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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Vencedores Oscar 2013



O 84° Oscar que ocorreu neste domingo, contou com uma das premiações mais surpreendentes em muito tempo.

Apostando em performances musicais que deram o tom certo a premiação, o evento ainda foi beneficiado por grandes lendas do cinema subindo ao palco para entregar as estatuetas e por uma apresentação repleta de oscilações mas interessante de Seth Macfarlane que comandou todo o show.
Entre as performances ao vivo, tivemos Norah Jones cantando “Everybody Needs A Best Friend” que concorria ao Oscar de Melhor Canção Original pelo filme “Ted”. Adele numa apresentação contida, visivelmente repleta de tensão, mas que arrebatou a todos, para “Skyfall” que também concorria a Melhor Canção pelo filme “007 – Operação Skyfall”.

Mas o momento musical da noite definitivo ficou com os Elencos de “Dreamgirls”, “Os Miseráveis” e “Chicago”, se revezando no palco cantando seus respectivos musicais, numa homenagem as grandes obras musicais do cinema.

Seth Macfarlane, ainda apresentou três números durante a apresentação, onde uma delas, juntou performances com Daniel Radcliffe e Joseph Gordon-Levitt. E Shirley Bassey cantou ‘GOLDFINGER’ na homenagem aos 50 anos de 007.

No Palco entregando prêmios astros como Meryl Streep, Jack Nicholson, Daniel Radcliffe e Kristen Stewart, o elenco de Chicago, Jennifer Aniston e Sandra Bullock agitaram e engrandeceram o evento.

A premiação que conseguiu este ano ser mais orgânica e dinâmica cumpriu o horário sem atrasos. Jennifer Lawrence muito emocionada venceu o premio de melhor atriz, Daniel Lewis protagonizou um dos dois discursos mais inspirados da noite, Bem Affleckeste sim com o discurso mais emocionante da premiação – subiu ao palco por Argo após confirmar o favoritismo e vencer Melhor Filme.

Mas talvez a maior surpresa da noite tenha vindo por Ang Lee como Melhor Diretor, numa reviravolta que ninguém esperava, onde Steven Spielberg era franco favorito.

Alias “Lincoln" que despontava como favorito a arrematar a maioria das estatuetas, acabou levando apenas 2 prêmios dos 12 que concorreu. Em contra partida 'As Aventuras de Pi' - que concorria a 11 indicações -  e 'Os Miseráveis', surpreenderam ao levarem cada um 4 e 3 estatuetas respectivamente.

Confira abaixo a lista com todos os vencedores do Oscar 2013 em cada uma das 24 categorias:



*Os premiados em destaque representam as apostas do Criticofilia.


Melhor Filme: Argo
Melhor direção: Ang Lee (As Aventuras de Pi)
Melhor Ator: Daniel Day-Lewis (Lincoln)
Melhor Atriz: Jennifer Lawrence (O Lado Bom Da Vida)
Ator coadjuvante: Christoph Waltz (Django Livre)
Melhor Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway ( Os Miseraveis)
Melhor Roteiro Adaptado: Chris Terrio - Argo
Melhor Roteiro Original: Quentin Tarantino (Django Livre)
Melhor animação de curta: Paperman (Disney)
Melhor animação longa: Valente (Disney/Pixar)
Melhor Efeitos Visuais: As Aventuras de Pi
Melhor Fotografia: As Aventuras de Pi
Melhor Figurino: Anna Karenina
Melhor Maquiagem: Os Miseráveis


**categorias que o Criticofilia se absteve de promover apostas
Melhor Curta-Metragem: Curfew
Melhor documentário Curta: Inocente
Melhor documentário longa: Searching For Sugar Man**




Melhor Mixagem: Os Miseráveis
Melhor Edição de som: A Hora Mais Escura e 007- Operação Skyfall
Melhor Montagem: Argo
Melhor Direção de arte: Lincoln
Melhor trilha sonora: Mychael Danna (As Aventuras de Pi)
Melhor canção original: Skyfall – Adele ( por 007- Operação Skyfall)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Apostas Criticofilia Oscar 2013



A premiação mais importante e mais famosa do cinema, se aproxima. No próximo dia 24 de fevereiro, domingo, os melhores do ano que se passou serão premiados na 85° edição da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (no original: Academy of Motion Picture Arts and Sciences ou AMPAS), que este ano, resolveu adotar o nome popular de vez; apenas Oscar. A premiação acontecera em Los Angeles, nos Estados Unidos, e será comandada pelo diretor do polemico filme Ted, Seth MacFarlane com a ajuda de Salma Hayek, Melissa McCarthy, Liam Neeson e John Travolta. 

