e ao mesmo tempo tão parte de cada um que o assiste. Uma parte que ninguém jamais admitira, mas que sentira. Incomodara. Causara medo, e também que fará parte dos pensamentos do espectador durante muito tempo, após o fim dos créditos finais.

Como bem diz um dialogo nos minutos iniciais da projeção: "A loucura só encontra seus benefícios na arte. Mas a arte só se beneficia da loucura, quando esta a suporta. A ponto de ser arte e fazer arte. A Arte não provém da loucura, mas dos instantes antes dela. E nisso esta obra se prova e justifica bem.

Brutal, tal qual, um grande concerto de piano.

"Os cães latem
Chocalham suas correntes
E as pessoas dormem em suas camas"


Trailer



FICHA TÉCNICA

Diretor: Michael Haneke
Elenco: Isabelle Huppert, Benoît Magimel, Annie Girardot, Anna Sigalevitch, Susanne Lothar, Cornelia Köndgen.
Produção: Yvon Crenn, Christine Gozlan, Veit Heiduschka, Michael Katz.
Roteiro: Michael Haneke
Fotografia: Christian Berger
Duração: 130 min.
Ano: 2001
País: Áustria / França
Gênero: Drama














domingo, 21 de abril de 2013

Critica: The Evil Dead (A Morte do Demônio) - 2013





The Evil Dead (no Brasil, ‘Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio’; em ‘Portugal, A Noite dos Mortos-Vivos’) é um filme norte-americano de 1981 escrito e dirigido por Sam Raimi. O filme teve duas sequências: Evil Dead II (1987) e Army of Darkness (1992), além de ser adaptado para um musical de teatro.

Cinco jovens vão passar um fim de semana em uma cabana isolada nos bosques de Tennessee. Os jovens tem estranhas experiências, obviamente causadas pela presença ali do Livro dos Mortos (o Necronomicon Ex Mortis, encadernado em pele humana e escrito em sangue), que logo encontram. Logo depois encontram um gravador. Dentro do mesmo a fita que foi gravada pelo dono da cabana (um arqueólogo), contém a tradução de algumas passagens do livro. Ao ser reproduzida (escutada) pelos estudantes, desperta os espíritos que estavam adormecidos e que habitam o bosque. Os espíritos começam a possuir os jovens um por um.

Com baixo orçamento, Evil Dead se tornou imediatamente um sucesso do gênero terror, pelo teor de violência e a inventividade das situações mesmo diante do pouco orçamento que o ate então estreante Sam Raimi e equipe, possuíam. Conforme os anos foram passando, este filme foi transformado em clássico absoluto do terror e do Trash, Cultuado por milhares de fãs de geração a geração.

Mais de trinta anos depois, The Evil Dead retorna, pelas mãos do estreante Fede Alvarez, sob a produção do próprio Sam Raimi, e o que se vê retornando é uma evolução de um gênero, uma reinvenção de uma trama exaurida cansativamente por anos, num filme superior a muitas coisas que se veem atualmente que consegue se unir a altura do original sem tirar seu legado e se firmando como um novo produto respeitável.

Chocante, perturbador, causa incomodo, nojento, violento, absurdo. Esses são os adjetivos que se pode extrair ao assistir esse remake de The Evil dead. A sinopse continua basicamente a mesma, a essência, porem com importantes e pertinentes mudanças de condução da narrativa.

(importante parabenizar o trabalho de divulgação do filme, que igualmente ao original vendeu e anunciou o filme como o filme mais assustador que veríamos na vida. Sensacional a condução de marketing)

São Cinco jovens que resolvem se encontrar numa antiga cabana isolada, a fim de ajudar Mia, uma dependente de drogas que esta passando pelo estagio de abstinência, se afastar da tentação.
Assim, seu irmão David e mais três amigos de ambos resolvem passar um final de semana ali.
Tudo parecia caminhar normalmente se não fosse um deles encontrar um antigo livro misterioso e macabro intitulado O Livro dos Mortos. Após ler um trecho do livro (“Kandar! Kandar!”) Estranhas forças maléficas começam a rondar a cabana.

A mudança do roteiro assinado pelo próprio Alvarez e Raimi além de Diablo Cody e Rodo Sayagues Mendez, se mostra totalmente eficaz aqui, ao introduzir mais complexidade e desenvolvimento aos personagens, coisa que no filme original ate pelo seu teor minimalista e posteriormente trash, não cabia. Mia é uma depende química, que carrega inúmeras complexidades com ela, inclusive numa relação conturbada com o irmão mais velho David. Este igualmente carregada magoas e transtornos pelas escolhas que fez, principalmente a de ‘abandonar’ a irmã e os amigos após a morte da mãe. Uma outra personagem que é enfermeira e carrega o estigma de sempre se sentir á sombra em sua profissão ao querer na verdade ter sido medica. São inúmeros elementos que doam peso a narrativa, a tornam mais verossímil e com um arco dramático que se sustenta ate o final sem se tornar redundante.