Este ano, além da premiação estar acirrada e já se iniciar de forma inesperada. O site oficial do evento resolveu dialogar ainda mais com seu publico e criou em seu site uma ferramenta que ajuda os internautas a fazerem suas apostas para a premiação.
Basicamente, basta acessar o site, fazer suas escolhas, um voto para cada categoria e depois decidir se quer entrar na brincadeira dos famosos "Bolões do Oscar" que ocorrem nas redes sociais, compartilhando- ou não - suas apostas com seus contatos. Ainda ha a opção de imprimir suas apostas com as respectivas categorias para facilitar na hora de marcar os acertos e erros enquanto assiste a premiação pela internet ou pela TV - no Brasil a transmissão sera feita pelo canal pago TNT e pela emissora de televisão publica Rede Globo -.
Nas categorias técnicas, como edição e mixagem de som, fotografia, e direção de arte por exemplo, há videos, ilustrações e tutoriais explicando o que são cada categoria e como se dá a avaliação das mesmas pela Academia.
Para ter acesso ao site clique >> Oscar.Go (o site é oficial e por isso todo em inglês, mas nada que o Google Tradutor não dê uma ajudinha)

Da mesma maneira o Criticofilia que nesta edição fez a cobertura quase que total, fornecendo criticas das principais categorias do Oscar 2013, compilou abaixo, nossas apostas a Premiação, justificando-as.


Apostas do Criticofilia: 


 Melhor Filme

Apesar dos ventos estarem soprando para o possível azarão “Argo”, vencer nessa categoria – já que durante a campanha para o Oscar, “Argo” despontou como favorito em todas as premiações que se antecederam, “Lincoln” ainda detém vantagem por tratar de um patriotismo muito mais latente e explicito do que “Argo”. “Lincoln” tem uma grandiosidade bem maior que a Academia costuma gostar, alem é claro, de ter o fator Diretor VS. Filme que sempre possuem um paralelo. Foram extremamente raros os filmes que conseguiram vencer nesta categoria sem que seu diretor não tenha sido ao menos indicado também.
Lincoln” é extremamente bem realizado, com planos fabulosos, um trabalho milimetricamente pensado. É inquestionável isso. Porem, se ele não possuísse o nome Spielberg nos créditos, ele nada mais seria do que um bom filme de moral extremamente duvidosa, uma vez que sua visão é deturpada e leviana, alem de carregar um tom que beira ao vicio fílmico que Spielberg parece ter caído nos últimos anos.
Argo” é inegavelmente um bom filme também, com uma visão que tenta- mesmo que não consiga- de tratar com imparcialidade um ato real do governo de seu país; com uma edição impecável e um roteiro sensacional.
Alias, esta categoria possui ótimos representantes, onde ambos de acordo com as características típicas da premiação, fazem jus a indicação.
Temos “Os Miseráveis” que tinha tudo para se tornar um filme épico, e só conseguiu ser grandioso em termos visuais e de elenco, prejudicado pela direção imprudente de Tom Hooper; mas que ao final das contas é um musical. O que lhe dá largo destaque aqui, uma vez que historicamente a Academia adora Musicais. Em “Indomável Sonhadora” vemos uma presença um tanto o quanto surpresa, mas não menos digna de estar aqui, num filme saboroso e reflexivo, que consegue mesclar a beleza da visão de uma garotinha num mundo bucólico. Porem o filme chama mesmo a atenção mais pela jovem protagonista do que realmente por suas outras qualidades.
Já “O Lado Bom da Vida” esta aqui por uma combinação incrível que se obtém quando em meio a sua produção existem nomes de peso na indústria, apesar de ser um bom filme.
As Aventuras de Pi que traz uma obra grandiosa e impressionante principalmente por seu visual marcante numa historia fantástica. Um filme fabuloso que merece a indicação que recebeu. O mesmo pode se dizer de Django Livre”, que apesar das ressalvas que possua sobre seu roteiro, direção e seu fatídico personagem central, é um grande filme, bem elaborado, com uma qualidade técnica invejável.
Então temos “Amorque de modo simplista se torna talvez o filme melhor executado dentre todos ao lado de “A Hora Mais Escura”. Um filme poético, cru, que consegue ir da mais tenra reflexão sobre a vida e a morte e este sentimento que o permeia, ate a uma alegoria de choque e arrebatamento ao demonstrar total segurança em abordar um tema que tinha todos os elementos para serem transformados em sensacionalismo ou indevidamente “abusados” nas mãos de um outro diretor. Um pequena obra prima. Porem, dentre os nove indicados, o merecedor seria “A Hora Mais Escura”, que supera todos os outros oito em diversos pontos. Uma vez que Amor” desponta como provável vencedor ao premio de “Melhor Filme Estrangeiro” ao qual também foi indicado. Assim, “A Hora Mais Escura que promove uma discussão e traz uma visão intensa e a flor da pele sobre as operações governamentais dos EUA na captura e execução de Osama Bin Laden, acaba sendo o mais  apto. O filme consegue ser impecável do ponto de vista técnico e de desenvolvimento de roteiro, alem de possuir uma reflexão pertinente e desafiadora- assim como 'Amor' também faz-.
Porem a disputa parece estar mesmo entre Lincoln” e “Argo”.

Merecedor Criticofilia: A Hora Mais Escura
Favorito ao premio: Argo
Provável vencedor: Lincoln


Melhor Ator

Esta categoria não resta nenhuma duvida. Esse prêmio nasceu com o "Lincoln" de Day Lewis. O ator faz por merecer seu favoritismo, tendo entregado um trabalho inventivo. Porem, esta categoria possui monstros em termos de atuação, deixando a desejar apenas pelo lado de Bradley Cooper. O ator em O Lado Bom Da Vida”, esta apenas correto. Ao contrario de Denzel Washington que entregou em seu “O Voo uma atuação visceral, de entrega. Ou mesmo Hugh Jackman que aparece sóbrio, numa atuação madura em “Os Miseráveis”.
Porem é inquestionável que a melhor atuação dentre os indicados esta com Joaquim Phoenix pelo o excelente “O Mestre”. O trabalho de atuação de Phoenix é algo assombroso, digno da sua indicação e real merecedor por competência ao premio. Porem, a melhor campanha foi de Lincoln, onde nem Mesmo O Mestre conseguiu competir entre as principais categorias alem de seus atores. Assim, o premio será de Day-Lewis, não injustamente, pois Lewis fez por merecer, mas...

Merecedor Criticofilia: Joaquim Phoenix
Favorito ao premio: Daniel Day-Lewis
Provável vencedor: Daniel Day-Lewis


Melhor Atriz



Outra categoria que assim como, a categoria de “Melhor Filme” esta extremamente imprevisível.
Isso porque todas as atuações assim, como as de “Melhor Ator”, merecem extremamente suas indicações. Todas as atuações marcantes ou surpreendentes. Mas aqui, a duvida é sobre qual vertente os votantes da Academia irão optar. De um lado temos Emmanuelle Riva que fez um trabalho intenso, de entrega e sensibilidade no ótimo “Amor”. Num papel difícil, que tem encantado e impressionado o mundo todo. E algo interessante permeia sua indicação e seu possível prêmio. Emmanuelle Riva completará no dia da premiação, 86 anos de idade, um digito a mais do que o numero de edições que no mesmo dia, a Academia comemorara de existência. E com isso, Emmanuelle ainda se torna a concorrente mais velha nessa categoria a ser indicada. Fatores como este podem lhe dar certa vantagem. Por outro lado temos a favorita ao premio Jeniffer Lawrence que com apenas 22 anos de idade, tem chamado a atenção de publico – que tem se formado uma legião de fãs fervorosos – e critica, com seu talento e versatilidade em compor variados personagens. Mas ao contrario do que ela fizera no excelente “Inverno da Alma”, aqui, JLaw, esta apenas correta, com uma ou duas cenas que se destacam durante a projeção de “OLado Bom Da Vida”. Seu favoritismo vem mais da sua popularidade atual, do que de seus méritos por esse papel. Mas dentre todas as indicadas, ela tem sido a mais dedicada em sua campanha rumo ao premio. Ainda temos Naomi Watts que sempre foi lembrada pela Academia por sua competência extrema e inquestionável durante anos no cinema. Sempre expressiva Naomi entregou em “O Impossível” uma atuação de total entrega a seu personagem. Em termos de atuação, não há nada demais, Naomi já teve melhores oportunidades de demonstrar sua competência. Mas aqui, a entrega total que deu a sua personagem é o que lhe rendeu essa indicação. E uma vez que durante anos, a Academia tem sido complacente com seu trabalho, apenas lhe dando indicações e nunca o premio, pode ser que isso pese dessa vez. Ao mesmo tempo, temos a excelente Jessica Chastain, que entregou uma performance ‘humana’ a sua personagem em “A Hora Mais Escura”. Seu papel chama a atenção, por conseguir conferir peso e exaustão e ao mesmo tempo garra, num personagem complexo.
Mas não podemos esquecer da jovem Quvenzhané Wallis, que com apenas 5 anos de idade à época de sua atuação em Indomável Sonhadora, conseguiu ser a mais jovem indicada a esta categoria em toda a historia da premiação. É Importante ressaltar, que Wallis que atualmente possui 9 anos de idade, além de ter impressionado num papel denso para sua idade, com expressões tão claras, teve em Indomável sonhadora seu primeiro papel no cinema. Ela não era atriz e nem fazia nenhum tipo de aulas de atuação. Wallis nem mesmo era totalmente alfabetizada na época de gravação do longa. Ela treinava e ensaiava suas falas com a ajuda de um treinador de atores. Tal detalhe conta bons pontos a seu favor. Mas a disputa esta acirrada mesmo, entre Riva e Lawrence; com consideráveis chances de uma possível reviravolta para Chastain, mas difícil.
 Importante destacar, o maravilhoso trabalho da atriz Marion Cotillard, por seu papel no bom "Ferrugem e Osso". Um trabalho que a Academia esqueceu de ressaltar e que merece seus louros, numa atuação emocionante, que mesclou a melancolia e a garra em uma mulher devastada por uma tragedia em sua vida. Merecia ser indicada talvez ate mesmo no lugar da pequena Wallis.

Merecedor Criticofilia: Emmanuelle Riva
Favorito ao premio: Jeniffer Lawrence
Provável vencedor: Emmanuelle Riva


Melhor Ator Coadjuvante

Outra categoria disputada. Com apenas duas atuações realmente marcantes, esta categoria possui uma imprevisibilidade absurda.
Apesar do favoritismo claro ao Christoph Waltz por seu ótimo papel no duvidoso “Django Livre”, onde ele nos entrega um papel inventivo, original e totalmente maneirista em tela; temos na disputa Philip Seymour Hoffman, que impressiona por seu papel catártico em “O Mestre”, repleto de oscilações entre a intensidade e a sutileza.
Ainda temos Robert De Niro que pela primeira vez em muitos anos, parece ter finalmente saído do piloto automático ao qual tem estado, e entregou uma atuação sincera em O Lado Bom da Vida”; Alan Arkin que esta correto no ótimo “Argo e Thommy Lee Jones, que esta Thommy Lee Jones no duvidoso “Lincoln”. Isso porque, a atuação de Thommy Lee, não se diferencia muito do que ele vem demonstrando nos últimos anos. Lembram o piloto automático mencionado acima? Então...
Mas a disputa aqui parece ficar mesmo entre os dois primeiros.