Outra mudança do original para essa nova versão é o tratamento dado ao Livro dos Mortos. Não mais feito de pele e sangue humano e sem a presença da fita gravada, o livro assume um papel importante aqui, muito mais do que no original. Uma vez que é nele que se encontram – feito uma bíblia do mal- passo a passo os atos que a narrativa do filme assumira. É por ele que nos guiamos diante de cada elemento que se apresenta ali.

 Mas sem perder a característica trash e absurda de ser, a produção do filme é inteligente ao ocultar certas informações e simplesmente ‘pular’ o tempo em algumas sequencias. Tudo ocorre meio que rápido demais. Afinal tudo se desdobra numa única noite. E mesmo que soe artificial e corrido, não se perde o foco ou  a linha condutora, pois justamente pela acertada ideia de preparar tão bem o inicio do filme- que se inicia com um fato ocorrido a anos atrás envolvendo a cabana e o livro dos mortos- o que se apresenta na tela fica subentendido tanto aos novos apreciadores da saga de terror criada por Raimi quanto para os antigos que reconhecem os elementos e se surpreendem de maneira satisfatória com as mudanças e evolução desta nova versão. O que importa é o visual e a tensão causada.
E nisso o filme dá um show e sabe bem o que fazer.

A fotografia do filme se destaca logo na primeira sequencia. As paletas de cores cuidadosamente delimitadas em tons escuros e borrados, mesmo quando as cenas são mais claras, são granuladas o que causa um contraste intenso assim que as primeiras gotas de sangue começam a jorrar. Iluminação e direção de arte igualmente bem feitas, elementos de cena – como o mesmo carro do original presente numa das cenas- são bem esboçados. Mas o ponto alto mesmo é a maquiagem e os efeitos visuais. São próteses e mais próteses extremamente realistas que causam verdadeiro choque e incomodo nas cenas de mais violencia, são membros arrancados, cortados, mordidos, massacrados, esmagados, tudo tão realista que causa aversão, mesmo sabendo que tudo é fictício.

Assim como os planos, tanto os  travellings quanto os planos abertos que conduzem bem o clima de claustrofobia nas cenas mais intensas e de aflição nas cenas mais assustadoras.
A trilha sonora é outro elemento que aqui fez toda a diferença, numa orquestração a altura do que é apresentado, fluindo no mesmo ritmo dos atos. Uma identidade visual forte.

E é no terceiro ato que o filme literalmente mostra que não é apenas um remake, mas sim um redescobrimento do gênero. Com total liberdade em nome da “licença poética’, o filme nos apresenta um ultimo ato repleto de sangue, ação, tensão e criatividade em inovar onde não se imaginava ser possível retirar nada mais- já que o gênero 'jovens, cabana e mortes,' já foi tão absurdamente explorado por anos-. 

Um final interessante de tirar o fôlego, que impressiona e deixa aquela raro sabor de querer mais.
Entre o crível e o absurdo The Evil Dead retornou não como uma simples copia do original, mas como uma releitura de todo o gênero criado pelo original, numa versão respeitável, admirável que soa como uma homenagem ao terror dos anos 80 com o sabor de saber usar a tecnologia e o avanço cinematográfico a seu favor – notem o uso da fonte para o titulo do filme no inicio e no final da projeção-.

Ainda contando com atuações correta de todos os atores, principalmente da jovem Jane Levy (Mia), que seguram bem a onda de serem naturais e exagerados na medida correta, The Evil Dead mantém o sabor de mescla de terror e humor que fez seu nome e adiciona boas doses de sobriedade e competência ao reinventar um clássico.

É extremamente gratificante quando vemos uma obra levada a serio, cuidadosamente planejada, pensada e conduzida. Mesmo o riso aqui é um riso nervoso, um riso aflitivo, um riso de olhos arregalados. Essa sensação é difícil de causar.

Uma chuva de sangue – literalmente- no mais do mesmo que se via por aí. Uma superação total de qualquer e toda expectativa. Uma aula de terror. Que não merece de forma alguma ser comparada a original e nem elevada ou rebaixado. Simplesmente posta lado a lado, tal qual o original; um legado bem feito.

Aos fãs do filme um enorme presente. Aos novos admiradores um achado tremendo. Aos realizadores uma salva de palmas banhados a gritos, sustos, risos, golfadas e KANDAR!

Trailer:



FICHA TÉCNICA

Diretor: Fede Alvarez
Elenco: Jane Levy, Jessica Lucas, Shiloh Fernandez, Lou Taylor Pucci, Elizabeth Blackmore
Produção: Bruce Campbell, Sam Raimi, Robert G. Tapert
Roteiro: Fede Alvarez, Diablo Cody, Sam Raimi, Rodo Sayagues Mendez
Fotografia: Aaron Morton
Trilha Sonora: Roque Baños
Duração: 92 min.
Ano: 2013
País: EUA
Gênero: Terror
Classificação: 18 anos