Menção honrosa, aos totalmente esquecidos pela Academia e demais premiações.
Quando se pensa em Ator Coadjuvante nos lançamentos do ano que se passou é impossível não lembrar das atuações marcantes e impecáveis de Leonardo DiCaprio por seu vilão em Django Livre, e em Javier Bardem pelo seu também vilão no bom  007 - Operação Skyfall.
Leo Dicaprio transcende em tela, num personagem curioso e bem escrito. sua atuação é tão intensa que chega a entristecer não ver seu nome ali entre os indicados, onde se concorresse teria larga vantagem em todos os 5 indicados oficiais. Foi um trabalho marcante na carreira do ator de fato. O mesmo se pode dizer de Javier  Bardem, que simplesmente roubou o filme de Daniel Craig - que ainda assim surpreende com seu agente James Bond -. Javier construiu um dos melhores vilões que a serie 007 já viu em toda a sua historia. o ar repulsivo e louco de seu personagem é algo incomum de se presenciar. E ainda assim a Academia escolheu lhe esnobar. Mas é fato: se Leo Dicaprio e Javier Bardem estivessem aqui concorrendo, a categoria seria totalmente deles e de mais nenhum outro - talvez Philip Hoffman continuasse no páreo-. Uma pena.

Merecedor Criticofilia: Philip Seymour Hoffman
Favorito ao premio: Christoph Waltz
Provável vencedor: Christoph Waltz


Melhor Atriz Coadjuvante

Aqui, tal qual a categoria de “Melhor Ator” não resta duvida de que o premio vem com o nome talhado de Anne Hathaway. Ela é claramente a favorita ao premio e por méritos inquestionáveis.
A atuação de Hathaway no duvidoso “Os Miseráveis  chama tanto a atenção que com seus pouco mais de 30 minutos totais em tela, é dela as atenções plenas no longa. Uma atuação marcante de entrega e visceralidade. Porem, temos Amy Adams, que entre as 5 concorrentes é a que mais se aproxima do ‘grau’ de 'impressionabilidade' que Hathaway nos brindou. O trabalho de Adams em “O Mestre é muito interessante, onde a atriz conseguiu de modo surpreendente conferir um ar de dubiedade a sua personagem, ofuscada apenas pela monstruosa presença de Joaquim Phoenix em cena. Dentre as 5 Indicadas ela é a que foi mais competente. Porem Anne Hathaway literalmente se desconstruiu diante de nossos olhos de uma maneira tão intensa que seria leviano não lhe dar o premio - mas que fique as considerações a Adams-.
Mas temos também a veterana Sally Field, que entregou uma atuação poderosa – forçada e caricatural demais é verdade – em “Lincoln”. Já a presença de Helen Hunt que esta apenas correta no bomAs Sessões” entre as indicadas se justifica por sua coragem em expor-se de maneira sóbrio a um papel lhe exigiu diversas cenas de nu frontal. Pela competência da atriz, tais cenas jamais atingiram uma conotação sexualizada, vulgar ou impressionista. E isso é admirável. Porem em termos de atuação, não há nada além do normal. O mesmo pode ser dito da veterana Jacki Weaver, que em “O Lado Bom Da Vida não Chama a atenção em nenhum momento. Esta apenas atuando. Num papel que não lhe exige nada também.
Como ressalva é importante lembrar, o esquecimento da excelente atuação de Judi Dench em 007 - Operação Skyfall. A atriz encarna de maneira total sua personagem neste longa como nunca antes durante a serie do agente secreto. Um trabalho que chama a atenção durante o longa e que merecia ser melhor lembrado.

Merecedor Criticofilia: Anne Hathaway
Favorito ao premio: Anne Hathaway
Provável vencedor: Anne Hathaway


Melhor Filme de Animação


Dentre as Ótimas Animações indicadas este ano, temos destaque para "Frankeneenie" e "Valente".
"Frankenweenie", pela técnica típica de Tim Burton e seu teor que mescla a fantasia e o sombrio de maneiras únicas, sempre tendo como base o expressionismo alemão. Já Valente se destaca principalmente por seu enredo, onde uma protagonista claramente feminista surge sem precisar do amparo de um príncipe encantado para lhe salvar. Algo raro na filmografia de animações Disney/Pixar,  onde a primeira; é conhecida por ser a eterna fabrica de sonhos da princesa que tem que ser salva pelo príncipe valente. O Valente aqui é dado a protagonista. E isso merece atenção.
Ainda temos o ótimo e engraçado "Paranorman" que traz uma parodia aos filmes de adolescente estadunidenses de terror, lidando com os estereótipos desses enredos de maneira bem original e interessante. "Piratas Pirados", talvez o mais fraco dentre os indicados que é apenas “bem feitinho”, uma animação em Stop Motion com um roteiro raso com pouquíssimos momentos inventivos ou que se destaquem.
Mas a grande disputa pode vir pelo excelente "Detona Ralph"- este sim da Disney -que vem despontando como grande favorito, após arrebatar a critica em diversos prêmios mundo afora onde tem saído vencedor, e pelo publico, onde conquistou uma grande bilheteria; onde traz uma trama deliciosa que remonta os clássicos jogos de vídeo games, numa animação que impressiona pelos gráficos.

Mas o premio deve ficar disputado mesmo entre os estúdios Disney/Pixar e seu "Valente", - pelo peso que o nome Disney e Pixar possuem, Tim Burton e seu "Frankenweenie" - que é claramente a melhor animação em termos técnicos dentre os 5 indicados - , e o inventivo "Detona Ralph" - também da Disney.

Merecedor Criticofilia: Frankenweenie
Favorito ao premio: Detona Ralph
Provável vencedor: Detona Ralph

Melhor Direção

O Favoritismo é claro. Se para a categoria de “Melhor Filme” 'Lincoln' desponta como favorito, a lógica se estende a sua direção. Uma direção correta alias do Spielberg que tem pleno domínio de seu filme, que mesmo diante de tantas bobagens, é inquestionável a qualidade técnica que possui. Porem temos o excelente Michael Haneke, que entregou em Amor um trabalho meticuloso, repleto de dedicação e extremo exímio em detalhes. Uma direção segura e que merece a indicação sem duvidas. Temos ainda outros monstros nessa área como o ótimo Ang Lee que mais uma vez realizou um filme marcante e fabuloso que é As Aventuras de Pi. Um filme grandioso que não teria a maestria que possui sem a visão e as rédeas claras de Lee.
Na esteira vem David O.Russell pelo seu mediano “O Lado Bom da Vida” que tal qual seu filme é apenas correto. E Benh Zeitlin com seu “Indomável Sonhadora que impressiona mais pelo fato de lidar com uma historia repleta de “não atores”. Por mostrar uma visão bucólica de uma realidade dura e tentar extrair delicadeza em meio a feiura de La. Uma direção boa.
É imprescindível e inevitável, falar dessa categoria e não salientar a injustiça obtusa da Academia em deixar de fora os nomes de Paul Thomas Anderson e Ben Affleck – e se formos mais justos ainda, o nome de Leos Carax pelo seu fabuloso trabalho, no impecável e totalmente esquecido pela Academia e demais premiações “Holy Motors” filme extremamente bem conduzido.
Ben Affleck, por seu trabalho madura e impressionante devido a sua pequena filmografia por “Argo”, contradizendo todas as noções possíveis dessa edição do Oscar. Uma vez que Affleck tem ganhado quase que totalmente todas as premiações ao qual participa nesta categoria, assim como seu filme. Uma incoerência que esta custando muito a Academia antes mesmo do resultado sair.
E Paul Thomas Anderson pelo excelenteO Mestre, que não só merecia sua devida indicação visceral e peculiar na direção, como inclusive na categoria principal de “Melhor Filme”.
E claro, talvez ao lado de Affleck , outra maior e polemica injustiçada, Kathryn Bigelow por seu excelente “A Hora Mais Escura”. Onde sua não indicação é a mais obvia dentre todas: política. Uma vez que seu filme tem sido vastamente mal visto entre o governo americano, com a desculpa infundada de que o longa incita a pratica de tortura do país em processos de investigações e interrogatório com terroristas.
Injustiça, pois o trabalho que Bigelow entrega com seu filme é algo que beira ao impecável.
Mas a disputa parece ficar entre o Spielberg e Haneke.

Merecedor Criticofilia: Michael Haneke
Favorito ao premio: Steven Spielberg
Provável vencedor: Steven Spielberg


Melhor Filme em Língua-estrangeira


Categoria que possui ótimos representantes – alguns deles ate mais relevantes do que os que concorrem a principal categoria -. Porem é inegável o favoritismo de “Amor” que não satisfeito com a indicação a “Melhor Filme” ainda marca presença aqui, onde levará.
Mas é importante salientar as qualidades de seus concorrentes como o ótimo A Feiticeira da Guerra” que possui um roteiro profundo, numa narrativa densa e bem executada. Kon-tiki”, que promove um show visual, numa fotografia impressionante e bem feita. “O Amante da rainha” que traz um enredo batido, numa narrativa surpreendente com atuações boas, uma direção de arte conceitual impecável; e ainda o fabuloso e intenso “No”, que se destaca por trazer de volta o ‘U-Matic’, tecnologia de gravação em videocassete, que confere ao longa uma imagem meio desfocada, que se assemelha bastante ao efeito que se tem quando vemos um filme em 3D sem os óculos, com certas cenas com luz estourada, que transforma o filme num deleite visual, alem de possuir um roteiro inventivo e atuações excelentes.
Um Filme que merecia levar o premio para casa por ser superior em vários sentidos aos indicados acima, talvez apenas igualável ao sensacional "Amor". Sendo assim, o principal concorrente da Obra de Haneke.


Merecedor Criticofilia: No
Favorito ao premio: Amor
Provável vencedor: Amor

Melhor Filme Curta-metragem de Animação

No link a seguir confira pequenos comentários de cada um dos 5 indicados nesta categoria, justificando as escolhas abaixo: >> Indicados Ao Oscar de Melhor Curta de Animação

Merecedor Criticofilia: Head Over Heels
Favorito ao premio: Paperman
Provável vencedor: Paperman



Abaixo, outras apostas mas sem comentários ou menção aos favoritos ou merecedores. Apenas quem provavelmente levara o premio :


Melhor Fotografia

Melhor Direção de Arte

Melhor Figurino
Espelho, Espelho Meu..

Melhor Edição

Melhor Maquiagem

Melhor Trilha Sonora
Mychael Danna - As Aventuras de Pi

Melhor Música Original
007 - Operação Skyfall

Melhor Edição de Som

Melhor Mixagem de Som

Melhores Efeitos Visuais
Prometheus

Melhor Roteiro Adaptado


*Impossível não colocar uma ressalva aqui.
É imperdoável a não inclusão do excelente "As Vantagens de Ser Invisível"  e seu roteiro fabuloso assinado pelo escritor, roteirista e também aqui diretor Stephen Chbosky . Um filme definitivamente bem construído  elaborado, com um roteiro decupado, de narrativa delimitada repleto de acertos. Merecia estar aqui indicado e se fosse este o caso, estaria despontando inclusive como franco favorito ao premio. Imperdoável essa falha.*

Chris Terrio - Argo

Melhor Roteiro Original
Mark Boal - A Hora Mais Escura


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Critica: Os Miseráveis


Historia:

Les Misérables (Os Miseráveis) é uma das principais obras escritas pelo escritor francês Victor Hugo, publicada em 3 de abril de 1862 simultaneamente em Leipzig, Bruxelas, Budapeste, Milão, Roterdã, Varsóvia, Rio de Janeiro e Paris (nesta última cidade foram vendidos 7 mil exemplares em 24 horas).
A história passa-se na França do século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832. Daqui resultam, cinco volumes, que vão contar desde a vida de Jean Valjean, um condenado posto em liberdade, até sua morte. Em torno dele giram algumas pessoas que vão dar seus nomes para os diferentes volumes do romance, testemunhando a miséria deste século, a pobreza miserável de: Fantine, Cosette, Marius, mas também Thénardier (incluindo Éponine e Gavroche) e o inspetor Javert.

Filme:

Com a França do século XIX como pano de fundo, Os Miseráveis; conta uma apaixonante história de sonhos desfeitos, de um amor não correspondido, paixão, sacrifício e redenção, num testemunho intemporal da sobrevivência do espírito humano.

Jean Valjean (Hugh Jackman) consegue a liberdade condicional do seu guarda prisional, Javert (Russel Crowe), após dezenove anos de penitência pelo roubo de um pão. A miséria impele Valjean a cometer roubo numa igreja, onde um bispo lhe concede abrigo. Novamente capturado, Valjean é perdoado pelo bispo e decide mudar sua vida para sempre, abandonando seu nome verdadeiro e assim a historia que tal nome carrega. Anos mais tarde, sob outro nome, tendo fugido à sua obrigação de se apresentar periodicamente às autoridades, Valjean volta a confrontar-se com Javert, que continua à sua procura. Na sequência, Valjean sem intenção, causa o desligamento de uma funcionária da sua fábrica, a jovem Fantine (Anne Hathaway),mãe solteira que batalha na vida sozinha para conseguir dinheiro para mandar para um casal, chefiado pelo mau caráter Senhor Thénard (Sacha Baron Cohen), que cuida de sua pequena filha Cosette( na vida adulta interpretada por Amanda Seyfried).
Após Fantine cair em total desgraça, Valjean lhe faz uma promessa de cuidar de sua filha Cosette. Mas com isso o agora inspetor Javert aumenta o cerco a sua procura. Todas essas vidas durante duas gerações se cruzam.

Essa é a premissa de Os Miseráveis, adaptação do famoso musical baseado na obra de Victor Hugo, dirigido por Tom Hooper. O que poderia se tornar um verdadeiro épico eterno na historia cinematográfica, sai pela culatra, numa obra repleta de falhas narrativas que tenta carregar mais do que suporta, restando por fim apenas a beleza visual/técnica e as atuações memoráveis de atores competentes.

Primeiro é preciso entender que Os Miseráveis, possui uma das historias mais complexas, longas e grandiosas da literatura global. São tramas e subtramas únicas e que ao longo da história se intercalam, formando grandes núcleos independentes com estruturas especificas. O livro em si, em seus cinco grandes volumes já se mostra um desafio e tanto de estrutura e desenvolvimento para não se tornar uma bagunça completa. O musical encenado pela primeira vez em 1980 na em Paris, por sua vez em e=intermináveis atos, possuía a mesma responsabilidade de dar coesão à trama e ainda adapta-la visualmente, o que denotava planejamento em escalas tanto de narrativa quanto de desenvolvimento em conjunto com as musicas e sua encenação.

Se tudo isso já é um desafio e tanto, imagina trazer tudo isso para o cinema, em tela, para se enquadrar em pouco mais de 2 horas e 40 de projeção!? Tom Hooper quis testar e comprar o desafio. E o resultado foi um desastre de direção.

Os miseráveis talvez seja a historia mais adaptada do cinema, com incríveis quarenta e seis adaptações entre cinema e televisão.
Mas é a primeira vez que se tenta levar uma adaptação do musical de 1980 e não da obra em si para a tela dessa forma tão grandiosa visando o mainstream.

O que se vê em tela é uma espécie de filme hibrido entre musical/peça teatral filmado e os antigos musicais de Hollywood quanto as encenações. Por incontáveis vezes fica difícil acompanhar a mescla entre o que é teatro filmado e cinema de fato. Isso destoou totalmente na linguagem do longa, em sua narrativa e inclusive impiedosamente prejudicou o enredo, que surge corrido e repleto de furos de desenvolvimento.

O que se obtém é um filme corrido, com sensação de ter sido mau decupado, mal editado, sem introdução coerente ou delineamento das tramas e principalmente de estruturação de seus personagens. Não há arco que se sustente por muito tempo. Os personagens e suas tramas surgem de repente e partem da mesma maneira. Não se tem clareza dos fatos. São episódios atrás de episódios como se fosse realmente uma peça de teatro onde cada quinze minutos de filme ou cada musica encenada é um ato. Que ao seu fim dá lugar a outro quase que independente ao seu antecessor. Sem coesão nenhuma.

Isso alem de causar confusão e exigir um prévio conhecimento do publico há trama original a qual o filme se baseia, ainda compromete o tom emocional e dramático do enredo que em suma é a maior força de Os Miseráveis. A historia é lendariamente famosa e amada por inúmeras gerações justamente pelo seu cunho extremamente emocional, por levar o melodrama ao ápice. Tom Hooper não consegue chegar nem perto.

Cito insistentemente a falha de Tom Hooper, pois o problema não esta na historia e sim no roteiro formado para contar tal historia e mais ainda na direção que aparenta muitas vezes insegurança em adéqua-la a um formato viável. Talvez se ele dividisse o filme em partes, talvez se ele não se utilizasse de musicas demais e diálogos “normais” de menos, a coisa funcionaria razoavelmente bem. Sim, porque Os Miseráveis de Hooper tem incríveis e por vezes cansativos e desnecessários 98% de musicas executadas. Os diálogos podem ser contados nos dedos de uma mão. E mesmo esses são corridos e sem muita importância.

Mas Os Miseráveis não é um erro completo no entanto. Pois ele conta com uma força tremenda que tem de ser levado em conta.

Tecnicamente o filme é primoroso. Possui uma fotografia esplendida  carregada de tons azuis, vermelhos e brancos – as cores da bandeira da frança – em saturações e granulações assertivas, da maneira correta, na hora e nos lugares corretos. Igualmente soberba é a direção de arte do filme, que conta com projeções de locações milimetricamente construídas e acabadas, um figurino marcante, uma sonoplastia clara e de timing certeiro.

Os planos são outro destaque. A maneira que Hooper escolheu filmar sua obra com lentes angulares, câmera na mão, planos longos que por vezes dão a ilusão de terem sido gravados em plano sequência, as panorâmicas gigantescas, e mesmo os repetitivos momentos de desnivelamento de câmera, conferem ao longa um tom épico e grandioso. Bonito de se ver e apreciar cada detalhe.

Mas se há algo que realmente vale o ingresso, a exibição e o aplauso aqui, é a atuação de Anne Hathaway e sua Fantini.

Mesmo que o longa conte com atores de peso como Hugh Jackman muito bem em seu papel, tendo a primeira sequencia e a ultima do longa, seus melhores desempenhos, Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter, como os divertidos vilões pilantras e aproveitadores que tomam conta- abusam- de Cosette em sua infância, Amanda Seyfried e Eddie Redmayne como o principal par romântico, igualmente corretos em seus papeis, mas que sofrem também pelas falhas de construção de personagem que o roteiro possui, mas que brilham com suas vozes impecáveis; e ate mesmo Russell Crowe num dos seus papeis mais mornos, mas que consegue sustentar bem, apesar de apresentar falhas consideráveis na hora de executar as canções. Mesmo com todos esses talentos é impossível não se ater e aplaudir de pé ou mesmo se curvar pela atuação de total entrega de Anne Hathaway

Sua personagem Fantini é de longe a personagem que mais sofre e tem o destino mais miserável da trama. E a atriz demonstrando uma total compreensão disso, se doa fisicamente e emocionalmente de tal maneira ao papel, que não seria exagero considerar sua atuação – infelizmente com pouco tempo de tela- a melhor de toda a sua carreira, de ficar marcado durante tempos e tempos.

Toda cena em que Anne Hathaway surge, ela se torna o centro das atenções. E ganha seu ápice total na já clássica instantânea cena em que ela interpreta a famosa e histórica musica “I Dreamed A Dream”. A cena é tão impressionante que é talvez o único momento do filme em que o espectador consegue- não se contem- ir as lagrimas, ou no mínimo se emocionar ou se abalar. 
Ao final da projeção a musica fica gravada na mente igualmente com suas expressões de sofrimento e total desamparo de uma mulher que perdeu tudo e clama com uma voz belíssima e inflamada entre suspiros e um choro incontido por redenção.

É importante ressaltar também a atuação de Samantha Barks e sua Epónine; que alem de possuir a melhor voz de todo elenco, demonstra uma presença em tela que apaga em cena os próprios protagonistas em seus poucos minutos em tela também.

Alias outro aspecto que doa ao Os Miseráveis créditos  foi a escolha de Tom Hooper, aqui sim acertando completamente, de filmar as canções ao vivo, durante as filmagens e não como é habitual se fazer, adquirir as musicas gravadas previamente em estúdio e depois dubladas pelos atores. Quando os atores e atrizes estão cantando, não é dublagem. Eles realmente estão executando as canções ali, como se estivessem num teatro. E o efeito que isso dá em tela inclusive sonoramente falando é impagável e brilhante de conferir. Para amantes de musical, é um deleite a parte.

A trilha sonora como não poderia deixar de ser é perfeita em cada detalhe, letras poderosas e universais, e os arranjos aqui ganham um tom ainda mais orquestral e dinâmico.

Por fim a sensação que fica e a conclusão que se tira de Os Miseráveis  é que ele é um grande filme sim, que merece destaque e apreciação pela grandiosidade, ousadia e coragem de ter sido realizado, pela competência de seus atores, pela forma extrema de sua historia e principalmente pelo esmero visual que possui. Mas que peca imperdoavelmente ao tratar uma historia com tal nome como essa, de maneira leviana e sem um mínimo de preocupação com sua essência.

É o típico “enche os olhos mas não enche a barriga”.

Quando se espera diamantes e lhe entregam pepitas de ouro, a decepção é latente.

Mas nem mesmo Hooper consegue tirar o brilho dessa historia. Que trata da miséria humana de todas as formas possível.

E é de Anne Hathaway e seus Sonhos Sonhados a ultima nota cantada.

Trailer


Ficha Técnica

Diretor: Tom Hooper
Elenco: Sacha Baron Cohen, Helena Bonham Carter, Anne Hathaway, Amanda Seyfried, Hugh Jackman, Russell Crowe, Eddie Redmayne, Samantha Barks, Aaron Tveit, Colm Wilkinson, Ella Hunt, George Blagden, DanielHuttlestone,
Produção: Eric Fellner, Debra Hayward, Cameron Mackintosh
Roteiro: William Nicholson, baseado na obra de Victor Hugo
Fotografia: Danny Cohen
Trilha Sonora: Claude-Michel Schönberg
Ano: 2012
País: Reino Unido
Gênero: Musical







domingo, 13 de janeiro de 2013

Vencedores do Globo de Ouro 2013



Visto por muitos como parâmetro para o Oscar, o Globo de Ouro celebra os melhores da TV e do Cinema, de acordo com a Associação de Imprensa Americana. Esse ano, ele não servira de parâmetro  uma vez que os indicados os Oscar foram anunciados pela primeira vez na historia, antes da entrega do Globo.
A premiação do Globo de Ouro ocorreu de forma entusiasta  numa edição melhor e mais dinâmica que a do ano passada.
Houve um discurso prolongado de Jodie Foster, e houve a surpresa - nem tanto- de Argo vencer como melhor Filme Drama, e Ben Affleck abocanhar Melhor Diretor. Isso com certeza deixara a Academia do Oscar em piores lençóis do que já estão por terem ignorado o diretor na edição deste ano. Mas isso pode revelar uma possível retratação, dando mais força a Argo na corrida por Melhor filme no Oscar 2013.

Confira abaixo os vencedores dessa 70° edição:

Prêmios para TVCinema:


MELHOR FILME - DRAMA
Argo

MELHOR FILME - COMÉDIA OU MUSICAL
Os Miseráveis

MELHOR DIRETOR
Ben Affleck (Argo)


MELHOR ATOR - DRAMA
Daniel Day-Lewis (Lincoln)


MELHOR ATRIZ - DRAMA
Jessica Chastain (A Hora Mais Escura)



MELHOR ATOR - COMÉDIA OU MUSICAL
Hugh Jackman (Os Miseráveis)


MELHOR ATRIZ - COMÉDIA OU MUSICAL
Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christoph Waltz (Django Livre)
  
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Anne Hathaway (Os Miseráveis)

MELHOR ROTEIRO
Quentin Tarantino (Django Livre)

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Amor (Áustria)

 MELHOR TRILHA SONORA
As Aventuras de Pi

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
"Skyfall", 007 - Operação Skyfall

MELHOR ANIMAÇÃO
Valente


Prêmios para Televisão

Melhor Série (Comédia/Musical)
Girls
   
Melhor Ator em Série (Comédia/Musical)
Don Cheadle (House of Lies)

Melhor Atriz em Série (Musical/Comédia)
Lena Dunham (Girls)

Melhor Série (Drama)
AbbeyHomeland

Melhor Ator em Série (Drama)
Daniel Lewis (Homeland)

Melhor Atriz em Série (Drama)
Claire Danes (Homeland)



Melhor Minissérie ou Filme para Televisão
Game Change

Melhor Ator em Minisséries
Kevin Costner (Hatfields & McCoys)

Melhor Atriz em Minisséries
Julianne Moore (Game Change)

Melhor Ator Coadjuvante em Minisséries
Ed Harris (Game Change)

Melhor Atriz Coadjuvante em Minisséries
Maggie Smith (Downton Abbey)